LOGINJá se somavam cinco anos de casamento com Dante Moretti, o Don da máfia de Chicago. O submundo inteiro sabia que ele me amava mais do que a própria vida. Ele tinha tatuado um violino em minha homenagem bem ao lado do brasão de sua família, um símbolo de lealdade que jamais poderia ser apagado. Até eu receber a foto de sua amante. Uma garçonete de bar, estirada nua em seus braços, a pele marcada por hematomas escuros que eram resultado de uma noite de sexo bruto. Ela havia rabiscado o próprio nome bem ao lado do violino que ele fizera para mim. E meu marido havia permitido. [Dante diz que só estando dentro de mim ele se sente homem de verdade. Você nem consegue mais deixá-lo duro, não é mesmo, querida Alessia? Talvez seja hora de sair de cena.] Eu não respondi. Apenas fiz um único telefonema. — Preciso de uma nova identidade. E de uma passagem de avião para fora daqui.
View MoreDepois de deixar a pousada, mudei-me para uma cidade remota à beira de um fiorde, no oeste da Islândia, um lugar onde era possível ver a aurora boreal.Meu locador era um velho gentil chamado Gunnar. Ele não falava muito inglês, e nós nos comunicávamos principalmente por gestos e palavras simples, mas aquele silêncio era exatamente o que eu precisava.Todas as noites, eu tocava meu violino perto da lareira. As melodias familiares ecoavam pela pequena cabana, acompanhadas pelo som da brisa do mar e das montanhas distantes. Eu pintava, lia, bebia café e observava a aurora dançar pelo céu.Eu sentia uma paz verdadeira.Numa tarde, Gunnar bateu à minha porta. Ele parecia hesitante, segurando um celular antigo nas mãos.— Ava. — Disse ele, chamando pelo meu novo nome. — Eu não sei se devo te mostrar isso… mas esses vídeos estão circulando na internet… sobre um gângster americano. Estão dizendo… estão dizendo que o homem está morrendo.Coloquei o pincel sobre a mesa e encarei seu rost
Quando o telefone tocou, eu estava preparando uma xícara de café, a colher de prata tilintando suavemente contra a cerâmica enquanto eu mexia o leite quente.O telefone naquela pousada remota quase nunca tocava, ainda mais no meu quarto.— Alô?Uma voz familiar respondeu, uma que um dia me trouxe alegria, depois nojo, e agora, apenas uma calma silenciosa.— Alessia… é você?Fiquei em silêncio por um momento antes de responder.— O que você quer?— Oh, Deus, Alessia, é você… é mesmo você… — A voz de Dante tremia, à beira do choro. — Eu pensei… pensei que nunca mais ouviria sua voz…Caminhei até a janela e observei a paisagem de Reykjavik. As montanhas ao longe estavam cobertas de neve, reluzindo sob o sol poente.— O que você quer?— Amor, eu… eu sinto muito. — Ele começou a soluçar, o homem que um dia governou Chicago agora chorando como uma criança. — Eu sei que o que fiz foi errado. Eu te traí, te machuquei… mas, por favor, me perdoa. Por favor…Fechei os olhos.Três mes
(Ponto de vista de Dante)Vincenzo soltou um suspiro pesado.Havia mais de um mês que Dante mal comia uma refeição decente ou dormia uma noite inteira.Todo o negócio da família Moretti estava sendo afetado.— Pai… — Dante ergueu o olhar, os olhos brilhando de desespero. — Eu procurei em toda a América do Norte, em toda a Europa. Enviei todos os meus homens… por que não consigo encontrá-la? POR QUÊ?!Vincenzo se ajoelhou e pousou as mãos nos ombros do filho.— Dante, me escute. Se os métodos convencionais não funcionam, então usamos os não convencionais.— O que o senhor quer dizer?Os olhos do velho Don cintilaram com determinação.— A família Moretti opera no submundo global há décadas. Está na hora de cobrar esses favores.A cabeça de Dante se ergueu de imediato.— O senhor quer dizer…— Vamos espalhar o alerta, mundialmente. Através da nossa rede de contatos em todos os continentes, a Camorra, a Yakuza, as Tríades, a Bratva… Deixaremos claro a todas as organizações que
(Ponto de vista de Dante)Depois de lidar com Jenna, Dante se deitou no lado da cama onde Alessia costumava dormir, sentindo apenas um vazio vasto e oco.Jenna estava certa, livrar-se dela não faria Alessia perdoá-lo.O zumbido do telefone foi estridente no quarto silencioso.— Chefe. — Era Marco, a voz tensa e animada. — Temos uma novidade.O coração de Dante deu um baque forte. Ele apertou o telefone.— Me conte.— Alguém no aeroporto viu uma mulher muito parecida com a senhora embarcando em um voo para Reykjavik, na Islândia. Mas não consegui encontrar o nome dela em nenhuma lista de passageiros.Dante se levantou de um salto. Por algum motivo, uma sensação poderosa tomou seu peito. Era ela.— Prepare o jato. — A voz de Dante saiu trêmula. — Partimos esta noite.O vento de inverno em Reykjavik, na Islândia, era feroz, mas Dante não sentia frio.Pela primeira vez em um mês, ele sentia que estava perto de Alessia.Um comboio preto avançou pelas ruas, parando finalmente d






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