
Você Escolheu Outra. Eu Escolhi o Topo.Durante seis anos, Luana Garcia acreditou que seu marido, Gustavo Andrade, simplesmente era incapaz de suportar intimidade. Até o dia em que viu com os próprios olhos ele tendo um caso com outra mulher.
Ele ignorou completamente o fato de ela ter acabado de escapar da morte e dedicou toda a sua atenção ao aniversário da filha do seu primeiro amor. Os três juntos pareciam uma verdadeira família, íntimos, harmoniosos, inseparáveis.
Foi então que Luana descobriu que a mulher que ocupava o coração dele há tantos anos era, na verdade, a viúva do seu melhor amigo.
Ele nunca a tocava porque, no fundo, sempre esteve se guardando para o seu primeiro amor.
Naquele instante, Luana ficou arrasada e, sem hesitar, ela pediu o divórcio.
Gustavo apenas soltou uma risada fria antes de retrucar com arrogância:
— Nem a família Xavier, que a criou por tantos anos, a quis de verdade. Como ela poderia sobreviver sem mim?
Aos olhos de Gustavo, Luana não passava de uma patricinha criada pela família Xavier. Além de obediente e bonita, não tinha utilidade alguma. Para ele, aquele pedido de divórcio não passava de uma birra.
No entanto, Luana, silenciosamente, foi sozinha buscar a certidão de divórcio e deixou a casa onde viviam juntos sem fazer alarde.
Mais tarde, ela alcançou a fama graças a um único desenho. Tornou-se uma estilista revelação, referência da nova estética, conquistando admiração e atenção por todos os lados.
Só então Gustavo percebeu o tamanho do erro que havia cometido.
Tomado pelo arrependimento, ajoelhou-se diante dela, com os olhos avermelhados, enquanto implorava:
— Lulu, eu já cortei relações com a Camila. Depois de todos esses anos juntos, você pode me dar mais uma chance?
O homem que sempre esteve no topo finalmente abaixava a cabeça em sinal de amor.
Mas Luana apenas ergueu levemente a barra do vestido e, sem sequer olhar para trás, virou-se para os braços do poderoso chefe da família Xavier.
— Desculpe, mas antes mesmo de você conhecê-la, eu já a protegia desde que ela era criança. — O homem envolveu a cintura dela com calma e falou devagar.