Voltei para casa a pé, debaixo de uma chuva torrencial, sem ninguém ao meu lado. Quando cheguei, minhas roupas estavam completamente encharcadas.Assim que entrei, meu celular vibrou. Minha mãe me marcou no grupo da família e perguntou como eu pretendia me virar para comer nos dias seguintes, já que ficaria em casa sem mais ninguém.Por um breve instante, senti um calor no peito, por mais ridículo que aquilo fosse. Meus olhos chegaram a arder, e pensei que talvez ela realmente se lembrasse de mim.Antes que eu pudesse responder, outra mensagem apareceu:[Não mexa em nada na geladeira. Tudo ali é do seu irmão e da sua irmã. Dividimos por igual entre os dois, então, se você pegar alguma coisa, vai desequilibrar tudo.]O calor desapareceu na mesma hora, e aquela pergunta que me acompanhava desde que eu me entendia por gente voltou à minha cabeça."E eu?"Não digitei aquelas palavras. Ao longo da vida, fiz a mesma pergunta vezes demais, e nunca ninguém se importou o suficiente para
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