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Na Oficina

last update publish date: 2026-08-20 10:10:53

Janaína

​Depois do vendaval de provocações, ficou acertado que as caminhonetes seriam levadas para a oficina do Seu Toinho, a mais conhecida no centro de Soure.

​Eu me enfio de volta na caminhonete. Lene entra pelo lado do passageiro. Ela me olha de lado, os olhos faiscando de curiosidade.

​Dou a partida e passo a engrenar as marchas devagar. Acompanho a Hilux do Diego, à nossa frente.

Minha amiga não aguentou cinco segundos:

​— Mermã... — Lene começa, virando o corpo de lado no banco e me en
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    Janaína​(Dois meses depois...)​São exatamente três horas e dezessete minutos da manhã quando abro os olhos no escuro do nosso quarto.​Olho para o lado. A respiração pesada e ritmada do Diego só faz intensificar a minha urgência incontrolável de comer fatias de manga com mostarda sobre um pedaço de queijo de cabra.​Fico com a boca cheia d'água na hora. Sei que não é fome comum. É uma necessidade vital, um comando absoluto enviado direto do meu útero para o meu cérebro. É uma emergência!​Sento-me devagar na cama, acariciando a barriga levemente saliente sob a camisola leve.​— Céus... tu não podia ter esperado o sol nascer, amorzinho? — murmuro num tom baixinho, mas a salivação só aumenta.​Tento mudar o foco do pensamento para outras coisas: os hóspedes do hotel, a preparação do chá de revelação, o sexo selvagem com meu cowboy... Nada alivia! Não posso correr o risco de deixar meu bebê nascer com cara de manga.​Não tem jeito. Viro-me para o Diego e dou uma cutucada firme no om

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