Lembro de assistir 'Little Women' e me identificar profundamente com a Jo March. Aquela garota que rabiscava histórias no sótão, desafiava convenções e brigava pelo direito de ser ouvida me fez acreditar que sonhos não têm gênero. A adaptação de 2019 trouxe um frescor incrível, com aquelas cenas de Florence Pugh comendo laranjas que viralizaram - mas o cerne ainda é aquele: irmãs crescendo, errando, amando e, acima de tudo, criando seu próprio espaço no mundo.
Outra que sempre me pega é 'Whale Rider'. A história da pequena Pai, numa cultura maori que resiste em aceitar líderes mulheres, tem uma força quieta que arrepia. Não é sobre discursos bombásticos, mas sobre persistência silenciosa. Quando ela finalmente domina o ritual ancestral, é como se todas as meninas que já foram subestimadas ganhassem voz junto.