Contratada pelo Vampiro CEO

Contratada pelo Vampiro CEO

last updateLast Updated : 2026-10-12
By:  Stefani Leme Updated just now
Language: Portuguese
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Ela precisava de um emprego. Ele precisava de uma fachada. Elena Hart é contratada como assistente de Adrian Black, o CEO bilionário mais temido de São Paulo. Frio, lindo e impossível. O que ela não sabe é que ele é um vampiro de 200 anos. A regra era clara: nada de sentimentos, nada de perguntas. Mas quando o sangue dela começa a chamar por ele como nenhum outro em séculos, e o inimigo dele coloca Elena como alvo, Adrian terá que escolher entre o controle que manteve por 200 anos ou a mulher que o fez voltar a sentir.

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Chapter 1

Capítulo 1 - A Entrevista

Meu salto quebrou bem na frente da Black Enterprises.

Não é metáfora. O salto literalmente quebrou, me fazendo tropeçar no lobby de mármore mais caro que já vi na vida, com vinte executivos me olhando.

Ótimo, Elena. Primeiro dia tentando conseguir o emprego que vai pagar o aluguel atrasado e você já virou meme.

Levantei o mais digna possível, tirei o outro salto também e andei descalça até a recepção. A recepcionista loira me olhou de cima a baixo.

"Entrevista para assistente pessoal? Décimo andar. Ele já dispensou três hoje."

O elevador abriu direto na sala dele. E eu entendi na hora porque dispensou três.

Adrian Black não era bonito. Bonito é pouco. Ele era o tipo de homem que fazia você esquecer como respirar. Terno preto impecável, cabelo escuro penteado para trás, mandíbula marcada. E olhos... Deus, os olhos dele eram tão escuros que pareciam pretos.

E estavam me encarando com puro gelo.

"Você está atrasada e descalça, Srta. Hart?"

"Meu salto quebrou. E o trânsito em São Paulo não ajuda. Mas eu sou pontual quando meus sapatos colaboram."

Ele arqueou uma sobrancelha.

"Seu currículo diz que fala três línguas e tem pós em administração. Por que quer ser assistente?"

"Porque meu currículo não paga minhas contas. E porque sou a melhor no que faço."

Ele se levantou. Alto. Muito alto. Veio até mim e eu senti o cheiro dele. Algo amadeirado, caro e... diferente. Meu corpo inteiro arrepiou.

Ele parou muito perto. Perto demais. Seus olhos desceram para o meu pescoço e eu vi algo mudar neles. As pupilas dilataram.

"Você sente esse cheiro?"

"Che... cheiro?"

"Seu perfume. O que é?"

Não era perfume. Eu nem tinha dinheiro para perfume.

Ele se inclinou, quase encostando o nariz na minha pele. Meu coração disparou tão alto que eu tive certeza que ele ouviu.

"Contratada."

"O quê?"

"Você começa agora. Meu escritório, 7 da manhã. Não se atrase. E... compre sapatos novos. Desconta do seu primeiro salário."

Eu pisquei. "Só assim? Sem mais perguntas?"

"Eu já vi o suficiente."

Naquela noite, no meu kitnet minúsculo, eu recebi um e-mail. Transferência de R$ 5.000,00 como adiantamento. E uma mensagem curta:

"Regra número um: nunca entre no meu escritório depois das 18h sem bater. Regra número dois: nunca faça perguntas sobre o que eu faço à noite. Quebre uma e está demitida. - A. Black"

Eu deveria ter achado estranho. Eu deveria ter recusado. Mas meu aluguel estava atrasado há dois meses.

O que eu não sabia era que naquele mesmo momento, em um prédio escuro do outro lado da cidade, alguém colocava uma foto minha em uma parede cheia de recortes. E circulava meu rosto com sangue.

Meu celular vibrou. Era minha amiga Júlia.

"Conseguiu???"

Respondi: "Consegui. Mas acho que meu chefe é psicopata."

"Psicopata gostoso vale."

Eu ri, mas não era piada. Tinha algo muito errado em Adrian Black. A forma como ele me olhou. Como se estivesse com fome. E não era fome de comida.

Na manhã seguinte, cheguei às 6:50. Salto novo, comprado parcelado em 3 vezes. O prédio inteiro ainda estava vazio.

A porta dele estava entreaberta. Eu lembrei da regra. Nunca entrar depois das 18h sem bater. Mas eram 6:50 da manhã. Era de dia.

Bati.

Nada.

Empurrei um pouco. E congelei.

O escritório estava escuro, mesmo com as luzes do prédio acesas. E no chão, perto da janela, tinha uma mancha. Vermelha. Grande.

Sangue.

Adrian estava de costas para mim, sem camisa. As costas dele... meu Deus, as costas dele eram musculosas, marcadas. E ele estava se curvando, como se estivesse com dor.

"Eu disse para não entrar."

A voz dele saiu como um rosnado. Não era humana.

Quando ele se virou, os olhos dele não eram mais pretos. Eram vermelhos. Vermelho sangue. E duas presas brilhavam na boca dele.

Eu deveria ter corrido. Deveria ter gritado.

Mas eu não consegui me mexer.

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