LOGINZian Montclair é o professor mais jovem da Universidade da Califórnia e o mais cobiçado também. Todos os anos, os universitários organizam uma festa secreta antes da formatura, longe dos olhos dos professores e da direção, e Zian escondido atrás de uma máscara, costumava participar daquelas festas como se fosse apenas mais um aluno qualquer. Até que, em uma dessas noites, ele conheceu Laika. Ela era linda, atrevida e perigosamente irresistível, uma garota que parecia não ter medo de nada e que conseguiu despertar nele algo que nenhuma mulher havia conseguido antes. Sem saber quem estava por trás da máscara, além de uma pequena marca de nascença em formato de estrela que ela tinha no pescoço, os dois viveram uma noite que deveria permanecer apenas como uma lembrança proibida, foram para uma sala e se entregaram um para o outro. Mas Zian não conseguiu esquecê-la. Até que uma viagem à Itália mudou tudo. Durante suas férias, Zian conheceu uma mulher elegante e madura. O envolvimento entre os dois se tornou intenso, e, depois de algumas semanas, ela decidiu apresentá-lo à filha, que estava voltando da Califórnia depois de concluir a universidade. Zian não esperava absolutamente nada daquele jantar, até levantar os olhos e vê-la. Foi então que ele percebeu aquele pequeno sinal de nascença em seu pescoço, o mesmo que havia visto na garota da festa. A mulher que ele acreditava ter deixado para trás estava novamente diante dele. Só que agora havia um detalhe que tornava tudo muito mais complicado. Laika era filha da mulher com quem ele estava se envolvendo. Zian passou a vida acreditando que inteligência e controle eram suficientes para resolver qualquer problema. Mas Laika estava prestes a provar que algumas tentações não desaparecem quando são proibidas. Elas apenas se tornam ainda mais difíceis de resistir.
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* Meu nome é Zian Montclair, tenho trinta anos e sou professor universitário na área de Arquitetura Paisagística da Universidade da Califórnia, ou, pelo menos, é assim que gosto de me apresentar quando alguém pergunta quem sou, porque a verdade é que, dependendo de quem está fazendo a pergunta, meu nome costuma vir acompanhado de uma segunda informação que parece despertar muito mais interesse do que deveria...sou o professor mais jovem da universidade. Eu não sei exatamente quando as pessoas começaram a transformar a minha idade em uma espécie de atração à parte, mas aprendi cedo que ser jovem demais em um ambiente onde a experiência costuma ser medida pelos fios brancos e pelos anos acumulados pode ser tão inconveniente quanto vantajoso, principalmente quando você está diante de uma sala cheia de universitários e percebe que alguns deles ainda estão tentando decidir se devem me chamar de professor ou simplesmente descobrir quantos anos eu tenho antes de decidir como me tratar. Comecei minha formação muito cedo e nunca tive muita paciência para desperdiçar tempo, então enquanto algumas pessoas ainda estavam tentando descobrir o que queriam fazer da própria vida, eu já estava mergulhado em livros, projetos, pesquisas e tudo aquilo que pudesse me levar para onde eu queria chegar, seguindo rapidamente da graduação para as especializações e, depois, para a vida acadêmica, até conseguir ocupar uma posição que, para alguém com trinta anos, ainda parecia improvável demais aos olhos de muita gente. Eu sabia disso, assim como sabia que eu era muito cobiçado também. Não era exatamente necessário possuir uma capacidade extraordinária de observação para perceber o interesse das alunas, embora eu fosse muito bom em observar pessoas, e talvez fosse justamente por isso que conseguia identificar cada olhar prolongado, cada sorriso que demorava um pouco mais do que deveria, cada comentário com uma segunda intenção escondida e até aquelas pequenas tentativas de chamar minha atenção durante as aulas, algumas discretas, outras tão óbvias que chegavam a ser engraçadas. Eu sempre levei meu trabalho muito a sério, talvez até mais do que deveria, e durante muito tempo essa foi a maneira mais fácil que encontrei de manter tudo no devido lugar, porque quando eu entrava naquela universidade, eu não era Zian Montclair, o homem que despertava curiosidade por ser