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Negando a Culpa do Meu Filho

Negando a Culpa do Meu Filho

By:  PeachyCompleted
Language: Portuguese
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Fui a exatamente uma só festa no meu novo bairro de gente rica. Depois disso, minha vizinha Brenda me processou. No tribunal, ela segurava a filha, Tiffany, toda machucada e coberta de hematomas. Acusou meu filho de estupro. No meio da audiência, Tiffany puxou a gola da blusa para baixo. Marcas vermelhas circundavam seu pescoço. — Ele tentou arrancar minha calça — disse soluçando — tentou se forçar em mim. Eu lutei. Então ele me bateu. Ele destruiu meu rosto! Do lado de fora do tribunal, manifestantes seguravam cartazes chamando meu filho de lixo, um riquinho mimado. Na internet, uma montagem minha viralizou. A legenda dizia: A mãe irresponsável tem que morrer junto com o filho. As ações da minha empresa despencaram. Mas eu apenas fiquei sentada ali. Com o rosto petrificado. Pedi que meu filho, Cooper, fosse trazido. As portas do tribunal se abriram. Cooper entrou.Todos ficaram paralisados.

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Chapter 1

Capítulo 1

Minha nova vizinha me processou. No tribunal, ela soluçava enquanto acusava meu filho de estuprar a filha dela.

— Seu filho é um monstro! — Brenda gritou para o meu rosto impassível.

— Ele acabou de se mudar e agrediu minha filha Tiffany! Ele a estuprou!

— Sra. Mitchell. — o advogado de Tiffany, Gavin, me lançou um olhar fulminante. — Vamos ser claros. Na noite de quinze de julho, seu filho agrediu brutalmente minha cliente ou não?

Eu estava sentada à mesa da defesa. A acusação absurda pairava no ar. Não disse nada. Do lado de fora, manifestantes entoavam cânticos.

— Justiça para Tiffany. — Flashes de câmeras pulsavam pelas janelas como relâmpagos.

— Não. — Disse eu, com a voz fria.

Gavin se virou para o júri. Seu rosto era uma máscara de agonia.

— Senhoras e senhores, ela se recusa a assumir qualquer responsabilidade pela violenta fúria do filho.

Olhei para a plateia. Meus novos vizinhos cochichavam. Os olhos deles transbordavam desprezo. Srta. Patterson balançava a cabeça. Os Johnsons viraram o rosto completamente. Na semana passada, essas pessoas estavam todas sorridentes no churrasco do bairro. Mal podiam esperar para dar as boas-vindas a uma “tech mogul” na rua. Quando souberam que eu tinha um filho — campeão de fisiculturismo, ainda por cima — quase tropeçaram uns nos outros.

— Ele deve ser um jovem tão exemplar! — Diziam em tom meloso. — Você é tão sortuda!

Agora, olhavam para mim como se eu fosse lixo.

A hipocrisia era espessa o bastante para sufocar.

A lembrança daquela tarde me atingiu. Uma semana atrás.

Brenda estava na minha varanda.

— Harper! Você precisa sair aqui e resolver isso!

Ela segurava Tiffany nos braços. A garota estava coberta de hematomas, parecendo ter acabado de sair do pronto-socorro.

— O seu filho fisiculturista fez isso! — A voz de Brenda poderia estilhaçar vidro. O grito dela quebrou um raro momento de paz. Eu tinha acabado de fechar um grande negócio.

— Meu filho nunca saiu de casa.

— Não se faça de idiota comigo!

Tiffany levantou a cabeça com dificuldade, lágrimas nos olhos.

— Ontem à noite… no quintal… Cooper… ele… ele foi aterrorizante.

— O que exatamente aconteceu?

— Ele me jogou no chão e começou a rasgar minhas roupas… tentando abaixar minha calça… tentando se forçar em mim — Tiffany gaguejou, o corpo inteiro tremendo.

— Eu lutei o máximo que pude, então ele começou a me bater. No rosto, no corpo…

Brenda interrompeu:

— Cinco milhões. Resolva isso em particular. Ou vamos ao tribunal e mostrar ao mundo inteiro que tipo de monstro você criou.

Eu observei o teatrinho delas. Não senti nada.

— Eu me recuso.

— O quê?

Brenda claramente não esperava isso.

— Eu disse que me recuso. Se você quer dinheiro, nos vemos no tribunal.

Fechei a porta na cara delas. Pensando agora, eu sabia que tinha feito a escolha certa.

— Meritíssimo. — Disse Gavin, abrindo uma pasta — Gostaria de apresentar ao tribunal fotos dos ferimentos da senhorita Tiffany.

Uma imagem de Tiffany apareceu na tela grande. Ela usava um colar cervical. O braço direito estava engessado. Havia escoriações evidentes no rosto.

O júri arfou.

— O que esses ferimentos nos dizem? — Gavin apontou para a tela. — Eles nos dizem o quão aterrorizante era a força do agressor, o quão brutais foram seus métodos.

Ele exibiu outra foto. Estava borrada, tirada no escuro com um celular. Na imagem, um homem de costas parecia se lançar sobre uma mulher caída no chão.

— Isso foi registrado por um vizinho que ouviu os gritos. Está borrado, mas podemos ver claramente uma agressão em andamento.

Murmúrios indignados tomaram conta da plateia.

— Isso é doentio…

— Riquinhos são todos iguais…

— Que tipo de educação ele teve…

Meu telefone vibrou sobre a mesa. Um alerta de ações.

A empresa tinha caído mais três por cento. Dei uma olhada e virei o aparelho com a tela para baixo. O gesto não passou despercebido. Soou frio. Arrogante.

Um homem na plateia sibilou:

— Olha pra ela. A garota está meio morta, e ela checando as ações!

— Que tipo de mãe cria um filho assim?

— Ela acha que dinheiro faz dela melhor do que a gente?

Gavin lançou um sorriso presunçoso para mim. E então voltou-se para o júri.

— A atitude dela diz tudo. Ela acha que o dinheiro pode lavar os pecados do filho.

O juiz bateu o martelo.

— Ordem.

Mas isso não fez nada para conter a tempestade nas redes sociais. Alguém no tribunal estava transmitindo ao vivo, e os comentários voavam.

— "Essa mulher é fria demais."

— "Não vou esquecer esse nome. Cooper."

— "Esses riquinhos são uns lixos."

— "Harper Mitchell, saia da nossa cidade."

Mantive a postura. Coluna ereta. Como se estivesse numa sala de conselho, não num tribunal.

Os números eram claros. A indignação pública crescia exponencialmente.

A hashtag #JustiçaPelaTiffany teve cinquenta mil retweets em apenas três horas.

Tudo estava seguindo exatamente o roteiro deles.

— Agora, — disse Gavin, caminhando em direção ao banco do júri — gostaria de pedir que a senhorita Tiffany descrevesse, com suas próprias palavras, aquela noite horrível.

Tiffany se levantou lentamente, caminhando até o banco das testemunhas com um tremor nos passos.

Cada movimento parecia doloroso, difícil, como se o menor gesto pudesse rasgar seus ferimentos.

Ótima atuação.

Ela se sentou, respirou fundo, e seus olhos se encheram de lágrimas novamente.

— Eu nunca vou esquecer aqueles olhos — disse ela, engasgando — eles estavam cheios de… de uma fúria bestial. Cooper olhou para mim como…

Ela fez uma pausa, como se procurasse as palavras certas.

— Como… como um animal encarando sua presa.

O júri arfou. Um homem de meia-idade na plateia não aguentou mais. Levantou-se em um salto, apontando para mim.

— Uma escória como essa deveria estar atrás das grades!
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