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O pai que eu gostaria de ser

作者: Batistad
last update 公開日: 2026-09-12 08:17:09

POV: Damon

“Quando vocês tiverem filhos, eles também vão vir brincar aqui?”

A pergunta da menina me acertou com mais força do que qualquer conselho de administração.

Valentina ficou imóvel ao meu lado, ainda segurando a mão pequena da criança, e eu precisei desviar o olhar por um segundo porque a imagem veio antes que eu pudesse impedi-la. Uma casa barulhenta. Crianças correndo por um corredor. Valentina discutindo comigo porque alguém havia desenhado na parede. Eu fingindo indignação enquanto
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    POV: Valentina“Dessa vez eu não quero nenhuma regra.”Minha própria voz me surpreendeu.Damon estava a poucos centímetros de mim, ainda com os olhos presos aos meus depois do beijo que tinha encerrado tudo o que existira antes entre nós. Não havia contrato sobre a mesa. Não havia cláusula de exclusividade, prazo de seis meses, câmeras esperando do lado de fora ou uma mentira conveniente que pudéssemos usar no dia seguinte.Havia apenas nós dois.E, pela primeira vez, isso me assustava menos do que me fazia querer ficar.“Tem certeza?”, ele perguntou.Eu quase ri.Mesmo depois de tudo, Damon perguntava.Talvez fosse justamente por isso que eu conseguia responder.“Tenho.”“Valentina.”“Não transforme isso em uma reunião.”O canto da boca dele subiu.“Eu estava tentando ser responsável.”“Você pode ser responsável sem parecer meu advogado.”“Difícil. Tenho um excelente advogado.”Revirei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso.“Damon.”Ele ficou sério novamente.“Eu preciso sabe

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    POV: Damon “Tem mais uma coisa que você precisa ver.” Valentina ainda estava diante de mim quando abri a pasta preta que eu carregava havia meses para reuniões, auditorias, crises e qualquer situação que exigisse parecer mais racional do que eu realmente era. Ela me observou em silêncio enquanto eu afastava relatórios, cópias de procurações e anotações recentes até encontrar o envelope fino escondido no fundo. Eu sabia exatamente o que havia ali. Talvez por isso minhas mãos parecessem menos firmes do que deveriam. “Outro documento secreto?”, ela perguntou. Havia ironia na voz, mas pouca força. “Não.” Retirei o contrato. O primeiro. Não o que tínhamos assinado depois das negociações, nem a versão com alterações, cláusulas revisadas e exigências acrescentadas entre discussões. Era o original que eu tinha escrito antes de tudo virar uma guerra pública, antes da convivência, antes dos beijos que deixaram de ser atuação, antes de eu perceber que seis meses podiam ser pouco demais

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    POV: Valentina “Antes de Henrique me trair.” A frase ainda estava entre nós quando percebi o que eu tinha acabado de admitir. Damon não sorriu. Isso foi o que mais me atingiu. Qualquer outro momento teria arrancado dele alguma provocação, uma cantada indecente, uma expressão satisfeita de homem que finalmente conseguiu a confissão que queria. Mas ele apenas ficou me olhando, sério, como se soubesse que aquela verdade era delicada demais para ser transformada em brincadeira. Eu desviei os olhos primeiro. “Não faça essa cara.” “Que cara?” “A de quem acabou de ganhar alguma coisa.” “Não sinto que ganhei.” Olhei para ele outra vez. “Não?” “Você acabou de admitir que sentia alguma coisa enquanto estava com outro homem. Isso não me deixa feliz pelo que você viveu.” Meu peito apertou. Era exatamente esse tipo de resposta que tornava tudo tão difícil. Damon sempre parecia encontrar um jeito de destruir a versão superficial que eu tinha dele. “Eu não sabia o que era.” “Desejo

  • A Noiva de Vingança do CEO    Cada provocação era verdade

    POV: Valentina “Então quando você dizia aquelas coisas… você estava falando sério?” A pergunta saiu da minha boca antes que eu pudesse decidir se queria ouvir a resposta. Damon continuava diante de mim no escritório, alguns passos distante, como se entendesse que depois de três anos de silêncio e uma confissão capaz de desmontar tudo, qualquer aproximação precisava partir de mim. O homem que eu sempre associei a excesso de confiança parecia estranhamente vulnerável agora, sem a armadura das piadas, sem o sorriso calculado e sem uma provocação pronta para desviar o assunto. “Quais coisas?”, perguntou. Eu ri sem humor. “Não faça isso.” “Você vai precisar ser específica. Eu disse muita coisa indecente ao longo dos anos.” Ali estava. Um pequeno pedaço do Damon que eu conhecia. E, de repente, dezenas de lembranças vieram juntas. Recepções. Jantares. Reuniões. Festas em que ele aparecia com uma mulher diferente e ainda encontrava tempo para se inclinar perto demais de mim e di

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