jovem, bonito ou qualquer outra coisa que as pessoas decidissem enxergar em mim, eu era simplesmente o professor responsável por ensinar. Era assim que eu gostava. Ou pelo menos era assim que eu tentava fazer parecer. Eu aprendi a relevar as indiretas, os sorrisos demorados e até algumas aproximações que ultrapassavam um pouco os limites do bom senso, porque fingir que não percebia era, muitas vezes, muito mais fácil do que precisar lidar com as consequências de admitir que tinha percebido. Algumas vezes, uma mão acabava pousando sobre meu braço durante uma conversa que não precisava de contato algum, um comentário aparentemente inocente vinha acompanhado de um olhar que dizia exatamente o contrário, ou alguma aluna encontrava uma desculpa particularmente criativa para permanecer na sala depois que todos os outros já haviam saído, e eu simplesmente respirava fundo, mantinha a expressão indiferente e seguia com aquilo que estava fazendo. Eu não era de ferro, nunca fui. Mas sempre soube separar as coisas. Durante o dia, eu era professor, e quando as portas da universidade se fechavam, eu podia ser qualquer outra coisa. Talvez esse tenha sido justamente o motivo pelo qual ninguém jamais descobriu um dos meus maiores segredos. Todos os anos, quando os alunos estavam próximos da formatura, surgia uma tradição que oficialmente não existia, pelo menos não aos olhos do reitor, dos professores ou de qualquer pessoa que tivesse autoridade suficiente para acabar com ela. Uma festa. Uma festa secreta, organizada pelos próprios universitários, escondida da administração e cuidadosamente mantida longe dos olhos daqueles que poderiam transformar uma noite de diversão em uma sequência de advertências, suspensões e sermões sobre responsabilidade. E havia uma regra que tornava tudo ainda mais interessante. Era uma festa de máscaras. Ninguém deveria saber quem era quem, e era justamente isso que tornava aquela festa tão tentadora para mim. Eu nunca contei a ninguém que eu participava, não havia um colega que soubesse, nenhum funcionário, nenhum aluno e, principalmente, nenhuma pessoa que pudesse olhar para mim durante o expediente e imaginar que, algumas horas antes, eu poderia estar do outro lado de uma máscara, misturado entre aqueles mesmos universitários que me chamavam de professor durante o dia. Era quase irônico. Eu podia atravessar um corredor e receber um bom-dia respeitoso de alguém que, na noite anterior, talvez tivesse dançado ao meu lado sem sequer imaginar quem eu era. E isso me divertia mais do que deveria, mas eu tinha consciência que se eu fosse descoberto, eu poderia ser demitido. A máscara fazia com que todos se tornassem desconhecidos, e eu gostava daquela sensação de anonimato, porque pela primeira vez ninguém me olhava sabendo quem eu era, qual era a minha profissão ou qual posição eu ocupava dentro daquela universidade. Ali, eu era apenas um homem usando uma máscara. E foi assim que, algumas vezes, acabei me envolvendo com algumas das alunas. Nunca souberam quem eu era. Eu sabia com quem havia me envolvido, reconhecia algumas delas no dia seguinte pelos cabelos, pela voz ou simplesmente por detalhes que ficavam registrados na minha memória, mas elas nunca tiveram a menor ideia de que o homem com quem haviam dividido aquelas noites era justamente o professor que encontravam dentro da universidade. Eu sabia que havia algo de absurdo naquela situação, mas talvez fosse justamente o absurdo que tornasse tudo tão interessante. Durante o dia, eu precisava ser impecável, à noite, atrás daquela máscara, eu podia deixar de ser o professor mais jovem da universidade por algumas horas. E ninguém jamais saberia, até aquele ano. Naquela noite, eu me preparei como havia feito outras vezes, sem imaginar que havia alguma diferença entre aquela festa e todas as anteriores, sem suspeitar que eu estava prestes a entrar em uma situação da qual não sairia carregando apenas mais uma lembrança escondida. Eu coloquei a máscara e deixei para trás o homem que todos conheciam. Não sabia quem encontraria, não sabia o que aconteceria, e muito menos sabia que, entre todas aquelas pessoas escondidas atrás de máscaras, existia alguém que faria tudo aquilo que eu acreditava controlar cuidadosamente sair completamente do meu alcance. Até aquele momento, eu acreditava que sabia exatamente onde terminavam os meus limites. Eu estava prestes a descobrir que algumas coisas simplesmente não avisam quando chegam para me destruir ou me enlouquecer.Quando cheguei ao corredor que dava acesso aos banheiros, a encontrei perto de uma pequena porta lateral, aparentemente esperando por mim.Ela cruzou os braços e abriu aquele sorriso que eu já começava a reconhecer como um sinal de que minha paciência seria testada.