O Dom Me Implorou por uma Segunda Chance
— Me ajude a simular minha morte e a criar uma identidade completamente nova.
— Donna — o homem ficou visivelmente chocado. — Por quê? O Dom te adora. A Sicília inteira sabe disso.
— Isso não é da sua conta — interrompi. — Vou embora em cinco dias.
Ao sair do mercado negro, o telão da praça ainda exibia imagens do meu suntuoso casamento com o Dom Alexander, três anos atrás — uma cerimônia que custou mais de quinhentos milhões de dólares.
Todo mundo achava que o Dom Alexander me amava profundamente. Eu também achava isso.
Até aquela tarde, no nosso terceiro aniversário de casamento, quando voltei à Sicília mais cedo do que o previsto e me escondi na sala de estar do escritório do meu marido — o Dom Alexander —, querendo surpreendê-lo.
O que encontrei foi sua secretária escondida embaixo da mesa dele.
Enquanto o subchefe Marco relatava os prejuízos da operação de contrabando no porto, Isabella estava ajoelhada entre as pernas de Alexander, desabotoando a calça dele com destreza. Sua cabeça subia e descia.
Depois que Marco saiu, Isabella sorriu de forma sedutora.
— A sua Donna seria capaz de te servir assim durante uma reunião?
A voz de Alexander estava carregada de desejo. Suas mãos amassavam os seios dela.
— Sophia é convencional demais, chata demais. Você é muito mais excitante na cama, sua safadinha.
Tapei a boca, completamente destruída.
Mas quando fui embora de verdade, o Dom que havia me achado tão entediante foi o que completamente desmoronou.