เข้าสู่ระบบPOV: AIRYS
A voz do beta rompeu o silêncio, e eu me virei para ele.
— O Alfa me alertou que você estava analisando cada caminho por onde passava. A mansão foi construída para ser impenetrável.
Eles haviam percebido minhas intenções.
— Estão tentando evitar que alguém entre... ou saia? — Me aproximei do seu lado.
— Você é astuta. — Symon comentou enquanto dobrava um corredor estreito, escolhendo um caminho diferente. Franzi o cenho, confusa com a mudança de rota.
— A segunda opção é a mais adequada. — Ele continuou, sem me olhar. — Deve saber das histórias sobre o novo Lycan Supremo.
Engoli em seco.
— Sei que sua fera é instável. Na noite do Solstício Sombrio, Daimon foi consumido por seu lobo, Fenrir. Ele perdeu o controle, tomado pela sede de sangue e guerra... e isso levou à morte de seu próprio irmão. — Minha voz vacilou ao lembrar da história que o antigo Alfa da minha alcateia, o pai de Malik, contava com tanto temor. — É isso que estão tentando conter?
Symon permaneceu em silêncio, apenas parando diante da porta do meu quarto.
— É a primeira vez que Fenrir encontra um espírito forte o suficiente para suportar sua alma lupina. Nem mesmo a Deusa Lua conseguiu domá-lo. — Ele finalmente falou, sua voz carregada de algo indecifrável. — O elo entre a fera e o homem foi completo. Mas, dessa vez, Fenrir exigiu algo que nunca havia pedido antes.
Meu corpo ficou tenso.
— O que seria? — Perguntei, entrando no quarto e me virando para encará-lo.
Symon segurou meu olhar por um momento antes de soltar a resposta com frieza.
— Uma companheira de alma.
A porta se fechou, me deixando ali, parada em meio ao quarto, o peito subindo e descendo rápido demais.
— Uma companheira de alma? — Sussurrei para mim mesma, levando a mão à boca, incapaz de processar o que aquilo significava.
Fui para o banheiro realizar minha higiene. Meu corpo inteiro doía. Enchi a banheira e mergulhei, deixando a água quente aliviar o cansaço. Fiquei ali por um tempo, tentando organizar os pensamentos.
Após terminar, parei em frente ao espelho. Meus dedos tocaram os hematomas espalhados pelo meu corpo, cada ponto roxo, cada marca deixada pelo teste brutal. Virei de costas e observei as marcas de garras elevadas em minha pele. Suspirei pesado.
— O que era aquilo que me caçava? — Murmurei. — E por que disse que eu era a escolhida?
O pensamento persistia.
“Podia ter nos matado, mas não o fez.”
Caminhei para o quarto e notei um vestido de mangas longas em tons escuros sobre a cama. O tecido era pesado, elegante, com um suave decote. Ao lado, sapatilhas delicadas completavam a vestimenta.
Torci o nariz. Indo até o guarda-roupa, abrindo as portas, encontrei roupas muito mais confortáveis.
— O que ele pensa que sou? — Resmunguei, pegando uma das calças. — Uma boneca que ele poderá vestir como quiser?
Meu tom se tornou mais irritado conforme puxava uma blusa.
— Daimon Fenrir parece se esquecer que sou uma humana, não uma loba. Não preciso me submeter aos seus caprichos.
Uma batida suave na porta me fez erguer o olhar. A governanta entrou e fez um breve gesto, indicando que era hora do jantar. Suspirei, ajustando a roupa que escolhi e segui pelo corredor em silêncio.
Ao chegar à sala de jantar, meu olhar imediatamente encontrou Daimon.
Ele estava sentado como um verdadeiro rei. Um dos cotovelos apoiado na mesa, a cabeça levemente inclinada, os olhos semicerrados. A ponta do dedo repousava sobre a bochecha, a outra mão segurava um copo. Ele levou a bebida aos lábios sem pressa.
— Não foi a roupa que escolhi. — Sua voz soou baixa com um rosnado sutil que fez o ambiente parecer menor. — Você é teimosa, pequena humana.
— E você é mandão, grande Alfa. — Retruquei com sarcasmo, sentando-me na cadeira ao seu lado, no lugar indicado pela empregada.
Notei o olhar arregalado que ela me lançou antes de balançar a cabeça em negação e sair apressada pela porta.
— Parece que todos o temem. — Observei, vendo o garçom preencher meu prato e a taça de vinho sem ousar respirar muito perto do Alfa Supremo.
Daimon não reagiu de imediato, apenas girou levemente o copo em sua mão, observando o líquido escuro.
— Eu deveria o temer? — Perguntei, erguendo a taça e levando o vinho adocicado aos lábios.
