Eu sempre achei fascinante como esses clichês de romances modernos funcionam. A premissa do marido falido que na verdade é bilionário parece absurda, mas é incrivelmente cativante quando bem executada. A história geralmente começa com a protagonista sofrendo, achando que está com um perdedor, até que a revelação muda tudo. O final feliz, nesses casos, não é só sobre o dinheiro, mas sobre a redenção do personagem e o amor que supera as aparências.
O que me pega é a dualidade disso: por um lado, é uma fantasia escapista, onde a pobreza vira riqueza num piscar de olhos. Por outro, tem uma mensagem sobre julgar os outros superficialmente. Claro que algumas histórias exageram, mas quando o desenvolvimento do casal é bem feito, aquele momento de revelação fica marcante. Ainda prefiro quando o 'bilionário' tem que provar seu valor além do dinheiro, tipo em 'O Amor Não Tira Férias' (não é exatamente a mesma coisa, mas tem a vibe).