Marina Colasanti é uma figura fascinante no mundo das letras, com uma trajetória que mistura artes visuais, literatura e jornalismo. Nascida na Eritreia em 1937, ela cresceu entre a Itália e o Brasil, onde se radicou definitivamente. Sua formação inicial foi em Belas Artes, o que explica a sensibilidade plástica presente em seus textos. Começou a publicar nos anos 1970, destacando-se pela linguagem poética e temas como feminismo e mitologia.
Além de contos e poemas, escreveu crônicas que viraram referência, como as coletâneas 'Eu Sozinha' e 'Fazendo Eurídice'. Uma curiosidade pouco conhecida é seu trabalho como tradutora de autores italianos. Seus livros infantojuvenis, como 'Uma Ideia Toda Azul', conquistaram prêmios importantes, mostrando como ela dialoga com leitores de todas as idades sem perder profundidade.
Marina Colasanti tem uma obra vasta, mas 'Uma Ideia Toda Azul' é uma das histórias mais icônicas dela. A narrativa mistura realismo e fantasia de um jeito que só ela consegue, trazendo uma reflexão profunda sobre criatividade e liberdade.
Lembro que quando li pela primeira vez, fiquei impressionado com a forma como ela constrói imagens tão vívidas com palavras tão simples. A história fala de uma menina que tem uma ideia 'toda azul', e como essa ideia vai tomando conta do mundo ao redor dela. É daquelas leituras que ficam na cabeça por dias, fazendo a gente pensar nas próprias 'ideias azuis' que temos guardadas.