Ele estalou a língua, presunçoso.
— Isso depende. — Respondeu, indecifrável.
— Depende do que exatamente? — Franzi o cenho, bebendo mais um gole antes de encher minha taça novamente. O empregado hesitou em se aproximar, mas antes que pudesse agir, levantei a mão. — Deixe a garrafa, querido.
Daimon soltou um grunhido baixo, uma risada contida no peito. O som reverberou de forma perigosa.
— Do quão longe você pretende ir comigo, pequena. — Rosnou, sua mão se fechando firmemente sobre a minha, afastando a garrafa para longe. Seu toque era quente, forte. — Uma dama não deveria se embriagar.
Senti um arrepio correr pela espinha, mas não recuei.
— Que bom que você está diante de uma prisioneira e não de uma dama. — Sorri com ironia, segurando a taça e inclinando-a em sua direção. — Mas e você, Alfa Supremo, é um cavalheiro?
Daimon não piscou. Seu olhar permaneceu fixo no meu, como se estivesse decidindo se ria ou se me colocava no lugar. O canto de seus lábios ergueu-se levemente.
— Hunf, Airys Monveil, você é mesmo... — Ele hesitou, como se ponderasse suas palavras. Seus olhos escureceram, carregados de algo mais profundo. — Desafiadora.
Ele preencheu meu copo, e meus olhos foram atraídos para os botões abertos de sua camisa. A tatuagem em seu ombro descia pelo peito, serpenteando pela pele firme até desaparecer sob o tecido.
— Que forma peculiar de me avaliar, humana. — Sua voz carregava um tom provocativo, e ele se recostou, satisfeito com minha reação.
Senti minha pele aquecer. Virei o rosto rapidamente, tentando conter o rubor.
— Não se ache tanto, fera. — Respondi, mantendo a voz firme. — Só estava tentando entender o desenho da sua tatuagem. Não o estava cobiçando.
Daimon apenas continuou me observando, sério, sem desviar o olhar. O silêncio se estendeu. Minha perna começou a balançar de ansiedade, o peso daquele olhar me deixando inquieta.
A pressão se tornou insuportável. Então, rompi com as perguntas que fervilhavam em minha mente.
— Vai me dizer o que o mais poderoso Lycan da história fazia em um leilão de quinta? — Bebi um gole do vinho, sentindo a ousadia subir. — Ou quem eram aquelas duas mulheres simpáticas que fizeram… bem, nem sei o que fizeram comigo? O que era aquela coisa que me caçou? O que significa ser designada?
Daimon rosnou baixinho, o som reverberando na mesa. Suas garras tilintaram contra a madeira, impacientes.
— Você é barulhenta. — Seu tom veio carregado de irritação. — Suas perguntas não são as corretas.
Minha coluna se endireitou. Encarei-o, desafiadora.
— E qual seria a pergunta certa, então? — Meu tom saiu mais ácido do que planejei.
Antes que pudesse reagir, Daimon moveu o pé, puxando meu banco para mais perto dele. O movimento me pegou de surpresa, soltei um gritinho segurando o assento e ergui os olhos surpresa ficando cara a cara com ele.
— Por que eu ainda não a matei? — Seu timbre era baixo e grave, mas carregava algo denso e perigoso.
POV: ORIONApesar das lágrimas escorrendo, percebi o alívio no semblante de Amicia. Quando Jasper a puxou para seus braços em um abraço protetor, ela virou discretamente o rosto na minha direção. Pelas frestas, sua voz baixa chegou apenas a mim:— Obrigada.Sequei o canto da boca manchado de sangue com o polegar e arqueei uma sobrancelha, piscando para ela com um meio sorriso que só reforçou minha decisão.— Como você ousa, Orion? — Jasper rugiu, os punhos trêmulos, a respiração pesada. — Fazer isso com a minha família? Humilhar minha filha diante de todas as alcateias? Onde está o respeito, onde está a consideração por nós?“Ah, o escândalo. O drama. A moral inflamada de um Beta ferido no orgulho.” meu lobo soltou um riso áspero, ecoando no fundo da mente. “Quase admiro a coragem dele em gritar com você, mas sabemos que se você quiser... ele se ajoelha no mesmo instante.”— Me faço a mesma pergunta sobre vocês. — Ajustei a postura, deslizando as mãos para dentro dos bolsos, firme, ma
