FAZER LOGIN— Mas que tipo de figurino é esse? — Perguntei, observando a cena inusitada.Cecília ainda vestia os trajes pesados de inverno que usava no topo da montanha nevada. O clima em Oeiras estava ameno, nem muito quente nem muito frio, mas com toda aquela roupa, ela já transpirava em bicas, com o rosto banhado de suor.— Não importa a minha roupa! Vi a fórmula que você me mandou. Você comprou aquilo de outra pessoa? — Questionou ela, com o rosto vermelho e a respiração ofegante, ignorando a minha brincadeira por inteiro.— Sim, comprei de um médico bastante experiente. Naquela época, eu não conseguia entrar em contato com você de jeito nenhum e o tempo estava se esgotando. A qualidade da receita dele parecia muito boa. — Expliquei, concordando com um aceno tranquilo.No entanto, a expressão de Cecília mudou de forma brusca. Ela avançou na minha direção, agarrou os meus braços com força e arregalou os olhos, tomada pelo pânico.— O que você disse? Comprou na mesma hora? Então me responde uma
De um lado, estava a sua melhor amiga; do outro, o homem que havia mexido com seus sentimentos. Natacha queria dar os parabéns e ficar feliz pelos dois, mas a alegria teimava em não vir. Sem alternativa, ela pegou aquele sentimento confuso que mal havia começado a brotar e o enterrou no fundo do peito."Ah, Gustavo... por que você não apareceu na minha vida antes? Se eu tivesse te conhecido primeiro... Por muito pouco eu não me entreguei a esse sentimento.", lamentou ela, em pensamento, tomada por uma sensação de impotência.Restava a ela apenas assistir à felicidade da amiga e desejar o melhor em silêncio. Alheia ao drama interno da amiga, Helena continuava com os olhos fixos em mim enquanto eu comia, exibindo um sorriso doce de vez em quando. Dez minutos depois, raspei a última colherada de comida do pote, encostei na cadeira do escritório e soltei um suspiro longo de satisfação.— Que maravilha! Estava precisando disso. — Comemorei.— Olha o seu estado. Quem vê de fora nem imagina
— Quem disse que estou brincando? Vamos começar logo essa entrevista, senhor Gustavo. — Rebateu Natacha, revirando os olhos com um bico chateado. Em seguida, ela assumiu uma postura profissional e deu início às perguntas. Eu, por minha vez, tratei de colaborar com as respostas.Meia hora depois, encerramos a parte sobre o Grupo Dragão. Achei que ela fosse guardar o gravador e ir embora, mas fui pego de surpresa quando ela mudou de assunto sem aviso prévio.— Certo, a parte sobre o seu trabalho já foi. Agora eu quero fazer umas perguntinhas sobre a sua vida amorosa! — Anunciou Natacha, com um tom de cobrança.Vida amorosa? Fiquei sem entender nada. Natacha me encarou com uma expressão indecifrável e soltou um suspiro frustrado.— Gustavo, você escondeu o jogo muito bem! Daquela vez que combinamos de jantar na sua casa, eu cheguei e você tinha sumido. E o que mais me irrita é que a gente se esbarrou lá embaixo, e eu nem desconfiava que você era o cara que dividia o apartamento com ela.
No quinto dia, o lucro já ultrapassava a marca dos cem milhões. No sétimo, batemos meio bilhão. Ao final do décimo dia, o capital de giro do Grupo Dragão já havia deixado para trás muitas empresas tradicionais de Oeiras, colocando o nosso nome quase no mesmo patamar das famílias mais ricas e influentes da região.No entanto, todo pico de vendas tem o seu momento de estabilização, ainda mais no setor farmacêutico. Passada a euforia inicial, os relatórios financeiros da empresa começaram a mostrar números mais constantes e previsíveis.— Atenção, pessoal! Estão suspensas as horas extras a partir de agora. Vocês deram o sangue pela empresa nessas últimas semanas, e eu sou muito grato por isso. Hoje todos ganham uma semana de folga remunerada, com o triplo do salário e bônus garantido na conta! — Anunciei, com um sorriso de satisfação.Havia reunido os cerca de dez funcionários da equipe principal na minha sala para dar a boa notícia. Aqueles que começaram comigo lá atrás agora já ocupavam
— Você pode ter escapado da primeira armadilha, Gustavo. Mas vamos ver se você sobrevive ao golpe final. Já que a intoxicação por conflito de substâncias não funcionou, desta vez vou te entregar uma fórmula venenosa de bandeja! Quero ver o que você vai fazer quando começar a produzir e vender isso, e uma onda de mortes por envenenamento tomar conta dos noticiários. — Murmurou Severino, abrindo um sorriso sombrio.Ao ver Gustavo fazendo um sinal de concordância para Samuel e pegando a receita médica das mãos dele, o vilão virou as costas e foi embora, transbordando arrogância.Enquanto isso, a milhares de quilômetros de distância, o cenário era outro. No topo de uma montanha gélida, o vento uivava com fúria e a neve caía sem trégua, formando uma tempestade branca que engolia a luz do sol.— Alô? Gustavo, senti tanto a sua falta! Você tomou uma decisão? — Gritava Cecília.Enrolada em camadas grossas de casacos, luvas e gorro, ela mal conseguia se mover direito. Seu rosto, dono de uma bel
Setenta milhões em menos de um minuto. Aquele número parecia irreal. Fiquei encarando a tela do computador, observando o saldo da conta bancária da empresa subir sem parar, com o coração batendo forte no peito. Eu sabia que o produto era bom, mas jamais imaginei uma recepção tão avassaladora por parte dos consumidores.— Excelente! Começamos com o pé direito! — Comemorei, abrindo um sorriso largo para a equipe. — Já que os nossos estoques estão zerados, o foco agora é o atendimento ao cliente. Quero todo mundo monitorando as redes sociais e os canais de comunicação. Precisamos ouvir o feedback dos pacientes e resolver qualquer problema com agilidade.Após dar as instruções finais e autorizar o setor financeiro a liberar os bônus da equipe, peguei minhas chaves e desci para a garagem. Com o caixa da empresa cheio, era o momento ideal para colocar em prática o plano de comprar novas fórmulas médicas. Além disso, eu precisava repassar a parte dos lucros que pertencia a Cecília.Entrei no