LOGINUltimamente, o Theo tinha estado a tentar tanto manter-se forte à minha frente, a fingir que tudo eventualmente se resolveria. Mas ouvi-lo agora, a soar tão gasto e sem esperança, fez-me perceber exatamente o quanto de pressão ele realmente tinha estado a carregar sozinho.
O medo infiltrava-se no peito. Que problema é que ele enfrentava desta vez? O que mais é que o Tio Greg lhe tinha feito?
«Está bem, pá… tudo bem. Sim… compreendo.» murmurou o Theo fracamente ao t
Há vários dias que o meu corpo se sentia fraco e esgotado o tempo todo. Tudo se sentia pesado, até tarefas simples me drenavam facilmente. E honestamente, eu sabia que era porque me tinha negligenciado gravemente desde que tudo aconteceu.Havia dias em que saltava refeições por completo porque não tinha apetite de todo. Às vezes só me apercebia tarde da noite de que não tinha comido nada o dia inteiro. Não era surpresa que já tivesse perdido peso. O coração partido, o stress e a solidão estavam a consumir-me aos poucos.Assim que saí do edifício da empresa, dirigi-me direto para o abrigo onde os empregados costumavam esperar para apanhar táxis. O ar da noite sentia-se invulgarmente pesado contra a pele, e a cada passo que dava, a tontura que eu tentava tanto ignorar só piorava.A cabeça latejava dolorosamente. Tudo à minha volta parecia estranhamente instável, mas forcei-me a continuar a andar de qualquer forma. Só precisava de chegar a casa, era t
Já tinham passado duas semanas desde que terminei com o Theo. Duas longas e miseráveis semanas que me pareceram mais anos.Depois da nossa separação, aceitei a oferta da empresa para me transferir para outra filial e assumi o cargo de CHRO lá. Saí da Capital pouco depois e mudei-me para um novo apartamento, longe dele, mas por mais longe que fosse, por mais que tentasse enterrar-me no trabalho e na rotina, ainda não conseguia escapar à presença do Theo na mente.O novo emprego estava a correr bem. Os empregados receberam-me com calor, e os colegas eram pessoas genuinamente gentis. Toda a gente me tratava com respeito, e o trabalho em si não era difícil de adaptar. Mas apesar de tudo isso, ainda me sentia completamente vazia por dentro.Nas últimas duas semanas, a minha vida tinha-se tornado nada mais do que uma rotina sem vida. Trabalhar, ir para casa, dormir, acordar, depois repetir tudo outra vez. Movia-me por cada dia como uma máquina que simple
«Não sabes isso? Se continuarmos esta relação e continuarmos a desobedecer-lhes, a condição dela pode piorar. Gosto de ti, Theo, mas também gosto da minha mãe. Peço desculpa. Podes odiar-me por isto se quiseres, mas realmente já não consigo fazer isto. Vamos acabar com a nossa relação.»Forcei-me a olhar diretamente para os olhos dele apesar do quanto doía. Lágrimas frescas rolavam sem fim pelo rosto.«Não, não vou concordar com isto.» disse o Theo de imediato. A voz soava desesperada agora.Depois de repente, para meu choque, ele baixou-se devagar de joelhos à minha frente.«Por favor, baby. Tem pena de mim. Não consigo sobreviver a perder-te outra vez.» implorou partidos enquanto me olhava de baixo com olhos cheios de lágrimas.Aquela visão despedaçou-me por completo o coração. Ver o Theo ajoelhar-se à minha frente assim quase me fez ceder de imediato. O homem que outrora se comportava com tanto orgulho e confiança estava agora a im
«Baby, por favor. Já te disse. Podemos superar isto. Eu trato de tudo…» disse ele fracamente, a parecer devastado.Antes que eu pudesse pará-lo, ele puxou-me de repente para os braços. No instante em que me abraçou, quase me desmoronei por completo. O abraço sentia-se quente, seguro, reconfortante, exatamente como casa.E por um segundo doloroso, tudo o que eu queria era ficar ali para sempre e esquecer tudo o resto, mas eu sabia que não podia.Não podia permitir-me enfraquecer agora. Por isso, apesar do quanto me magoava, empurrei-o para longe com força.«Disse que já não quero isto! Porque é que estás a ser tão persistente?!» gritei violentamente.O Theo cambaleou ligeiramente com a força com que o empurrei, mas ainda me olhava com incredulidade e dor.«Sei que aconteceu qualquer coisa. Não agias assim sem razão. Falaram contigo? O que é que disseram?» exigiu. A paciência claramente começava a esgotar-se agora.Desviei
Parecia que o meu mundo inteiro se tinha desmoronado quando regressei ao penthouse do Theo. Já não era eu mesma. Enquanto estava de pé dentro do elevador, sentia-me completamente entorpecida, como se o corpo se movesse sozinho enquanto a mente permanecia presa de volta no quarto do hospital com os gritos desesperados da Mãe a ecoar na cabeça.Tudo se sentia insuportavelmente pesado. O peito doía tanto que se tornava difícil respirar devidamente, e os pensamentos estavam tão enredados de medo, culpa e coração partido que já mal conseguia pensar direito.Nem sequer me apercebi de quanto tempo a subida até ao penthouse tinha demorado porque a mente estava noutro lado o tempo todo. Tudo o que conseguia lembrar era a Mãe deitada fracamente naquela cama de hospital. A voz trémula, os ofegos dolorosos por ar e a promessa que eu tinha feito. A promessa que me despedaçou por completo.Quando cheguei à porta do penthouse, sentia-me emocionalmente esgotada e
Depois do que pareceu uma eternidade, o médico finalmente saiu da UCI. O Tio Greg aproximou-se de imediato.«O que aconteceu à minha mulher, doutor?» perguntou ansiosamente. O médico removeu a máscara antes de responder a sério.«Sofreu um ataque cardíaco ligeiro causado por stress severo e preocupação excessiva. Já não lhe tinha explicado antes que o stress emocional é extremamente perigoso para a condição dela?»O corpo inteiro gelou ao ouvir aquelas palavras. As palavras do médico bateram-me como uma bofetada dolorosa no rosto. Senti o peito apertar-se enquanto a culpa me consumia por completo.Devagar, reparei que o Tio Greg se virava para mim e lançava um olhar afiado e ressentido na minha direção. Desviei o olhar de imediato, incapaz de aguentar a acusação nos olhos porque no fundo sabia que eu realmente era responsável por isto.«Como está ela agora? Está bem?» perguntou o Tio Greg depressa outra vez.«Está estável por a







