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Conversa com sua mãe

ผู้เขียน: Jaque Luz
last update วันที่เผยแพร่: 2025-08-23 10:35:17

— Me desculpe, doutor Guimarães. Pode prosseguir. Eu só quero saber onde tenho que assinar para receber o que é meu de direito e voltar para o Rio — disse Sofia, voltando a se sentar, ainda ofegante.

— Bem, não é tão fácil assim, senhorita. Para receber o que é seu de direito, você terá que administrar a mineradora junto com o senhor Mikail, que é o outro herdeiro citado no testamento. Ou, se preferir, pode vender sua parte para ele e seguir sua vida com o dinheiro da venda, que vai lhe garantir uma vida de luxo e conforto pelo resto da vida.

— O quê?! Ele não deixou nada para mim?! Eu, a irmã que cuidou dele durante toda a vida?! — gritou Ludmila, indignada.

— Sinal de que é tão insuportável que nem seu irmão gostava de você — retrucou Sofia, fria como gelo.

— Quanto a isso, não se preocupe, mamãe — disse Mikail, lançando um olhar protetor à mãe.

— Tudo que é meu é seu e da Tatiana. Nunca vou lhes deixar faltar nada. E você... — voltou-se para Sofia .

—... estou disposto a comprar sua parte na empresa e todos os imóveis que herdou, por um preço justo, até por mais do que valem. Além da empresa que herdei do meu tio, tenho meus próprios investimentos e posso pagar muito bem a você por cada ação e imóvel que herdou dele.

Sofia o encarou por um momento. Um frio percorreu sua espinha, mas não era medo. Era algo mais denso. A forma como ele a olhava despertava nela uma raiva inflamada por desejo.

— Pois eu não vou vender nada. Não vou facilitar as coisas para você. Se aquele velho maldito queria que eu dirigisse sua empresa ao lado do seu querido sobrinho, é isso que vou fazer, mas não por ele ,é claro. Sou formada em administração. Se prepare, porque amanhã mesmo estou assumindo meu lugar na diretoria — declarou, firme.

— Mas eu que administro a mineradora ao lado do Mikail. O meu padrinho me escolheu para dirigir a empresa com ele — protestou a noiva dele, manifestando-se pela primeira vez.

— Pelo jeito, antes de morrer, o velho mudou de opinião. Passar bem, senhores — disparou Sofia, com um meio sorriso desafiador nos lábios.

Ao sair da sala, sentiu o olhar de Mikail queimar em suas costas. Ela sabia que aquele era apenas o começo da guerra que acabou de ser declarada por ela a família Oslov.

Assim que chegou ao hotel em que estava hospedada, Sofia entrou no quarto, jogou a bolsa na poltrona e ligou imediatamente para sua mãe. Precisava desabafar, contar tudo o que tinha acontecido na mansão dos Oslov. Ainda estava trêmula, mas por dentro fervia de raiva.

— Mãe... você não faz ideia do que aconteceu hoje — disse, enquanto andava de um lado para o outro na suíte espaçosa e fria.

Ela contou tudo: os olhares, os comentários maldosos, o testamento, o choque de todos ao saberem que ela herdaria metade de tudo que Alfredo Oslov possuía.

Do outro lado da linha, sua mãe suspirava com pesar.

— Filha, deixa isso de mão. Não se mete com essa família maldita que tanto mal me fez. Você não precisa disso, nós não precisamos de nada deles ,eu já estou recebendo a pensão por morte do seu pai , o melhor pai que eu podia ter te dado.Esquece essa família filha e venha para casa.

Sofia apertou o celular com força.

— Nada disso, mãe. Eu vou ser uma pedra no sapato deles. Um por um vai se arrepender de cada humilhação que te fez passar e Mikail Oslov o sobrinho preferido de Alfredo Oslov ,aquele velho maldito vai ser um deles que vai se arrepender de ter cruzado meu caminho.

— O que está dizendo ,filha ?De todos eles se tem um que mostrava algum respeito por mim, foi Mikail. Ele nunca me tratou mal, era apenas polido e distante.

— Mas a senhora mesma me disse que quando via a mãe ou a irmã dele te humilhando, ele nunca fez nada! Nunca as repreendeu! Então, pra mim, ele é tão ruim quanto o resto. E eu já sei exatamente como vou me vingar daquele playboy.

Sua mãe ficou em silêncio por alguns segundos, antes de falar com preocupação:

— Filha... se a sua vingança for seduzir Mikail, toma cuidado. Você pode acabar caindo na própria armadilha. Ele é muito bonito e um sedutor nato. Pelas fotos que vi, é o tipo de homem que faz qualquer mulher perder o juízo, sem contar ,que ele pode ser a mesma coisa que o tio , lindo por fora e tão impeioedoso e cruel por dentro.

Sofia soltou um risinho.

— Eu admito, ele é bonito. Muito. Mas não é o meu tipo. Nunca gostei de homens filhinhos da mamãe como.ele , porque para mim é isso que ele é. Fica tranquila, não corro esse risco. Meu plano é simples: fazer Mikail se apaixonar por mim… e depois pisar nele.

Antes que sua mãe pudesse responder, ela mudou de assunto , contando que ele herdou também metade da mansão onde eles moram e pretende se mudar para lá.

— E adivinha? Já estou providenciando minha mudança para lá. E vou mandar suas passagens, porque você vai morar comigo, mãe. Se saiu de lá como uma empregada,fugida e humilhada pelas portas dos fundos , agora vai entrar pela porta da frente como uma verdadeira rainha, que sempre foi para mim , mãe.

— De forma alguma! Nunca mais ponho os pés naquela casa. Só de pensar já fico mal.

Sofia suspirou, compreensiva.

— Tudo bem, mãe. Eu entendo. Então vou comprar um apartamento pra você. Já recebi uma grande quantia em dinheiro que faz parte da herança na minha conta. Mas eu preciso ficar naquela casa… é o melhor lugar para colocar meus planos em prática.

Sua mãe ainda tentou argumentar, mas conhecendo Sofia como conhecia, sabia que nada mudaria sua decisão. Quando a ligação terminou, o sol queimava alto em Minas e o calor era quase insuportável.

Sofia decidiu tomar um banho refrescante. Saiu do banheiro com o corpo ainda úmido, vestida apenas com um robe de seda negro que deixava suas pernas bronzeadas e torneadas à mostra. Os cabelos escorridos desciam pelas costas e ela estava descalça.

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