O caminho até o Oscar é uma jornada complexa e fascinante, cheia de estratégias, campanhas e muita arte. Tudo começa com a elegibilidade: o filme precisa ter sido lançado nos cinemas de Los Angeles no ano anterior, com pelo menos uma semana em cartaz. Depois, entra a fase de campanha, onde estúdios investem pesado em eventos, screenings exclusivos e materiais promocionais para chamar a atenção dos votantes da Academia. Esses votantes, que são profissionais da indústria, recebem cédulas e assistem aos
filmes indicados antes de votar. A votação acontece em duas etapas: primeiro, os membros de cada categoria (como atores, diretores, roteiristas) escolhem os indicados da sua área. Depois, todos os membros votam para decidir os vencedores em todas as categorias. O segredo? Além da qualidade, um filme precisa de um bom 'narrative' — uma história por trás da produção que emocione ou impressione, como orçamentos curtos, superação de desafios ou relevância social. No final, é uma mistura de mérito artístico e marketing bem feito.
Lembro de acompanhar a campanha de 'Parasita' em 2020 e como o filme quebrou barreiras, conquistando não só o Oscar de Melhor Filme Internacional, mas também o de Melhor Filme. A estratégia da Neon foi brilhante, focando na universalidade da mensagem e na maestria técnica do Bong Joon-ho. Outro exemplo é 'Everything Everywhere All at Once', que venceu em 2023 com uma campanha que destacou sua originalidade e representatividade. Esses casos mostram como, além de ser excepcional, um filme precisa ressoar com o momento cultural e emocional da indústria. No Oscar, timing e contexto são tão cruciais quanto a obra em si.