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Maya B. Voss
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Romances de Maya B. Voss

A Presa Favorita do Alfa

A Presa Favorita do Alfa

Ela acreditou que seu filho morreu. Ele nunca soube que tinha um filho. Agora, o destino colocou os três na mesma casa. Anos atrás, **Alice** viveu o pior momento de sua vida. Depois de um parto traumático, ela recebeu a notícia de que seu bebê não havia sobrevivido. Destruída, Alice foi embora acreditando que havia perdido o único pedaço de si que jamais poderia substituir. Seu bebê estava vivo. E foi a própria mãe do pai da criança quem o tirou de seus braços e fez Alice acreditar que ele havia morrido. Anos depois, Alice recebe uma oportunidade que parece boa demais para recusar: trabalhar como babá do filho de **Lucas**, um dos CEOs mais poderosos do país. Lucas é rico, reservado, controlador e acostumado a comandar tudo ao seu redor. Com uma empresa gigantesca para administrar e uma rotina que não permite espaço para imprevistos, ele precisa desesperadamente de alguém para cuidar de seu filho. Alice parece ser a escolha perfeita. Até conhecer o menino. Desde o primeiro instante, uma conexão inexplicável nasce entre os dois. Há algo naquele garoto que mexe com Alice de uma maneira que ela não consegue entender. O olhar, os gestos, pequenos detalhes que despertam uma sensação familiar demais para ser ignorada. Enquanto se aproxima da criança, Alice também começa a se envolver com Lucas. Ele deveria ser apenas seu chefe. Mas Lucas é intenso, possessivo e perigosamente atraente. E quanto mais Alice tenta manter distância, mais ele parece determinado a ultrapassar todos os limites. Só que existe um segredo naquela família. Um segredo capaz de destruir tudo. Porque o filho de Lucas nasceu na mesma época em que Alice perdeu seu bebê. E quando as peças finalmente começarem a se encaixar, Alice descobrirá que passou anos chorando por uma criança que nunca morreu.
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Chapter: Capítulo 10 - Lucas
Remarquei a reunião do conselho três vezes para estar naquela escola na sexta-feira.Minha assistente me olhou como se eu tivesse pedido para cancelar o Natal.— O senhor nunca remarcou nada por causa do Theo.— Então está na hora.Não expliquei mais.A escola ficava num bairro arborizado, com um pátio cheio de bandeirinhas coloridas e mesas dobráveis. Pais de terno, mães de salto, babás de uniforme, avós de bolsa grande. Theo nos esperava na entrada, com uma camiseta de dinossauro por cima do uniforme, segurando um cartaz com a palavra FAMÍLIA escrita em letras tortas.— Vocês demoraram!— Cheguei na hora — falei.— Dois minutos atrasado — Alice disse ao meu lado, e sorriu.
Última atualização: 2026-10-11
Chapter: Capítulo 9 - Alice
Não dormi.Fiquei deitada de olhos abertos até o teto ficar cinza, repassando os mesmos dez segundos. As mãos dele no meu cabelo. O balcão frio nas costas. A voz baixa pedindo que eu mandasse parar.Eu mandei.E ele parou.Era isso que me assustava. Não o que eu tinha sentido, mas a facilidade com que ele obedeceu. Eu passei quatro anos aprendendo a desconfiar de quem toma o que quer. Não sabia o que fazer com um homem que se afasta ao primeiro sinal.Levantei às seis. Tomei banho, prendi o cabelo, vesti a roupa mais sem graça que tinha na bolsa. Uma armadura de algodão cinza.Desci repetindo a mesma frase: você é a babá, você é a babá, você é a babá.Lucas já estava na cozinha.Camisa branca abotoada até o colarinho, paletó, gravata no lugar. O rosto, uma máscara de negócios. Do homem que me beijou contra um balcão restava apenas o perfume.— Bom dia, Alice.— Bom dia.— Há café.— Obrigada.Ele voltou ao tablet. Nem um olhar além do necessário.Era exatamente o que eu tinha pedido.
Última atualização: 2026-10-11
Chapter: Capítulo 8 - Lucas
