INICIAR SESIÓNApós muitas tentativas de tentar trabalhar, naquele mesmo dia após a reunião com Derek, Marina não conseguia se concentrar. Não conseguia parar de pensar na conversa com ele e elaborava em sua mente como contar aquilo para Ethan. Tentou esperar o final do expediente para conversar em casa, no entanto a ansiedade que lhe tomou a fez subir novamente à presidência.“Oi Carol, boa tarde, o Ethan está muito ocupado agora?” Marina tentou ser simpática mas sabia que havia uma nuvem densa ao seu redor deixando sua expressão nebulosa.“Boa tarde, Marina. Ele terminou uma reunião, vou ver se você pode entrar.” Carol percebendo a tensão achou melhor não puxar nenhum outro assunto, sentiu que era algo importante e após interfonar para Ethan, autorizou a entrada dela. “Pode entrar, ele está livre.”“Obrigada!” Ela sorriu para Carol e caminhou até a sala de Ethan.Quando abriu a porta e entrou, ele ergueu a cabeça e sorriu ao vê-la.“Finalmente alguém que eu quero receber de verdade e que me traz a
Marina se ajeitou na cadeira sem conseguir disfarçar o quanto estava incomodada com a situação e as descobertas, então Derek continuou.“Para a alta sociedade, o destino de Ethan e Sabrina foi traçado antes mesmo de aprenderem a andar” continuou Derek, com um tom de falsa melancolia. “Eram o casal perfeito no papel: os herdeiros de dois impérios unidos por um sobrenome e uma aliança de negócios. Na época da adolescência, todo mundo na nossa roda já dava como certo que, cedo ou tarde, eles terminariam no altar. Era uma convenção social, entende? Algo natural para a nossa classe.”“E... o que aconteceu?” Marina perguntou antes de conseguir se controlar. Sua voz saiu um pouco mais baixa do que gostaria.Derek soltou uma risada seca, balançando a cabeça.“O que aconteceu foi
O sol de outono cortava as grandes janelas de vidro da Whitmore & Co. com uma precisão cirúrgica, iluminando a poeira fina que parecia flutuar no escritório de Derek. Ele estava sentado à mesa de carvalho escuro, mas a cabeça estava longe dali. A postura impecável, o terno sob medida e o relógio de pulso caríssimo gritavam a imagem de um executivo exemplar, exatamente o que Richard Whitmore exigia. No entanto, o olhar fixo na tela apagada do computador revelava um homem focado em algo muito além de relatórios trimestrais.Marina bateu levemente na porta aberta antes de entrar, segurando um tablet com a ponta dos dedos. Ela respirou fundo, tentando disfarçar a curiosidade misturada com a apreensão que sentia desde que Derek a chamou em seu escritório, sem explicar muito bem sobre o que seria.“Com licença, bom dia, Derek. Você pediu para eu separar os arquivos de expansão da Ásia, imagino que seja esse o motivo de ter me chamado aqui.” Marina começou, mantendo a voz profissional, embora
“Marina?”A voz soou baixa, hesitante, cortando o murmúrio distante da cidade.Marina sobressaltou-se, erguendo o rosto rapidamente, Ethan estava ali de pé diante dela. Ele havia tirado a gravata e desabotoado os primeiros botões da camisa social, parecendo tão exausto e fora de prumo quanto ela. O peito dele subia e descia de forma acelerada pela corrida até encontrá-la e conforme prometido Priya fingiu ir comprar doce para Marina e a deixou sozinha para eles conversarem.“O que você está fazendo aqui, Ethan?” a voz de Marina saiu trêmula, carregada de uma mistura dolorosa de mágoa e orgulho ferido. Ela desviou o olhar para a água, limpando rapidamente uma lágrima solitária que escapara de seus olhos. “Veio me dar o ultimato com a data prevista para encerrarmos o nosso acordo, já que agora não vai mais precisar de mim?Ethan deu um passo à frente, sentando-se no banco ao lado dela, embora mantivesse uma distância respeitosa, como se temesse que um toque pudesse estilhaça-la de vez.“P
O eco dos passos de Marina e Priya ainda parecia reverberar nos corredores do marketing quando o silêncio pesado tomou conta da sala da presidência. Richard Whitmore havia deixado o escritório há poucos minutos, desfilando sua arrogância com o som rítmico de sua bengala no piso de madeira, deixando para trás um rastro de tensão. Sabrina tentou se aproximar de Ethan sob o pretexto de "alinhar o futuro da criança", mas esbarrou na muralha intransponível que ele decidiu erguer.Sozinho na sala, com a vista de Manhattan embaçada pelo entardecer que começava a tingir o céu de cinza e laranja, Ethan sentia o peito apertado. Ele não conseguia tirar da cabeça a imagem de Marina correndo, o olhar de pavor e incompreensão quando a bomba da gravidez de Sabrina explodiu diante deles.“Droga…” murmurou, passando as mãos pelos cabelos revoltos.Ele sabia que precisava falar com Marina, explicar cada detalhe, provar que aquela história com Sabrina pertencia a um passado distante e encerrado, mas Mar
O clima dentro da sala de Ethan era pesado com um silêncio que não tinha nada de pacífico. Sabrina estava sentada na poltrona diante da mesa dele, com as mãos unidas sobre o colo, unhas cravadas de leve, enquanto a respiração dela parecia compassada para não denunciar o tremor que sentia por dentro.Ethan estava de pé, caminhando de um lado para o outro perto da janela imensa de vidro que dava vista para Manhattan. A gravata estava jogada sobre a poltrona, e a camisa social branca exibia as mangas dobradas até os cotovelos, um retrato vivo da própria agitação mental.“Você tem noção do que está dizendo, Sabrina?” Ethan parou de repente, voltando o olhar fixo para ela, os olhos verdes semicerrados em uma mistura de incredulidade. “Tem realmente certeza de que esse bebê é mesmo meu filho?”“Eu sei exatamente o que estou dizendo, Ethan” Sabrina o interrompeu, a voz firme embora carregada de uma fadiga emocional profunda. Ela ergueu o rosto, sustentando o olhar dele sem recuar. “Se quiser







