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A Recompensa Bem-Vinda

last update Data de publicação: 2026-10-26 07:18:07

Diego

Eu estava sonhando.

Cavalgando o mesmo cavalo que pedi emprestado na ocasião que achei ter perdido Janaína.

Dessa vez ele não me levava para o porto, mas sim para a fazenda do Miguel.

Acontece que mais uma vez fui interrompido por uma manada de búfalos.

Como alternativa, resolvi saltar com o cavalo, mas antes de iniciar meu objetivo, recebo um cutucão no ombro.

Sobressaltado, acordo pronto para laçar um ladrão ou correr atrás de búfalo no pasto, mas era só Janaína com cara sofrida e um
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Último capítulo

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Surpresa do Passado.

    Diego​O hotel está um sucesso absoluto. Graças ao bom atendimento aos clientes e ao fluxo constante de visitantes, tenho ampliado cada vez mais os espaços de lazer da Fazenda Magalhães.Por conta disto, ​eu e o Fred resolvemos vistoriar o velho barracão de madeira de lei que o meu falecido avô ergueu no começo da história da fazenda. A ideia é transformar o espaço numa área de convivência e degustação de queijos para os hóspedes do hotel. ​Enquanto nos dirigimos até lá sob o sol forte do Marajó, pego-me pensando no quanto os últimos meses foram proveitosos. Dentre todas as vitórias do hotel, preciso destacar o orgulho que sinto ao ver as garotas do cabaré da Lili se empenhando para fazer um trabalho digno, impecável e com um compromisso que dá gosto de ver.​Um grunhido rouco do Fred me faz interromper os pensamentos. Me aproximo e o vejo forçar com uma alavanca de ferro os barrotes podres do chão de madeira batida.​— Força nesse braço, Fred! — brinco, enxugando o suor da testa

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    A Recompensa Bem-Vinda

    DiegoEu estava sonhando. Cavalgando o mesmo cavalo que pedi emprestado na ocasião que achei ter perdido Janaína.Dessa vez ele não me levava para o porto, mas sim para a fazenda do Miguel.Acontece que mais uma vez fui interrompido por uma manada de búfalos. Como alternativa, resolvi saltar com o cavalo, mas antes de iniciar meu objetivo, recebo um cutucão no ombro.Sobressaltado, acordo pronto para laçar um ladrão ou correr atrás de búfalo no pasto, mas era só Janaína com cara sofrida e um pedido que parecia roteiro de filme de terror, me falando o que queria comer.Que criatividade as mulheres têm para os desejos da gravidez! A mostarda é fácil, agora onde encontrar queijo de cabra e manga?Pelo menos não desejou refrigerante cor de rosa como todos em Soure sabe que a Jane fez com Miguel.O pobre coitado teve que ir no Maranhão, no helicóptero do Francisco para comprar e de madrugada.​​Olho rapidamente para o relógio na parede. São três horas e dezessete minutos e eu tonto de

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Exótico

    Janaína​(Dois meses depois...)​São exatamente três horas e dezessete minutos da manhã quando abro os olhos no escuro do nosso quarto.​Olho para o lado. A respiração pesada e ritmada do Diego só faz intensificar a minha urgência incontrolável de comer fatias de manga com mostarda sobre um pedaço de queijo de cabra.​Fico com a boca cheia d'água na hora. Sei que não é fome comum. É uma necessidade vital, um comando absoluto enviado direto do meu útero para o meu cérebro. É uma emergência!​Sento-me devagar na cama, acariciando a barriga levemente saliente sob a camisola leve.​— Céus... tu não podia ter esperado o sol nascer, amorzinho? — murmuro num tom baixinho, mas a salivação só aumenta.​Tento mudar o foco do pensamento para outras coisas: os hóspedes do hotel, a preparação do chá de revelação, o sexo selvagem com meu cowboy... Nada alivia! Não posso correr o risco de deixar meu bebê nascer com cara de manga.​Não tem jeito. Viro-me para o Diego e dou uma cutucada firme no om

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    O Passeio

    ​Diego​Os passeios turísticos do hotel tem sido uma terapia para mim e Janaína e um sucesso para os hóspedes. Nem sempre posso, mas quando eu em pessoa faço o passeio guiado, a expectativa vai lá no teto. Todo mundo que conhecer o fazendeiro da capa da Revista Rural e colecionar fotos.Porém esse não é o motivo principal de hoje eu levar os hóspedes no passeio. Existe uma razão com sabor de nostalgia. ​Então, logo cedo, ajeito o chapéu na cabeça e pego a direção da caminhonete adaptada para transportar os hóspedes.Confiro o garrafão de água de coco na caixa térmica e observo Janaína que vem logo atrás, com passos calmos, segurando a câmera e meu coração transborda de felicidade.Desde que assumimos o hotel tem sido uma experiência interessante. Há vezes que dirijo o hotel e ela tem sido a minha auxiliar, e em outras ocasiões invertemos os papéis. ​— Tudo pronto pro tour, meu cowboy? — Janaína pergunta, ajustando a lente da câmera.​— Tudo pronto! Hoje essa turma vai se diver

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    Segura o Vaqueiro!

    Janaína Finalmente, após tantos casórios e o alívio por saber que o padre passa bem, mas vai ter que entrar numa dieta rigorosa, um imprevisto tira o sorriso dos lábios de Sabrina. Ela está sentada numa poltrona da varanda do hotel, ao lado de duas malas elegantes de rodinha, ajeitando os óculos escuros de grife com aquele charme inconfundível. Uma ligação urgente da matriz da revista Rural na capital exigia a presença física dela. A revista ia entrar em fechamento de edição e a "chefa" precisava colocar ordem no lugar. Se de um lado a Sabrina tenta manter a pose de mulher de negócios e profissional inabalável, enquanto fala com o CEO da editora, do outro lado do pátio a cena era de cortar o coração de qualquer ser humano. Encostado numa estaca de madeira do curral, a uns vinte metros de distância, o vaqueiro Fred não está satisfeito com a interrupção do lance entre eles. O rapaz, normalmente tão altivo, forte e ágil na sela dos cavalos, segura o chapéu de palha contra o peit

  • A Fotógrafa e o Fazendeiro: O Garanhão No Laço    No Escurinho

    DiegoInclinando a cabeça, sussurro bem no pé do ouvido dela, sentindo o perfume suave do seu pescoço:—Se ficar me provocando vou te mostrar o meu " jeitinho", bem ali atrás dos arbustos.​Janaína solta uma gargalhada gostosa:​— "Tem que dar tudo o que eu quero", igualzinho à música, certo?​— Então me diz o que tu quer... — sussurro, roçando meus lábios nos dela, antecipando a delícia de ouvir minha esposa no seu modo atrevida.​— Daqui a pouco eu digo... — ela faz charme, me deixando louco de tesão.​A gente continua dançando, colados, completamente alheios ao resto do salão.​— Sabe quais são os mandamentos que eu mais gosto nessa música, amor?​— Hum... Espero que sejam o quarto e o quinto!​— Ah, danadinha, tu acertou em cheio!​Coincidentemente, a banda canta justamente essa parte:​"O quarto é brincar no escurinho / ser o lobo mau e ela o chapeuzinho / o quinto, tem que ser bem safadinho..."​Janaína me olha com intensidade:​— Acho bom você cumprir esses mandamentos!Meus ol

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