POV: ORION— Isto está errado. — Hela rosnou, soltando minha mão e recuando com os olhos azuis faiscando fúria. — Não vim aqui para isto.Ela tentou passar por mim, mas agarrei seu punho, puxando-a de volta com firmeza. Inclinei a cabeça, semicerrando os olhos ao avaliá-la de perto.— E por que exatamente a filha do Alfa do Norte, inimigo da nossa casa, está no baile do Supremo? — Rosnei baixo, as presas expostas, travando-a em meus braços. — Veio se infiltrar e abrir caminho para um ataque surpresa?“Você sente.” meu lobo sussurrou, ácido e sábio. “E ela também sente. Mas olha como tenta negar... como se fosse possível escapar de nós.”Hela parou, surpresa por um instante, e depois riu. A risada era firme, carregada de desafio, mas tinha um calor que atravessou meu peito e me irritou por me afetar.— Um ataque surpresa contra o Alfa Supremo e a Luna Suprema? — Sua voz saiu afiada, zombeteira. — Com um estalo, seus pais nos exterminariam. Acha mesmo que o meu povo é tão burro a ponto
POV: ORION— Quem é você? — Chamei firme, sem obter resposta. O faro não enganava, tinha alguém atrás de mim. Virei em um movimento seco, agarrei o braço e lancei com brutalidade contra o chão. — Merda, você me assustou!— Eu te assustei? — Theron rosnou, voz carregada de irritação, enquanto ajeitava o corpo. — Você me jogou no chão e ainda arruinou meu terno. Sabe o quanto custou essa merda?— Não deveria chegar sorrateiro. — Cuspi as palavras, mantendo o olhar sério, mas um sorriso de canto escapou quando estendi a mão para ajudá-lo a levantar. — O que faz aqui fora, em vez de bancar o príncipe no baile?Ele aceitou minha mão, se levantando com um estalo no pescoço. O olhar dele, no entanto, era diferente: sombrio, carregado de algo que não quis confessar.— O que você faz aqui? — A voz dele veio hostil demais. Franzi o cenho, avaliando-o em silêncio por um momento. — Mamãe pediu para te chamar. Parece que você deixou Savanna e Jasper agitados com sua falta de reação sobre o casamen
1 – O BAILE DA UNIÃOPOV: ORION— Odeio bailes. — resmunguei baixo, sem disfarçar o tédio.“Muita gente falsa sorrindo e sonhando com a sua queda.” meu lobo ironizou, a voz grave ecoando dentro de mim. “Se fosse por mim, já estaríamos separando os que servem e os que não merecem respirar.”— Controle-se. — murmurei, erguendo o queixo, o olhar firme. — Não posso rasgar ninguém em plena celebração.Theron surgiu ao meu lado com uma taça de vinho, arqueando uma sobrancelha.— Cuidado, irmão. Com essa cara, vai acabar espantando as pretendentes.— Melhor espantá-las do que dar falsas esperanças. — rebati, seco.Ele riu, provocador.— Você é mesmo um encanto. Se continuar assim, papai vai começar a empurrar candidatas direto para o seu colo.— Ele já começou. — encarei meu irmão, irritado. — Amicia.O sorriso dele vacilou.— Amicia é só uma sugestão. — disfarçou, bebendo um gole.Estreitei os olhos, analisando-o. O modo como desviou o olhar, a tensão nos ombros, tudo gritava.— Você está es
POV: AIRYSDaimon agarrou meu pescoço com firmeza, dominante, sem me ferir. Sua mão quente pressionava minha pele sensível, me puxando para mais perto de seus lábios até nossos olhares se alinharem. Meu corpo estremeceu com a intensidade dele. Seus olhos terrosos cintilavam em vermelho, Fenrir à espreita, ardendo entre nós.— Não mais do que eu a amo, minha rainha. — A voz dele saiu carregada, grossa, vibrando entre nós. Seus olhos desceram lentamente para os meus lábios antes de voltarem aos meus, me prendendo sem chance de fuga. — Podíamos deixar Jasper de babá e irmos para casa.— Ei, eu estou aqui e ouvindo vocês dois... fala sério... — Jasper bufou, revirando os olhos enquanto se levantava com aquele ar debochado. — Vão lá, eu seguro os pestinhas.Mas antes de nos
POV: AIRYSEncostei-me contra a árvore, observando a cena diante de mim com o coração acelerado. Daimon estava apenas de moletom preto, o torso nu marcado pelas cicatrizes e músculos definidos que se moviam em cada comando firme. Ele treinava nossos filhotes com um orgulho escancarado no olhar, corrigindo posições, ajustando golpes, e incentivando cada um deles com aquela autoridade que ninguém ousava questionar.De vez em quando, seus olhos terrosos me encontravam à distância. Bastava um único olhar para que um arrepio intenso percorresse minha pele, fazendo-me morder os lábios em pura provocação. Eu sabia exatamente o efeito que causava nele, e sabia também que seria deliciosamente punida por tanta audácia.“Você está completamente entregue, Airys...” Rielly ronronou dentro de mim, satisfeita. “Nosso







