
Contrato de Sangue: A Esposa Comprada do DonNo dia em que a glória da minha família virou ruína, fui eu quem arrancou meu pai da beira do prédio, antes que ele escolhesse a morte para fugir da própria culpa.
À porta, os credores já esperavam. E minha mãe, consumida por um câncer de pulmão em estágio terminal, havia se tornado moeda de ameaça. Eu tinha apenas três dias para pagar os cinco milhões que meu pai perdera no jogo.
Foi então que aceitei me casar com Don Lorenzo Vittorio.
Mas impus uma condição: eu queria cinco milhões de dólares.
Do outro lado da linha, Lorenzo permaneceu em silêncio por três segundos. Depois, soltou uma risada baixa.
— Fechado.
Lorenzo Vittorio, herdeiro da família Vittorio, já havia sido aliado do meu pai. Também foi o homem que eu amei por três anos. E eu, ingênua o bastante, acreditei que ele compreenderia o peso do meu sacrifício.
Acreditei errado.
Menos de seis meses depois do casamento, ele levou uma mulher chamada Ana para dentro da nossa casa. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, um acordo pré-nupcial foi atirado na minha cara.
— Não se esqueça do seu lugar. Você não vendeu a própria vida por cinco milhões?
— Esse valor já basta para comprar a sua obediência pelo resto da vida.
Fechei os punhos até sentir as unhas rasgando a própria pele, sem forças para responder.
Até o dia em que minha mãe teve uma crise, e ainda faltavam quinhentos dólares para pagar os remédios no hospital.
Quando liguei para Lorenzo, a voz dele veio fria, cruel:
— Virou vício bancar a interesseira?
Naquele mesmo instante, ele gastou cinquenta milhões de dólares em um colar para Ana, comemorando o fato de ela ter se entregado a ele.
Quando a enfermeira abriu a porta pela terceira vez para cobrar o pagamento, eu apenas curvei os lábios num sorriso vazio... e aceitei a proposta de Ana.
Entrei ao vivo.
E, diante de todos, declarei que nunca amei Lorenzo Vittorio.
Um casamento comprado por cinco milhões também merece um fim. Nossa dívida está paga. E o nosso fim finalmente havia chegado.