4 Respostas2026-01-28 11:38:45
Lembro de uma época em que dizia 'sim' para tudo, mesmo quando estava exausta. Achava que ser prestativa era virtude, mas acabava sobrecarregada e ressentida. A virada veio quando li 'The Life-Changing Magic of Not Giving a Fck' e entendi que limites são saudáveis. Comecei pequeno: recusando convites sem explicações longas, só um 'vou passar hoje, obrigada!'.
Depois, pratiquei com colegas de trabalho, sugerindo alternativas ('Não posso assumir esse projeto, mas o João tem expertise nisso'). O alívio foi imediato! Psicólogos reforçam que dizer 'não' protege nossa energia e autoestima. Hoje, encaro como um ato de autocuidado – e surpreendentemente, as pessoas respeitam mais meus 'sim' quando eles são raros e genuínos.
4 Respostas2026-01-28 18:40:56
Aprendi que dizer não é um ato de autocuidado, não egoísmo. No começo, me sentia culpada por recusar pedidos de amigos ou familiares, como se estivesse decepcionando todo mundo. Mas depois de ler 'Boundaries' e refletir sobre minhas relações, percebi que limites saudáveis são essenciais. Uma técnica que me ajudou foi praticar frases como 'Adoraria ajudar, mas agora não consigo' ou 'Vamos encontrar outra solução'. Com o tempo, a culpa diminuiu, e os laços ficaram mais honestos.
Outro aspecto é entender que o outro pode ficar chocado inicialmente, especialmente se você sempre disse sim antes. Mas relações que dependem da sua ausência de limites não são sustentáveis. Uma amiga me disse uma vez: 'Quando você diz não para os outros, está dizendo sim para si mesma'. Isso virou meu mantra nos dias mais difíceis.
4 Respostas2026-01-28 19:26:09
Lidar com limites no trabalho é como segurar um balão cheio demais – se você não soltar um pouco o ar, ele explode. Uma frase que me salvou várias vezes foi 'Adoraria ajudar, mas meu atual comprometimento com outras tarefas não me permite dedicar a atenção que esse projeto merece.'
Isso mostra que você valoriza a qualidade do trabalho, não só a quantidade. Outro dia, usei 'Vou precisar revisar minha agenda antes de confirmar' quando me pediram algo em cima da hora. Não é um não direto, mas dá espaço para negociar prazos realistas. A chave é manter o tom colaborativo, mesmo quando recusando.
4 Respostas2026-01-28 18:06:40
Lembro que durante uma fase difícil da minha vida, peguei 'O Poder do Agora' do Eckhart Tolle emprestado de um amigo. Não era exatamente sobre dizer não, mas me fez perceber como minha autoestima estava ligada à necessidade de agradar os outros. A parte mais reveladora foi quando ele fala sobre identidade – como nós nos tornamos escravos das expectativas alheias quando não estabelecemos limites. Depois disso, mergulhei em 'Mulheres que Correm com os Lobos', da Clarissa Pinkola Estés, e aquilo foi um choque. A autora usa contos folclóricos para mostrar como a autonegação destrói nossa essência. A história da mulher-esqueleto, por exemplo, me fez chorar no metrô! Livros assim não dão fórmulas prontas, mas acendem uma chama de reconhecimento interno que torna o 'não' uma consequência natural, não um obstáculo.
Outro que marcou foi 'As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera', do Haemin Sunim. Tem um capítulo chamado 'Você não precisa ser perfeito para ser amado' que eu recortei e colei na minha geladeira. Parece bobo, mas ver aquilo todo dia me lembrou que minha valia não depende de quantas demandas eu consigo cumprir. A jornada é lenta, mas esses livros são como amigos sábios que te puxam pelo braço quando você está prestes a dizer 'sim' só por medo de desapontar.
4 Respostas2026-01-28 10:04:21
Lembro de uma cena em 'The Queen’s Gambit' onde Beth Harmon, mesmo pressionada, diz 'não' ao convite para um torneio porque sabia que não estava pronta. Aquilo me marcou—ela não justificou excessivamente, só afirmou seu limite com clareza. A série toda é um estudo sobre como ela aprende a negociar espaços (até no xadrez!) e dizer 'não' quando algo não serve.
Outro exemplo é 'Parasita', quando a família Kim, aos poucos, desafia a hierarquia imposta. A cena da festa de aniversário é brutal: o pai, finalmente, diz 'não' à opressão de forma violenta, mas antes disso, o filho mais velho já havia praticado um 'não' mais sutil ao recusar ser tratado como inferior. São camadas diferentes de assertividade, mas ambas poderosas.