— O que você faz aqui? Está me seguindo?Soltei uma risada curta.— Como eu seguiria alguém que nem sequer se deu ao trabalho de deixar o endereço depois de ter gemido no meu ouvido como se estivesse em um espetáculo?Ela inclinou a cabeça, sem demonstrar o menor constrangimento.— Você está magoado? Estava esperando um "bom dia, meu amor."A audácia daquela mulher era impressionante.— Não. Mas também não estava esperando encontrar você com outro homem três dias depois de ter passado a noite comigo.Kaila deu de ombros.— Eu falei que gostava de curtir a vida.— E eu também gosto. Tudo bem, aproveitei bastante esses três dias e pretendo continuar fazendo isso.Ela fechou a expressão.Foi rápido, mas percebi que minhas pal
Eu até tentei agir como um homem maduro e aceitar que havia encontrado uma versão feminina de mim mesmo, alguém que, assim como eu, gostava de aproveitar o momento sem criar expectativas. Kaila tinha deixado claro, mesmo sem precisar dizer muita coisa, que não estava interessada em prolongar nossa aventura, e eu deveria simplesmente aceitar aquilo, afinal, não tinha o direito de cobrar de uma mulher uma postura diferente daquela que eu mesmo costumava ter.Não iria me enfiar em outra obsessão descabida apenas porque meu ego não havia gostado de ser dispensado.Eu tinha trinta anos, uma carreira consolidada, dinheiro suficiente para aproveitar a vida e, principalmente, experiência bastante para saber que nem toda mulher que passava pela minha cama precisava permanecer na minha vida. Era uma regra que eu mesmo havia estabelecido havia muito tempo, então seria bastante hipócrita da minha parte reclamar quando alguém decidisse seguir o mesmo princípio comigo.Nos dias seguintes, fiz exata
Aquilo me chamou atenção porque não era exatamente o comportamento ao qual eu estava acostumado. As mulheres com quem eu costumava sair geralmente demonstravam interesse em prolongar a companhia, algumas procuravam uma desculpa para passar mais tempo comigo, outras mandavam mensagens assim que chegavam em casa e havia até aquelas que pareciam acreditar que uma noite agradável significava automaticamente a possibilidade de um relacionamento.Kaila não parecia interessada em nenhuma dessas coisas.E, curiosamente, aquilo me incomodou.Procurei algum bilhete sobre a mesa de cabeceira, no criado-mudo e perto das minhas roupas, porque, por algum motivo, lembrei imediatamente daquelas cenas de filmes românticos em que alguém deixa uma mensagem engraçada antes de desaparecer, mas não havia absolutamente nada. Nenhuma explicação, nenhuma despedida e nem mesmo um comentário sobre a noite anterior, era quase ofensivo, ou talvez eu estivesse simplesmente descobrindo que não gostava tanto quanto
Estar com uma mulher mais velha sempre tinha sido uma experiência interessante para mim, principalmente porque, geralmente, elas sabiam exatamente o que queriam e não tinham muita paciência para joguinhos desnecessários, mas Kaila parecia pertencer a uma categoria completamente diferente, porque sua experiência ultrapassava qualquer expectativa que eu pudesse ter criado antes daquela noite.Eu já tinha conhecido mulheres ousadas, mulheres que gostavam de tomar a iniciativa e outras que faziam questão de demonstrar que sabiam muito bem como conduzir uma noite, mas Kaila parecia determinada a transformar cada minuto em uma espécie de espetáculo particular. Havia uma criatividade quase acrobática em tudo o que fazia, e, em determinado momento, cheguei a me perguntar se estava realmente vivendo uma experiência íntima ou participando de uma competição na qual ninguém havia me explicado as regras. Eu nem sequer sabia que determinadas posições eram fisicamente possíveis, e confesso que houv


















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