4 Respostas2026-01-28 11:38:45
Lembro de uma época em que dizia 'sim' para tudo, mesmo quando estava exausta. Achava que ser prestativa era virtude, mas acabava sobrecarregada e ressentida. A virada veio quando li 'The Life-Changing Magic of Not Giving a Fck' e entendi que limites são saudáveis. Comecei pequeno: recusando convites sem explicações longas, só um 'vou passar hoje, obrigada!'.
Depois, pratiquei com colegas de trabalho, sugerindo alternativas ('Não posso assumir esse projeto, mas o João tem expertise nisso'). O alívio foi imediato! Psicólogos reforçam que dizer 'não' protege nossa energia e autoestima. Hoje, encaro como um ato de autocuidado – e surpreendentemente, as pessoas respeitam mais meus 'sim' quando eles são raros e genuínos.
4 Respostas2026-01-28 23:45:36
Lembro de um episódio em que concordei em ajudar um amigo a mudar de casa no mesmo fim de semana em que planejava finalmente descansar após um mês exaustivo. Acabei fisicamente esgotado e frustrado por não ter tempo para recarregar as energias. Desde então, passei a entender que estabelecer limites não é egoísmo, mas autocuidado. Aprendi a diferenciar entre ser prestativo e ser explorado, especialmente depois de ler 'Boundaries' de Henry Cloud.
Dizer 'não' tornou-se uma ferramenta para preservar meu tempo e saúde mental. Comecei pequeno, recusando convites quando realmente precisava ficar sozinho, e percebi como isso melhorou minhas relações. As pessoas passaram a respeitar mais meus horários quando viram que eu também me respeitava. É como na série 'The Bear', onde o protagonista precisa aprender a dizer não para salvar seu restaurante - e sua sanidade.
4 Respostas2026-01-28 19:26:09
Lidar com limites no trabalho é como segurar um balão cheio demais – se você não soltar um pouco o ar, ele explode. Uma frase que me salvou várias vezes foi 'Adoraria ajudar, mas meu atual comprometimento com outras tarefas não me permite dedicar a atenção que esse projeto merece.'
Isso mostra que você valoriza a qualidade do trabalho, não só a quantidade. Outro dia, usei 'Vou precisar revisar minha agenda antes de confirmar' quando me pediram algo em cima da hora. Não é um não direto, mas dá espaço para negociar prazos realistas. A chave é manter o tom colaborativo, mesmo quando recusando.
4 Respostas2026-01-28 18:06:40
Lembro que durante uma fase difícil da minha vida, peguei 'O Poder do Agora' do Eckhart Tolle emprestado de um amigo. Não era exatamente sobre dizer não, mas me fez perceber como minha autoestima estava ligada à necessidade de agradar os outros. A parte mais reveladora foi quando ele fala sobre identidade – como nós nos tornamos escravos das expectativas alheias quando não estabelecemos limites. Depois disso, mergulhei em 'Mulheres que Correm com os Lobos', da Clarissa Pinkola Estés, e aquilo foi um choque. A autora usa contos folclóricos para mostrar como a autonegação destrói nossa essência. A história da mulher-esqueleto, por exemplo, me fez chorar no metrô! Livros assim não dão fórmulas prontas, mas acendem uma chama de reconhecimento interno que torna o 'não' uma consequência natural, não um obstáculo.
Outro que marcou foi 'As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera', do Haemin Sunim. Tem um capítulo chamado 'Você não precisa ser perfeito para ser amado' que eu recortei e colei na minha geladeira. Parece bobo, mas ver aquilo todo dia me lembrou que minha valia não depende de quantas demandas eu consigo cumprir. A jornada é lenta, mas esses livros são como amigos sábios que te puxam pelo braço quando você está prestes a dizer 'sim' só por medo de desapontar.
4 Respostas2026-01-28 10:04:21
Lembro de uma cena em 'The Queen’s Gambit' onde Beth Harmon, mesmo pressionada, diz 'não' ao convite para um torneio porque sabia que não estava pronta. Aquilo me marcou—ela não justificou excessivamente, só afirmou seu limite com clareza. A série toda é um estudo sobre como ela aprende a negociar espaços (até no xadrez!) e dizer 'não' quando algo não serve.
Outro exemplo é 'Parasita', quando a família Kim, aos poucos, desafia a hierarquia imposta. A cena da festa de aniversário é brutal: o pai, finalmente, diz 'não' à opressão de forma violenta, mas antes disso, o filho mais velho já havia praticado um 'não' mais sutil ao recusar ser tratado como inferior. São camadas diferentes de assertividade, mas ambas poderosas.