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Capítulo 32 - Porão

Author: Lya Flor
last update Petsa ng paglalathala: 2026-10-09 01:05:36

Catarina

A voz de Matilde ecoou pelo quarto, mas algo dentro de mim gritava que aquela cena estava errada. A presença dela, a postura ereta, a pele jovem... parecia perfeita demais. Real demais.

Antes que Zion pudesse dar um passo em direção a ela, estendi o braço e o segurei pelo peito.

— Zion, espere… — sussurrei, com a voz firme apesar do nervosismo. — Não chegue perto.

Zion franziu a testa, com os olhos dourados fixos na figura de Matilde no centro do cômodo. Ele manteve a postura defensiva
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    ZionO vento frio da noite batia contra o meu rosto na varanda, mas não adiantava nada para diminuir o fogo de raiva que queimava no meu peito.Eu estava de pé, apoiando as duas mãos no parapeito de pedra antiga da varanda do casarão. Apertei o bloco de pedra com tanta força que senti os nós dos meus dedos estalarem, e farelos de rocha começaram a se desmanchar debaixo da minha pressão. Minhas costas estavam rígidas, e a minha respiração saía pesada pelo nariz, parecendo fumaça no ar gelado da floresta.O meu problema era que eu não conseguia controlar o meu lobo direito. Ele não era uma voz na minha cabeça com quem eu conversava. Ele era um bicho puro, um instinto selvagem e brutal que nascia lá no fundo do meu estômago e subia rasgando tudo quando eu ficava com raiva. Quando o meu lado animal tomava conta, não tinha conversa, não tinha raciocínio. Era só a vontade de rosnar, quebrar coisas, lutar e proteger o que era meu.E, naquele momento, aquele instinto bicho estava surtando den

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    CatarinaA voz de Matilde ecoou pelo quarto, mas algo dentro de mim gritava que aquela cena estava errada. A presença dela, a postura ereta, a pele jovem... parecia perfeita demais. Real demais.Antes que Zion pudesse dar um passo em direção a ela, estendi o braço e o segurei pelo peito.— Zion, espere… — sussurrei, com a voz firme apesar do nervosismo. — Não chegue perto.Zion franziu a testa, com os olhos dourados fixos na figura de Matilde no centro do cômodo. Ele manteve a postura defensiva, rosnando baixo, mas respeitou o meu aviso e não avançou.— O que foi, Catarina? — perguntou ele sem tirar os olhos da anciã. — Essa mulher esteve fingindo o tempo todo. É ela quem está por trás disso.Olhei fixamente para a figura de Matilde. Dei um passo lento para o lado, observando a forma como a luz fraca das poucas velas que restavam acesas refletiam nela. A sombra dela na parede não acompanhava o movimento do corpo. A sombra estava parada, rígida, como se pertencesse a uma estátua.— É u

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