تسجيل الدخول— Por favor, não me afastes. Sinto tanto a tua falta, peço-te mesmo desculpa… — Sussurrou contra o meu cabelo, segurando-me como se tivesse medo de me largar.
Lutei contra ele, empurrando-o com mais força do que pensava ter. Ele deixou-me ir facilmente, com ar destroçado enquanto eu me virava e ia a direito para o meu quarto. Tranquei a porta atrás de mim, encostando-me a ela enquanto as lágrimas me inundavam os olhos outra vez.
Ele seguiu-me até à porta e começou
Depois do jantar, disse aos meus pais que precisava de descansar. Culpei o cansaço, o jet lag, qualquer coisa que me deixasse sair sem levantar suspeitas. Mas a verdade era muito mais simples, e muito mais frágil. Só queria evitar o Theo.Mesmo enquanto me desculpava e me virava, o olhar dele permanecia pesado e implacável, a agarrar-se a mim como um peso invisível que eu não conseguia sacudir. Uma tensão instalou-se no peito, uma mistura de inquietação e agitação que me puxava, a urgir-me a olhar para trás apesar de todos os instintos a dizerem-me para não o fazer.E quando finalmente o fiz, lá estava ele, de pé na varanda com os nossos pais, os olhos trancados em mim, inabaláveis e intensos, como se eu fosse a única coisa que ele conseguia ver naquele momento.A respiração falhou. Havia algo naquele olhar, algo não dito, algo que se demorava demasiado e se sentia demasiado profundo, que fazia o peito contrair-se dolorosamente.Não era só a
Ela contou-me o quanto tinha sentido a minha falta, o quão vazia a casa se tinha sentido sem mim, o quão feliz estava por eu finalmente estar em casa de vez.«Deves estar com fome, querida. Vem, mandei preparar os teus pratos favoritos», disse ela, a guiar-me em direção à sala de jantar. Acenei, a sorrir, a responder quando era preciso.Mas a minha atenção estava noutro sítio.Sem querer, os olhos continuavam a vaguear, a percorrer cada canto, cada corredor, cada espaço por onde passávamos. Estava à procura de alguém. Mesmo que me recusasse a admitir a mim mesma, sabia exatamente quem.Ele não estava lá. Claro que não estava. Estava provavelmente na capital, ocupado com o trabalho na empresa. Era ali que ele pertencia agora.Um pequeno pensamento quieto escapou para a mente.Será que ele sequer sabe que eu voltei? E depois outro, mais agudo. Será que ele sequer se importa? Franzi ligeiramente o sobrolho para mim mesma.E
A Suíça não foi fácil. A pressão era intensa, a competição implacável, e houve dias em que me sentia como se não fosse boa o suficiente para acompanhar. Mas empurrei-me mais duro do que alguma vez tinha feito antes.Precisava de algo a que me agarrar. Algo que fosse meu. Por isso dei tudo aos estudos.E no fim, valeu a pena.Graduei-me com louvor. Tornei-me uma das melhores alunas da universidade. Pela primeira vez em muito tempo, senti-me orgulhosa de mim outra vez.O tio Greg manteve a promessa. Agora que terminei os estudos, ofereceu-me uma boa posição na empresa dele. Um futuro estável, seguro, e tudo o que uma vez pensei que queria. Mas há um problema.A posição é na filial da capital. A mesma filial da empresa que o Theo gere. Só de pensar nisso faz o peito apertar-se. Ser designada para lá significaria vê-lo quase todos os dias. Trabalhar com ele. Fingir que tudo entre nós nunca aconteceu.Não posso fazer isso. Não acho que seja forte o suficiente para esse tipo de proximidade.
Depois, um dia, a Lily disse-me qualquer coisa que eu não esperava ao telefone. Disse que o Theo tinha ido vê-la. Perguntou por mim, sobre a minha decisão, sobre Zurique, sobre onde eu estava. Disse que ele pedia a minha morada.Mas eu já tinha deixado claro às amigas que, não importa o que ele dissesse, não importa como pedisse, elas não lhe deviam dizer nada sobre mim. E confiei nelas. Elas estavam tão zangadas com ele como eu, talvez até mais.Elas não me traíram. Não sei se ele alguma vez veio à Suíça. Não sei se alguma vez tentou encontrar-me para além disso. Tudo o que sei é que nunca nos vimos outra vez. Talvez o universo me estivesse a proteger.Talvez me estivesse a forçar a largar.Mas se essa era a intenção, falhou. Porque não importa o quão longe eu fugisse, n&atild
Disse a mim mesma que tinha de me focar nos objetivos, no futuro, na vida que uma vez sonhei construir. Lembrei-me da rapariga que eu costumava ser, a agarrar-se a esperanças impossíveis. Graduar-me de uma boa universidade com louvor, superar as nossas dificuldades, tornar-me alguém.Naquela altura, não tinha nada senão determinação e sonhos. Mal tínhamos o suficiente, e talvez fosse isso que me alimentava. Mas em algum ponto do caminho, perdi aquele fogo.Quando a nossa vida se tornou mais fácil porque a mãe se casou com o tio Greg, as coisas finalmente estabilizaram e deixei-me ficar confortável. A promessa do tio Greg de um futuro seguro tornou-se a minha rede de segurança, e sem me aperceber, afrouxei o aperto nos sonhos que uma vez significaram tudo para mim.E o Theo... Ele não partiu só o meu coração. Estilhaçou algo mais pr
Depois de 2 AnosPOV da Elyssa:A bordo do avião, as lágrimas picam-me os olhos por razões que não consigo nomear bem. Tudo o que sei é que estou a ir para casa. O anúncio ecoa pela cabine, firme e distante, a informar-nos de que o voo está prestes a descolar.Fico sentada ali, mal a ouvi-lo, perdida no peso de tudo o que me trouxe de volta a este momento. Dois anos. Passaram dois anos desde que me afastei de tudo e escolhi a Suíça, escolhi tornar-me estudante de intercâmbio na Universidade de Zurique.E ainda assim, ainda parece irreal.Quem diria que seria eu a finalmente dizer que sim a aquela oferta? Às vezes parece que só aconteceu ontem, como se ainda estivesse de pé naquele mesmo momento, a olhar para um futuro de que tinha demasiado medo de agarrar.Lembro-me tão claramente. A oportunidade tinha sido minha durante tanto tempo, a esperar pacientemente, como se soubesse que eu acabaria por voltar a ela







