PERVERSO, Sr. Bragança
— Provoco, curioso até onde a bebida foi em seu organismo e o quanto vou descobrir sobre ela.
— Bondade é o lance de amarrar o outro com cordas? — Indaga, fazendo das mãos uma espécie de abanador para espantar o calor inexistente, ou talvez seja o mesmo tipo de calor que o meu.
— Não necessariamente. — Falo, olhando para o ponto onde sei que encontrarei Saulo. — Veja, aquele homem é um praticamente de Bondade, mas ele não está utilizando cordas, isto acontece porque a ideia é a imobilização do parceiro ou a retirada de um dos sentidos dele. Por exemplo, se eu amarrar seus pulsos na cabeceira daquela cama e te vendar, nós estaremos praticando bondade.