Lembro de uma vez mergulhando no universo do cinema nacional e me deparando com histórias que beiram o folclore urbano. O filme 'Encarnação do Demônio', dirigido por José Mojica Marins, o Zé do Caixão, é um prato cheio quando o assunto é maldição. Rolam boatos de que atores e membros da equipe teriam enfrentado acontecimentos inexplicáveis durante as gravações, desde acidentes bizarros até sensações de perseguição espiritual. Mojica Marins, aliás, virou uma lenda viva por incorporar um personagem tão sinistro que muita gente acreditava que ele realmente pactuou com forças obscuras.
Outro caso que me arrepia é o de 'À Meia-Noite Levarei Sua Alma', também do Zé do Caixão. Dizem que o filme foi amaldiçoado porque Mojica desafiou tabus sociais e religiosos na trama, como cenas dentro de cemitérios e profanações. Teve gente que jurou de pés juntos que assistir à obra trouxe azar, sonhos perturbadores ou até mesmo encontros com entidades. Claro, muita coisa pode ser atribuída à psicologia do medo ou ao poder sugestivo do cinema, mas não dá para negar que essas narrativas ganharam vida própria e se misturaram à cultura do terror brasileiro. Até hoje, fãs do gênero debatem se é lenda ou se há um fundo de verdade por trás dessas histórias.