LOGIN(Livro II – Continuação de Marcada pelo Alfa Cruel) Ela não é mais apenas uma fêmea marcada. Ela é o estopim da guerra. Liah sobreviveu à marca. Mas ninguém sobrevive ileso ao que ela desperta. Foi quebrada pelo Alfa mais cruel dos clãs. Marcada no corpo. Ferida na alma. E presa a um amor que nasceu da violência. Agora, seu nome ecoa como ameaça. Os clãs se levantam. Profecias despertam. E seu corpo passa a valer mais do que tronos. Magnus a quer de volta. Não por redenção. Mas por posse. Rhaziel a protege. Não por desejo. Mas por escolha. Entre dois alfas, Liah carrega algo capaz de coroar reis… ou reduzir reinos inteiros a cinzas. Nesta história, ela não será salva. Não será domada. E não será apenas amada. Amada. Temida. Desejada. Nesta guerra, Liah não é o prêmio. Ela é o campo de batalha. E quando sangue, poder e profecias colidem, uma verdade se impõe: Não vence quem ama mais. Vence quem está disposto a destruir tudo.
View MorePOV Liah O Salão das Mil Lanças cheirava a carne de porco tostada na gordura, alecrim esmagado e suor disfarçado sob perfumes caros de sândalo. O som das mandíbulas mastigando e das taças de prata batendo na madeira maciça formava um zumbido constante, uma colmeia de lordes e generais que me observavam por baixo dos cílios. A cadeira de espaldar alto cravava sua madeira esculpida na minha coluna. Eu mantinha a espinha tão reta que os músculos da minha lombar protestavam em fisgadas mudas. O ar no salão era pesado, quente demais, mas minhas mãos sobre a mesa estavam geladas. Eu sentia o olhar deles arrastando pelo meu rosto, descendo para a linha do meu pescoço, parando exatamente na marca de dentes escurecida que Magnus havia deixado ali. A marca do Alfa. Lorde Kaelen estava sentado a quatro cadeiras de distância, à minha direita. O gibão de veludo verde dele parecia apertado no pescoço grosso. Ele não parava de girar a haste da taça entr
POV: Magnus O pátio ainda estava dentro de mim. O som. O silêncio. O jeito que eles olharam para ela. Não como olhavam antes. Não como se olha para algo frágil. Nem como se olha para algo desejado. Mas como se olha para algo que… pode matar. E isso— Isso não deveria ter me incomodado. Mas incomodou. Caminhei pelo corredor sem direção. O som das minhas botas batendo na pedra ecoava alto demais, seco demais, como se o castelo inteiro estivesse vazio — mas não estava. Eu sentia. Atrás das portas. Nos cantos. Nos corredores cruzados. Eles estavam falando. Sobre ela. Sempre sobre ela. Minha mandíbula travou. O gosto de ferro voltou à boca. Eu queria sangue. Ainda queria. Mas não o deles. Não m
POV: Liah Eles vieram assistir. Eu senti antes de vê-los. O peso. Não de corpos — de olhos. O pátio respirava diferente naquela manhã. O ar estava mais denso, como se cada inspiração precisasse ser puxada à força para dentro dos pulmões. O cheiro de ferro ainda estava ali, grudado nas pedras, misturado com suor, couro e medo antigo. Não o medo de morrer. O medo de entender. Meus dedos tocaram a pedra fria da balaustrada por um segundo. Senti a textura irregular sob a pele — áspera, firme, real. Eu precisava disso. Precisava sentir algo que não fosse o que se movia dentro de mim. O ventre pulsou. Lento. Presente. Como se soubesse. — Tragam o primeiro. Minha voz não saiu alta. Mas atravessou o pátio como lâmina. O som das correntes veio antes da visão dele. Metal raspando metal. Um som arrastado, pesado, que parecia ecoar dentro dos ossos. Quando ele surgiu, o silêncio já tinha se espalhado completamente. O lorde do Oeste. Não parecia mais um lorde. Os ombros caídos
POV Magnus O castelo respirava errado. Eu senti antes de qualquer palavra ser dita. Não era o cheiro de sangue — esse eu conhecia bem demais. Era outra coisa. Mais sutil. Mais perigosa. Como carne deixada tempo demais ao ar livre. Como algo que apodrece por dentro antes de romper por fora. Traição. Quando encontrei Rhaziel, não precisei de explicações. Mas eu quis ouvir. — Fala. Ele não tentou suavizar. Nunca tentou. — O Oeste. Dois do Sul. Tentaram negociar com o Leste. Meu corpo ficou imóvel. Mas não calmo. — O quê. Uma palavra. Baixa. Pesada. — A criança. Não houve pensamento depois disso. O que veio foi instinto. Cru. Direto. Antigo. O lobo não pediu controle — ele tomou. Atravessei o corredor sem ouvir mais nada. Nem passos, nem vozes, nem ordens. Só o som do próprio sangue pulsando nos ouvidos, forte o suficiente para abafar o mundo inteiro. Os guardas na porta hesitaram. Eu não. — Saiam. Eles saíram. Quando a porta abriu, o medo deles me atingiu como c
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