LOGINEstava a descer as escadas a correr, os passos a ecoarem contra o betão, quando a voz da Tiffany soou atrás de mim outra vez.
«Elyssa, espera! Podemos falar?», chamou ela, a voz tensa e urgente.
Praguejei baixinho e abrandei até parar a meio da escadaria quando me apercebi de que ela me tinha seguido até aqui. Claro que sim.
E agora? Ia ela dizer-me que eu tinha compreendido mal o que vi? Pedir-me para ficar quieta sobre isso? O pensamento sozinho fez o peit
Cruzámo-nos outra vez durante uma reunião de conferência no meu primeiro dia de volta de uma viagem de negócios à Austrália.Estava a contar com aquele momento. Afinal, fui eu quem convocou a reunião, e certifiquei-me de dizer ao senhor Lopez para ela assistir.Há duas semanas, enquanto ainda estava na Austrália, o pai ligou para me informar que a Elyssa tinha começado oficialmente como a nova CHRO da empresa. A notícia apanhou-me de surpresa. Tive de encurtar a viagem para lidar com assuntos urgentes, mas a verdade era que não hesitei. Fiz da minha prioridade voltar o mais depressa possível.Resolvi tudo em tempo recorde, a empurrar-me mais duro do que o habitual. Não queria desperdiçar um único segundo antes de a ver outra vez.E depois vi-a. No momento em que ela entrou em vista dentro daquela sala de conferências, algo den
«Aí estás tu! Vem sentar-te, a Elyssa já chegou!», chamou ela, a voz brilhante de excitação. Mas eu não olhei para ela. O olhar já estava fixo na cadeira ao lado dela.Lá estava ela. No momento em que os nossos olhos se encontraram, tudo o resto desvaneceu. Vi o segundo exacto em que a atingiu, a respiração a falhar, os olhos a alargarem-se de choque, como se não esperasse ver-me de todo.E assim, cada muro que eu tinha construído ao longo dos últimos dois anos tremeu. Caminhei em direção à mesa devagar, deliberadamente, a garrafa de vinho firme na mão. Os olhos nunca a deixaram, nem por um segundo. Parte de mim quase acreditava que ela não era real, que era só mais uma ilusão que a mente tinha criado.Estava tão perto. Perto o suficiente para tocar. E ainda assim, ainda se sentia impossivelmente longe.Uma tempestade de emoções surgiu através de mim de uma vez. Amor tão intenso que doía. Anseio tão profundo que parecia que eu tinha estado a
«Já te disse, seu filho da puta inútil! Nunca digas o nome da mulher que amas quando estás dentro de mim!», sibilou ela através dos dentes cerrados, mas o corpo continuava a mover-se, a saltar para cima e para baixo no pénis como se precisasse disso tanto quanto eu.É isso que me agarra nela. Ela sabe o papel, não fica toda pegajosa nem emocional. Vê o que eu preciso mesmo quando está chateada, e certifica-se de que eu o recebo bem.Mordei a língua com tanta força, a deixá-la tomar o controlo. Ela montou-me mais depressa, mais forte, os seios a saltarem na cara, e eu estava tão porra de excitado que ficava tonto. Mas por trás dos olhos fechados, tudo o que conseguia ver era o rosto da Elyssa e mantive a boca bem fechada para ela não parar.Fodemos como animais, mais duas rondas de sexo cru, suado e desesperado antes de finalmente nos separarmos. Despejei o sémen na boca dela e sentiu-se bem, mas havia um sítio oco no peito que não desaparecia. Desm
Quando as duas semanas terminaram, não tive escolha senão regressar a casa, de mãos vazias e mais perdido do que quando cheguei. Por muito que quisesse ficar, continuar a procurar não importa quanto tempo demorasse, a realidade puxou-me de volta. Tinha responsabilidades. Uma empresa para gerir. Uma vida que não podia simplesmente abandonar.Se o pai alguma vez descobrisse o que eu estava a fazer, tinha a certeza de que ele próprio me arrastaria de volta a casa. Não aguentava o pensamento do que a Elyssa e eu tínhamos ser exposto, especialmente agora que já estávamos separados. Estava aterrorizado de que se a verdade viesse à tona, só cravasse um cunha ainda maior entre nós. Não me podia dar ao luxo de enfrentar outro obstáculo ou complicação, por isso fiz a escolha de regressar ao país naquelas alturas.Os dias passaram e eu ainda não conseguia encontrar um único vestígio de informação sobre onde ela estava na Suíça. Eventualmente, a irritação, a exaustão
POV do Theo:Enquanto eu estava enterrado numa montanha de papelada na secretária, o telemóvel tocou de repente, a interromper o ritmo quieto do trabalho. Olhei para o ecrã, e quando vi o nome do pai, pausei instintivamente e atendi a chamada.«Ei, pai. Porque é que ligaste?», cumprimentei, a tentar manter a voz leve apesar do cansaço a pesar sobre mim.«Não vais a casa esta noite?», perguntou ele.Fiquei quieto, a pergunta a apanhar-me de surpresa. Por um breve momento, só fiquei sentado ali, a pensar. Depois caiu-me a ficha. É sexta-feira e já passou muito tempo desde que não visitei.Desde que assumi como CEO, depois de o pai me ter passado as rédeas da Almedera Construction and Realty Corporation aqui na capital, ir a casa tinha-se tornado um luxo raro. Uma vez a cada três meses, se tivesse sorte. E agora que pensava nisso, já tinham passado quatro meses desde a minha última visita.«Ainda tenho muito para tratar aqui, p
Saí, paguei ao motorista e fiz o caminho para dentro. Quando entrei no elevador, senti uma pequena onda de alívio por finalmente estar sozinha. Premi o botão do meu andar e estendi a mão para fechar as portas, pronta a fechar o mundo lá fora por um momento.Mas justo quando as portas estavam prestes a deslizar fechadas, uma mão de repente as parou. A respiração falhou enquanto eu olhava para cima. Era o Theo.Por um segundo, só fiquei a olhar, apanhada de surpresa pela presença dele. Dei um passo de lado quietamente para o deixar entrar.No momento em que ele entrou, senti o olhar. Era pesado, intenso e quase sufocante. Era como se ele estivesse a tentar ler através de mim, a puxar qualquer coisa que eu me recusava a dar.A expressão era rígida, ilegível, mas havia algo por baixo. Algo inquieto. Como palavras que ele ainda não tinha decidido como dizer. O que é que ele sequer estava a fazer aqui? Pensei que ele já não vivia neste prédio. Ent







