A Castidade Que Me Prendeu, a Traição Que Me Libertou
— Afirmei, dando uns tapinhas leves nas costas dela para confortá-la e indicando com a cabeça que ela deveria voltar para a mesa.
Eu não fazia ideia, mas aquelas poucas palavras jogadas ao vento fizeram os olhos de todos no camarote brilharem de orgulho. Ficou claro para eles que a lealdade à nova gestão valeria a pena. O problema, porém, ainda estava longe de terminar. Assim que se recuperou do choque inicial, o playboy do nariz sangrando fixou em mim um olhar carregado de ódio puro.
— Seu filho da puta, você tem noção de que acabou de me bater? — Rosnou ele, com a voz abafada pelo sangue. — Eu sou Severino Valente, o herdeiro da família Valente, aqui de Oeiras!