O jantar com os investidores durou três horas a mais do que deveria.Sorri nos momentos certos. Apertei mãos. Assinei um memorando que não li até o fim, algo que eu nunca fazia. Quando o último deles me agradeceu pela “visão”, eu já tinha olhado o relógio pela quarta vez.Eu não estava pensando em fusões.Pensava numa melodia sem letra. Numa mulher encostada na cabeceira de uma cama, embalando meu filho. Numa manhã em que fiquei parado na porta da cozinha só para vê-la rir de uma panqueca queimada.— Tudo bem, Voss? — um deles perguntou.— Tudo.Mentira.Eu estava perdendo o controle da única coisa que sempre soube administrar: eu mesmo.Cheguei em casa à meia-noite e quarenta. O motorista abriu a porta do carro e eu entrei no hall sem acender a luz.Subi primeiro até o quarto de Theo. Ele dormia atravessado na cama, com o dinossauro de pelúcia debaixo do queixo. No criado-mudo havia um bilhete em letra de criança, corrigido por uma letra adulta: Papai, a Alice deu boa noite por você.
Última atualização: 2026-10-11
Chapter: Capítulo 8 - Alice
Acordei com um cobertor que eu não tinha puxado.Foi a primeira coisa que percebi, antes mesmo de abrir os olhos: o peso macio sobre os ombros, a lã contra o queixo. Demorei alguns segundos para lembrar onde estava. O quarto de hóspedes. A chuva, reduzida a um chuvisco preguiçoso na janela. O lado da cama onde Theo tinha dormido, vazio.Eu não me lembrava de ter dormido.Sentei devagar e olhei para o cobertor. Era escuro, de tecido caro, com cheiro de cedro e de uma colônia que eu reconheceria em qualquer lugar.Não precisei de muito para entender quem o tinha trazido.Desci a escada descalça, com o cabelo preso de qualquer jeito. Do hall já dava para ouvir: risadas de criança, o chiado de uma frigideira e a voz de Lucas, baixa e tensa.— Não é para virar ainda.— Mas está grudando!— É assim mesmo.— Papai, está queimando.Parei na porta da cozinha.Lucas Voss, CEO de uma das maiores empresas do país, estava de camisa social amarrotada, mangas dobradas até os cotovelos, brigando com
Última atualização: 2026-10-11
Chapter: Capítulo 6 - Lucas
Rafael chegou ao meu escritório na terça-feira com uma pasta fina e a expressão de quem prefere trazer más notícias em silêncio.— Você pediu discrição — disse, fechando a porta. — Então vou ser discreto até o fim.— Fala.Ele se sentou diante da mesa.— Cabelo grisalho, aliança larga, tosse seca. Só com isso, a lista de obstetras que trabalharam naquele hospital há quatro anos tem onze nomes.— Onze.— Três se aposentaram, dois mudaram de estado e um morreu. — Ele abriu a pasta. — Restam cinco que eu ainda não consegui localizar.— E os arquivos?— Continuam “em transferência”. — Rafael fez aspas com os dedos. — Há quatro anos, Lucas. Nenhum hospital leva quatro anos para transferir prontuários.Recostei na cadeira.— Alguém está segurando.— Ou alguém pediu para segurar.Silêncio.Rafael me conhecia havia mais de dez anos. Sabia quando eu estava perto de uma coisa que não queria dizer.— Quer que eu comece pela sua mãe?— Não.— Seria mais rápido.— Eu sei.— Então por quê?Porque m
Última atualização: 2026-10-11
Chapter: Capítulo 5 - Alice
Na segunda-feira, cheguei à casa de Lucas às oito em ponto e quase desejei que o relógio estivesse errado.Tinha passado a noite repassando o almoço. A voz da mãe dele. O jeito como ela disse “as crianças ficam”, sem alterar o tom, como quem comenta o clima. Eu conhecia aquela técnica. Ela não ameaçava. Plantava uma frase e deixava o tempo fazer o resto.Theo me esperava na escada, de pijama, com o desenho do dinossauro na mão.— Eu pendurei na geladeira — ele avisou. — Com o ímã de pizza.— Obrigada.— A vovó disse que lá na casa dela não pode.— Por quê?— Porque na casa dela as coisas ficam no lugar. — Ele deu de ombros. — Mas eu disse que na minha casa pode.Sorri.Era fácil sorrir para ele.Descemos juntos para o café. Theo subiu na cadeira, pegou uma torrada e falou de boca cheia, como fazia quando queria parecer despreocupado e não conseguia.— A vovó falou uma coisa.— O quê?— Que as babás vão embora quando cansam.A xícara que eu segurava ficou parada no ar.Escolhi as palav
Última atualização: 2026-10-11
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