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Capítulo 10

Autor: Aquino
last update Data de publicação: 2026-10-10 08:07:53

Rael Sampaio

Depois de deixar Naya na portaria do seu condomínio, passei a madrugada em claro rodando pelas ruas da capital.

O perfume de baunilha quente da pele dela parecia impregnado no tecido do meu paletó. A lembrança dos lábios de Naya cedendo aos meus no banco de trás do carro, a respiração acelerada dela e a forma como ela me olhou depois daquele beijo não saíam da minha mente.

Saber que uma mulher tão reservada, forte e dona de si decidiu me dar essa chance — por escolha consciente e
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Último capítulo

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 17

    Naya Nogueira O trajeto no SUV de Rael seguiu em um silêncio calmo, acolhedor e profundamente confortável.Observando o fluxo dos carros pela janela enquanto a manhã de segunda-feira ganhava vida em São Paulo, deixei que meu corpo relaxasse contra o banco de couro. A rotina na Montenegro prometia um dia longo de reuniões de conselho e análises de fusão tributária, mas estar ao lado de Rael trazia uma sensação nova de leveza que eu não experimentava há anos.Olhei de relance para ele. Rael mantinha uma das mãos no volante e a outra repousada no console central, perto da minha. Ele vestia uma camisa polo escura bem ajustada ao peito amplo e uma jaqueta de couro que lhe dava um porte marcante e masculino. Não havia nada de formal ou profissional na forma como ele me olhava; era o olhar de um homem completamente apaixonado pela sua mulher.Ele não estava ali cumprindo ordens ou fazendo escolta corporativa. Rael era o meu homem, o meu parceiro. Um homem forte e protetor que fazia questã

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 16

    Naya Nogueira A sensação de alinhar as coisas com Rael no corredor do Noctua ainda vibrava no meu peito enquanto eu dirigia de volta para o meu apartamento na madrugada de domingo.Eu passei anos acreditando que amar significava perder a voz, ser acuada ou ter a vida controlada por um homem brutal. O trauma do meu passado com o Renan tinha me ensinado a enxergar qualquer aproximação como uma ameaça em potencial. Mas Rael me provava, a cada olhar e a cada gesto, que ele era o oposto do medo.Ele era o meu porto seguro. Um homem bruto, tático e terrivelmente protetor, mas que sabia recuar, pedir desculpas e me respeitar como a mulher forte e independente que sou.Admitir que o amava não me assustava mais. Pelo contrário: trazia uma sensação de alívio e invencibilidade.A segunda-feira começou cedo. Levantei-me disposta, renascida e pronta para encarar a semana de reuniões decisivas no Grupo Montenegro.No banheiro do meu apartamento, preparei minha armadura de executiva sem exageros

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 15

    Naya Nogueira A noite chega rápida. Recuso o carro da Vortex e assumo a direção do meu próprio veículo a caminho de Pinheiros. Se Rael quer me proteger, ele que faça isso respeitando o meu espaço.Quando entro pela porta de serviço do Noctua, o ambiente do clube está fervilhando. No camarim, ajeito meu figurino ousado e ajusto a máscara de veludo preta sobre o rosto. Encaro meu reflexo no espelho: cabelos pretos soltos em ondas, lábios marcados e um olhar de pura determinação.O momento da apresentação chega. As luzes vermelhas do salão diminuem, o gelo seco começa a espalhar uma névoa baixa pelo chão de madeira e o sistema de som do clube faz o ambiente tremer. A introdução de um blues moderno e pesado, com batidas graves de baixo e notas de guitarra arrastadas, toma conta de cada centímetro do salão.O locutor segura o microfone pesado e sua voz rouca ecoa bem alto pelas caixas de som, cortando o burburinho da plateia:— E agora, senhoras e senhores... preparem os seus corações!

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 14

    Naya Nogueira Eu estou completamente, absurdamente e inevitavelmente apaixonada por Rael Sampaio.Admitir essa verdade para mim mesma não é mais uma ameaça ou motivo de pavor; é um fato consolidado que transformou meu mundo.Depois de tudo o que vivemos naquela suíte, de como ele me acolheu quando a lembrança do passado me assaltou e do modo como nos entregamos um ao outro, eu soube que não existia mais volta. Pela primeira vez em cinco anos, deixei as minhas defesas mais profundas caírem e permiti que um homem verdadeiro entrasse na minha vida. Rael não é apenas um protetor; ele virou o meu porto seguro, o homem em quem confio de olhos fechados.O problema é que esse mesmo homem é um ex-soldado obsessivo, acostumado a comandar cenários de crise e a ditar regras onde quer que pise.E eu continuo sendo Naya Nogueira. A mulher que construiu a própria carreira com punho de ferro e que não aceita ser tutelada por ninguém neste mundo.A manhã no meu apartamento começou sob o signo dessa

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 13

    Rael Sampaio Abracei Naya com força, trazendo o corpo macio dela para o meu peito nu e acolhendo-a nos meus braços como o tesouro mais valioso do mundo. Beijei o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro de baunilha dos seus cabelos.— Ninguém nunca mais vai encostar um dedo em você, minha linda — murmurei no ouvido dela. — Eu vou te proteger com a minha própria vida. Eu te amo, Naya.Naya afastou o rosto e me encarou com um brilho intenso e faminto nos olhos escuros. A vulnerabilidade do trauma fora substituída por um desejo ardente, represado por cinco anos de isolamento.— Chega de falar do passado, Sampaio — ela sussurrou, ajeitando a alça da lingerie preta e cravando as unhas nos meus ombros. — Eu passei anos me privando de viver. Agora eu quero você. E não quero que você tenha pena de mim.Ergui o corpo dela nos meus braços com facilidade e a levei para o quarto principal da suíte. Acomodei-a no colchão macio da cama king-size e me posicionei entre suas pernas, cobrindo-a com o me

  • A Dançarina e o Segurança    Capítulo 12

    Rael Sampaio O pavor nos olhos de Naya atingiu meu peito com a força de um projétil de grosso calibre.No instante em que vi o corpo dela travar de pânico contra a cama da suíte, meu instinto de combate disparou alertas vermelhos no meu cérebro. As pupilas dilatadas, a respiração presa, as lágrimas escorrendo pelo rosto e as mãos trêmulas me empurrando não eram birra ou timidez. Era a resposta real de um trauma antigo que acabara de ser despertado por um gatilho involuntário.Afastei-me no mesmo segundo. Recuei dois passos lentos, erguendo as mãos abertas para mostrar que ela estava totalmente livre e segura.— Naya? — chamei com a voz baixa, grave e suave, despojando-me de qualquer tom de comando. — Olha para mim, meu amor. Respira. Eu estou aqui. Ninguém vai te machucar.Ela demorou alguns segundos para sair daquele transe aterrorizante. As pupilas foram retornando ao tamanho normal à medida que o olhar dela focou no meu rosto. Naya piscou rápido, enxugou as lágrimas com as costa

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