LOGIN~MINA~—Valdés disse que, se Artem não cumprir logo, vai contar a Ezequiel quem estava por trás de Ramiro e de Chuy. Também vai dizer onde ele pode encontrar essa pessoa.Maksim parou de se mexer e a expressão em seu rosto mudou imediatamente. Até aquele momento, ele havia permanecido recostado em uma das poltronas, escutando enquanto Artem resumia o que havia acontecido, mas aquilo bastou para que se endireitasse e apoiasse os antebraços sobre as pernas. Alessia, sentada ao seu lado, também ficou séria e dirigiu o olhar para Artem.—Esse filho da puta está começando a se achar esperto demais —disse Maksim.—Sim —respondeu Artem—. Mas também está cansado de esperar.Eu estava sentada ao lado dele e sentia seu braço roçando o meu. Havíamos decidido nos reunir com Maksim e Alessia porque, depois da ameaça de Valdés, já não fazia sentido continuar adiando aquilo que sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, teríamos que fazer.Artem e eu havíamos conversado antes de vir e estávamos de acord
~ARTEM~Soltei o ar pelo nariz e apertei o celular contra a orelha, contendo a irritação que senti subir pela garganta e a vontade de mandá-lo à merda.Valdés já estava acabando com a minha paciência.—Já te disse que vou cumprir.Sua resposta veio carregada de irritação.—É isso que você me diz todos os malditos dias, russo de merda. Todos os dias eu te ligo para exigir que cumpra sua parte e todos os dias você me promete que vai cumprir, mas continuo sem ver resultados. Já se passaram semanas desde que fizemos nosso acordo e desde que cumpri a minha parte, e estou farto de esperar que você cumpra a sua.Olhei para Mina. Ela continuava perto de mim, embora já não estivesse falando. Havia percebido a mudança na minha expressão e agora me observava atentamente, enquanto atrás dela continuavam o barulho das ferramentas e as vozes dos homens trabalhando. Emiliano permanecia sentado à sua mesa, completamente alheio a tudo, concentrado em seu dinossauro verde.—Não preciso que você me ligu
Mais alguns dias depois...\~ARTEM\~Quando cheguei ao imóvel, o barulho das ferramentas podia ser ouvido do lado de fora. Havia homens trabalhando em várias partes do lugar, materiais empilhados perto de uma parede e uma parte da cozinha já começava a tomar a forma que Mina havia imaginado desde aquela primeira noite em que lhe entreguei a chave.A primeira coisa que vi foi ela.Estava de pé ao lado do supervisor da obra, apontando para alguma coisa nos fundos enquanto falava em inglês. Não era perfeito. Ela ainda fazia pequenas pausas, procurava alguma palavra e, de vez em quando, corrigia uma frase enquanto falava, mas já conseguia manter uma conversa sem depender do tradutor do celular nem de alguém ao seu lado repetindo tudo por ela.—The counter... I want it a little more... —franziu a testa, procurando a palavra—. Wide. More wide.O supervisor sorriu.—Wider.—Yes. Wider. So we have more space here.Fiquei alguns segundos observando-a antes de continuar avançando.Eu não precis
~MINA~Peguei um limão, coloquei na boca, me acomodei no meu banquinho e esperei o movimento do loiro, fingindo calma, embora a verdade fosse que aquele beijo tivesse me deixado atordoada e com vontade de que aquele russo me agarrasse com seus braços fortes, me levantasse do chão, me colocasse na bancada e me possuísse como um animal no cio. Mas eu queria brincar, mesmo que fosse só um pouquinho, e estava curiosa para saber o que ele faria comigo.Depois de rosnar para mim como um cachorro raivoso por tê-lo afastado, Artem serviu-se de outro shot, pegou o saleiro e me olhou como se ele fosse um predador e eu sua presa. Minha pele ficou arrepiada e meus mamilos endureceram, ardendo de desespero para que seus dedos, sua boca, sua língua ou seus dentes lhes proporcionassem algum atrito.“Por que diabos me ocorreu essa porra de brincadeira?”, pensei, quando ele se aproximou e, com um dos joelhos, abriu minhas pernas bruscamente e se acomodou entre elas. Ele levou uma mão ao meu peito e
~ARTEM~Eu também me levantei e, com lentidão deliberada, comecei a tirar cada peça de roupa diante do olhar atento da minha mexicana, que não perdeu nenhum detalhe do pequeno espetáculo erótico que lhe ofereci enquanto me despia.Eu também mantive meus olhos fixos nela, absorvendo cada uma das deliciosas e tentadoras curvas de seu corpo voluptuoso.Segundos depois, estávamos ambos totalmente nus um diante do outro, e minha mente ficou em branco enquanto a contemplava, e minha língua ansiava por lamber o mais rápido possível sua pele macia.Imaginei os lugares por onde eu iria levá-la e o contraste que a mistura do sal, do sabor ácido do limão, do pesado e amargo da tequila e do doce de sua pele provocaria em minhas papilas gustativas.Blyat.Meu pau ficou ainda mais duro e ansioso, e eu não consegui mais me conter. Agarrei-o com uma mão e o apertei com força, deixando escapar um gemido gutural.Engoli em seco. Meu corpo começou a parecer que estava em chamas com a necessidade de poss
~ARTEM~ Na volta para o apartamento, paramos em uma loja de bebidas. Minha ideia era comprar uma boa garrafa de champanhe para continuar a comemoração em particular, mas Mina decidiu mudar meus planos assim que sugeriu que seria melhor levarmos uma garrafa de tequila. Não discuti muito. Eu havia aprendido que, quando ela propunha alguma coisa com aquele sorriso, normalmente significava que já tinha uma ideia na cabeça e que discutir só adiaria o inevitável. Assim, acabamos chegando ao apartamento com uma garrafa de tequila. Mina deixou a bolsa sobre uma cadeira e foi diretamente para a cozinha procurar alguns limões e sal, enquanto eu fechava a porta. Quando cheguei à ilha, ela já estava procurando copinhos nos armários. —Vejo que sabe exatamente o que está fazendo. —É claro —respondeu sem olhar para mim—. Sou mexicana. —Isso não significa que ensinaram você a beber tequila desde que nasceu. Ela se virou para mim com uma expressão ofendida. —Claro que sim. Em vez de leite, nó







