LOGINToda véspera de Natal, o herdeiro da família mafiosa Marco, Adrian Marco, deve seguir a tradição da família: sortear um nome para decidir se pode se casar comigo ou não. Porque eu, Irene Cast, não nasci na máfia. A menos que ele tire o papel com o meu nome, ele não pode me tomar como esposa. Por quatro anos, Adrian sorteou quatro vezes. E nenhuma vez saiu o meu nome. Sempre acreditei que ele brigava com a família por minha causa, que estava disposto a arriscar perder o posto de Don só para me escolher. Toda vez que falhava, ele me abraçava com força e sussurrava: – Tudo bem. Sempre tem o ano que vem. E eu o amava tanto que doía. Doía a ponto de eu aceitar esperar, ano após ano. Este ano, eu disse a mim mesma: Se ele ainda não tirar meu nome… vou trocar o resultado em segredo. Cheguei de mansinho à porta do escritório de Adrian e ouvi seu irmão mais novo perguntar: – Don… todo ano você tira o nome da Irene. Por que finge que não saiu? É porque você ainda não conseguiu deixar a Sera ir? E ele apenas respondeu, com a voz fria: – A Sera precisa de mim para algo urgente. Faça como sempre: troque o nome da Irene por um papel em branco. Ele saiu sem olhar para trás. Em vez de trocar, o irmão jogou o papel em branco no lixo, deixou o papel com meu nome sobre a mesa e saiu apressado atrás de Adrian. Entrei no escritório, peguei o papel em branco do lixo e substituí pelo que tinha meu nome. Observei meu próprio nome cair na lixeira. Adrian… eu não quero mais esperar e casar com você. Vou te conceder a sua escolha.
View MoreNaquele dia, eu caminhava pela praia como de costume.O céu estava pesado de nuvens de tempestade, do tipo que desaba sem aviso.Eu estava prestes a voltar quando algo se mexeu na mata.Algo rasteiro, rápido, quase animal.Congelei, sem saber se avançava ou desviava.E então Adrian surgiu do outro lado do caminho.Tudo desacelerou.Eu me virei, confusa, e vi.O cano de uma arma cuspindo fogo.Uma bala cortando o ar em direção às minhas costas.Adrian não hesitou.Nem por um segundo.Ele se atirou sobre mim, braços abertos, me jogando na areia, o corpo inteiro cobrindo o meu, me protegendo.– Bang! Bang! Bang!Cada disparo acertou, o impacto surdo explodindo em suas costas.O corpo dele se sacudiu violentamente sobre o meu.Ele soltou um gemido abafado — sangue quente, metálico, respingando na minha orelha, no meu pescoço.O calor me congelou no lugar.Era como se o mundo tivesse sido silenciado.Os gritos dos seguranças, mais tiros… tudo se dissolveu, como algodão.Tudo
Tirei o primeiro papel. Em branco.O rosto de Adrian mudou, saiu de uma esperança para uma decepção opaca e lenta. E lhe dei um sorriso suave.– Foi você quem sempre disse que isso era a vontade de Deus.Ele nem piscou.– De novo.Tirei o segundo. Ainda em branco.– Parece que você vai ter que esperar pelo menos mais um ano.Adrian balançou a cabeça, teimoso.– Não importa quantos anos leve… eu espero.Ele parecia tão cheio de esperança.Exatamente como eu costumava ser.Ano após ano.O terceiro papel… também em branco.As sobrancelhas de Adrian se franziram, aquele olhar — ferido, injustiçado, incapaz de acreditar no que estava acontecendo.E isso… isso finalmente quebrou algo em mim.As lágrimas caíram.– Alguns minutos — só alguns minutos — e você já fica chateado?!– Você acha isso insuportável?! e tem ideia de como foi pra mim? Esperar todo ano, rezar, e me decepcionar todas as vezes? Todos aqueles minutos, horas, anos… você sabe como aquilo doía?! Você sabe como eram
– Me desculpa… – a voz de Adrian estava áspera, raspada até o limite, os olhos injetados de sangue. – Irene, por favor… eu estou implorando. Me dá mais uma chance.As palavras saíram atropeladas, frenéticas.– Se você quiser me punir, tudo bem. Faça isso. Você pode até deixar o destino decidir — sortear, jogar uma moeda, trocar minha vida pela sua. Eu aceito qualquer coisa que você me der.Eu congelei.Antes que eu pudesse falar, Julian se colocou à minha frente, a voz fria como gelo:– Chega, senhor Marco. Tenha um mínimo de respeito.A dor no olhar de Adrian estalou, queimou direto em fúria.Ele forçou uma respiração, se puxou de volta da beira do abismo e olhou para Julian.– Monroe… ontem você nem sabia que a minha Irene existia. Por que fingir que se importa agora?Ele fez uma pausa e lançou a bomba.– Deixa ela ir, e eu te dou trinta por cento do portfólio Marco.A sala explodiu.A família Monroe vinha de olho nos mercados do norte havia anos. Qualquer projeto dos M
O ar do sul me envolveu como uma maré quente. Em Chicago, eu ainda estaria enterrada sob um casaco pesado. Aqui em Miami, saí do aeroporto vestindo apenas uma camiseta.Meus pais estavam me esperando, sorrindo radiantes. E ao lado deles estava um homem que eu só tinha visto em revistas de negócios.Julian Monroe.Diferente de Adrian, cujo poder vivia nas sombras, Julian era o herdeiro dourado — do tipo que as mães usam como exemplo e os jornais elogiam.Meu noivo.Meus pais ainda arranjaram um carro separado para nós dois, para que pudéssemos "conversar".Depois de tantos anos com Adrian, amando-o e esperando por um casamento que nunca veio…E agora, conhecendo um completo estranho e, de repente, prometida a me casar com ele — aquilo parecia estranhamente como se render ao destino e, ainda assim… de alguma forma, fez meu coração palpitar em silêncio.Baixei a voz.– Você… tem regras? Tipo… sortear um nome antes do casamento ou algo assim?Julian riu baixinho.– Sortear o seu






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