FAZER LOGINO Central Park se tornando o palco do amor desses dois, nos momentos bons e nesses momentos estranhos!
O sol de outono cortava as grandes janelas de vidro da Whitmore & Co. com uma precisão cirúrgica, iluminando a poeira fina que parecia flutuar no escritório de Derek. Ele estava sentado à mesa de carvalho escuro, mas a cabeça estava longe dali. A postura impecável, o terno sob medida e o relógio de pulso caríssimo gritavam a imagem de um executivo exemplar, exatamente o que Richard Whitmore exigia. No entanto, o olhar fixo na tela apagada do computador revelava um homem focado em algo muito além de relatórios trimestrais.Marina bateu levemente na porta aberta antes de entrar, segurando um tablet com a ponta dos dedos. Ela respirou fundo, tentando disfarçar a curiosidade misturada com a apreensão que sentia desde que Derek a chamou em seu escritório, sem explicar muito bem sobre o que seria.“Com licença, bom dia, Derek. Você pediu para eu separar os arquivos de expansão da Ásia, imagino que seja esse o motivo de ter me chamado aqui.” Marina começou, mantendo a voz profissional, embor
“Marina?”A voz soou baixa, hesitante, cortando o murmúrio distante da cidade.Marina sobressaltou-se, erguendo o rosto rapidamente, Ethan estava ali de pé diante dela. Ele havia tirado a gravata e desabotoado os primeiros botões da camisa social, parecendo tão exausto e fora de prumo quanto ela. O peito dele subia e descia de forma acelerada pela corrida até encontrá-la e conforme prometido Priya fingiu ir comprar doce para Marina e a deixou sozinha para eles conversarem.“O que você está fazendo aqui, Ethan?” a voz de Marina saiu trêmula, carregada de uma mistura dolorosa de mágoa e orgulho ferido. Ela desviou o olhar para a água, limpando rapidamente uma lágrima solitária que escapara de seus olhos. “Veio me dar o ultimato com a data prevista para encerrarmos o nosso acordo, já que agora não vai mais precisar de mim?Ethan deu um passo à frente, sentando-se no banco ao lado dela, embora mantivesse uma distância respeitosa, como se temesse que um toque pudesse estilhaça-la de vez.“
O eco dos passos de Marina e Priya ainda parecia reverberar nos corredores do marketing quando o silêncio pesado tomou conta da sala da presidência. Richard Whitmore havia deixado o escritório há poucos minutos, desfilando sua arrogância com o som rítmico de sua bengala no piso de madeira, deixando para trás um rastro de tensão. Sabrina tentou se aproximar de Ethan sob o pretexto de "alinhar o futuro da criança", mas esbarrou na muralha intransponível que ele decidiu erguer.Sozinho na sala, com a vista de Manhattan embaçada pelo entardecer que começava a tingir o céu de cinza e laranja, Ethan sentia o peito apertado. Ele não conseguia tirar da cabeça a imagem de Marina correndo, o olhar de pavor e incompreensão quando a bomba da gravidez de Sabrina explodiu diante deles.“Droga…” murmurou, passando as mãos pelos cabelos revoltos.Ele sabia que precisava falar com Marina, explicar cada detalhe, provar que aquela história com Sabrina pertencia a um passado distante e encerrado, mas Mar
O clima dentro da sala de Ethan era pesado com um silêncio que não tinha nada de pacífico. Sabrina estava sentada na poltrona diante da mesa dele, com as mãos unidas sobre o colo, unhas cravadas de leve, enquanto a respiração dela parecia compassada para não denunciar o tremor que sentia por dentro.Ethan estava de pé, caminhando de um lado para o outro perto da janela imensa de vidro que dava vista para Manhattan. A gravata estava jogada sobre a poltrona, e a camisa social branca exibia as mangas dobradas até os cotovelos, um retrato vivo da própria agitação mental.“Você tem noção do que está dizendo, Sabrina?” Ethan parou de repente, voltando o olhar fixo para ela, os olhos verdes semicerrados em uma mistura de incredulidade. “Tem realmente certeza de que esse bebê é mesmo meu filho?”“Eu sei exatamente o que estou dizendo, Ethan” Sabrina o interrompeu, a voz firme embora carregada de uma fadiga emocional profunda. Ela ergueu o rosto, sustentando o olhar dele sem recuar. “Se quiser
Marina e Priya pegaram as pastas que precisavam apresentar para Derek e subiram pelo elevador com aquela tensão que pairava no ar no prédio todo. Elas chegaram ao andar da diretoria e Carol logo as encaminhou para a sala de Derek, que as aguardava. “Ainda bem que vocês chegaram, meninas. O negócio aqui hoje está uma loucura. Espero que consigam ajudar a acalmar um pouco os ânimos.”“Vamos tentar, Carol, estamos aqui pra isso!” Priya respondeu calmamente.“Se quiser falar com o Ethan depois Marina, espere na sala dele que eu aviso que está aqui.” “Acho que vamos demorar um pouco na sala do Derek, mas agradeço a intenção.” Carol era sempre muito atenciosa com Marina e muito amiga de Priya, apesar da diferença de idade, elas tinham afinidades e conversavam muito.Após alguns minutos, enquanto apresentavam as planilhas para Derek em sua sala, ouviram um burburinho alto na recepção, que parecia tomar proporções dramáticas. Ouviram passos firmes de saltos altos que ressoavam contra o
O despertar na manhã seguinte ao dia de folga teve o sabor amargo e inevitável de um choque de realidade. O santuário de silêncio e cumplicidade que Ethan e Marina haviam construído na noite anterior, entre carícias, confidências e promessas que dispensavam qualquer cláusula contratual, desfez-se assim que o sol rasgou as janelas panorâmicas do apartamento.Às sete e meia da manhã, o celular de Ethan começou a tocar. Não com o toque suave do alarme, mas com a insistência frenética de chamadas de emergência.Quando chegaram ao quadragésimo andar da Whitmore Group, a atmosfera parecia a de um centro de comando em tempos de guerra. O silêncio polido do ambiente corporativo fora substituído por passos apressados, sussurros tensos e o zumbido incessante de telefones tocando em quase todas as baias.Kyle corria de um lado para o outro com papéis amassados, Jessica tentava acalmar um cliente ao telefone com uma voz três tons acima do normal, e o ar parecia denso de eletricidade estática.







