Mag-log in«Tentei ligar e enviar mensagens muitas vezes, mas tu nunca me respondeste uma única vez», retorqui, incapaz de conter a frustração por mais tempo. Naquele momento já não me importava se a Cleo ouvia cada palavra.
Um silêncio pesado pairava entre nós por um breve momento. Depois a Cleo falou de repente.
«Acho que vos devo deixar a sós para poderem conversar em privado.»
Para ser honesta, senti uma onda secreta de alívio ao ouvi-la dizer aquilo. Mas antes que
Fechei os olhos com força enquanto lágrimas frescas escorriam outra vez pelas faces. Queria poder acreditar nisso. Deus sabe que queria, mas conhecia o meu próprio coração demasiado bem. Sabia do que ele era capaz. E, mais dolorosamente, sabia do que ele era incapaz.Quando parti para a Suíça para continuar os estudos, passei quase cinco anos longe do Theo. Cinco longos anos e, no entanto, apesar da distância, apesar do tempo, apesar de tentar tanto seguir em frente, ainda não conseguia esquecê-lo. Nem sequer por um único dia. Então como é que se supunha que eu o esquecesse agora?Agora que o nosso amor tinha deixado algo para trás. Agora que carregava dentro de mim um lembrete vivo de tudo o que outrora partilhámos juntos. Uma criança feita de amor. O nosso filho.O peito apertou-se dolorosamente com o pensamento. Já sabia a verdade no fundo do coração — que nunca o esqueceria. O Theo foi o primeiro homem de quem alguma vez realmente gostei e prov
Fitei o ecrã por vários longos segundos, a hesitar. Honestamente, não tinha a força emocional para falar com ela naquele momento. A cabeça ainda doía de chorar, o peito ainda latejava de tudo o que o Theo me tinha dito, e sentia-me completamente drenada de todas as formas possíveis.Mas no fim, atendi de qualquer forma. Ela provavelmente só estava a verificar se eu tinha chegado em segurança de volta ao Sul. Inspirando fundo e trémula, tentei o meu melhor recompor-me antes de levantar o telemóvel ao ouvido.«Olá, Mãe. O que te fez ligar?» perguntei quietamente.«Elyssa», começou a Mãe, mas havia algo de sério no tom que imediatamente me apertou o estômago. «O teu Tio Greg disse-me que os empregados dele no hotel em Springfield o informaram de que tu foste lá?»Os olhos arregalaram-se de choque. Por um momento, congelei por completo.Então eles sabiam. Honestamente, pensei que o pessoal de lá não me reconheceria, especialmente porque n
Chorei durante toda a viagem de regresso ao Sul. No instante em que o táxi se afastou do hotel, as lágrimas que eu tinha tentado tanto conter finalmente rebentaram descontroladamente.Sentei-me ali em silêncio, a cobrir a boca com mãos trémulas enquanto os soluços continuavam a escapar do peito um atrás do outro. Doía tanto.O Theo rejeitou-me tão facilmente. Nem sequer me deu a oportunidade de falar, nem sequer um único momento para lhe contar sobre a criança a crescer dentro de mim.Estava tão zangado comigo que nem sequer aguentava ouvir. Em vez disso, empurrou-me para longe o mais depressa possível, ansioso por me mandar embora para poder regressar à namorada e continuar a noite com ela como se eu nunca tivesse importado de todo.Nunca imaginei que a dor se pudesse sentir tão insuportável. Há algo de devastador em ser afastada pela pessoa de quem mais gostas, especialmente quando ele é a pessoa de quem mais precisas no mundo.Vim
«Tentei ligar e enviar mensagens muitas vezes, mas tu nunca me respondeste uma única vez», retorqui, incapaz de conter a frustração por mais tempo. Naquele momento já não me importava se a Cleo ouvia cada palavra.Um silêncio pesado pairava entre nós por um breve momento. Depois a Cleo falou de repente.«Acho que vos devo deixar a sós para poderem conversar em privado.»Para ser honesta, senti uma onda secreta de alívio ao ouvi-la dizer aquilo. Mas antes que eu sequer pudesse processar as palavras, ela estendeu casualmente a mão ao saco e tirou um cartão-chave.A respiração prendeu-se-me de forma aguçada quando a observei passá-lo no fecho do penthouse. A porta clicou e abriu-se de imediato e sem hesitar ela entrou direito como se pertencesse ali.Fiquei ali congelada no lugar. Parecia que alguém tinha cravado uma lâmina direto no coração. Ela tinha um cartão-chave. Ela realmente segurava a própria chave do penthouse dele. Os dedos cu
Já não conseguia fingir que me importava com a forma como parecia à frente dele. Sabia que os olhos estavam inchados e vermelhos de chorar, o rosto esgotado de esperar, mas já não me importava. Tudo o que importava era chegar até ele, mesmo que só por um momento. Precisava de lhe contar sobre a criança que carregava.«O que é que estás a fazer aqui?» perguntou ele friamente, o tom mais afiado, carregado de irritação clara, como se a minha presença sozinha já fosse algo que ele não aguentava.Fiquei ali à frente dele a sentir o peito apertar-se dolorosamente. Depois de tudo o que tinha passado só para o alcançar, depois de esperar horas fora da porta enquanto ficava fraca e tonta, era esta a forma como ele me olhava agora. Frio e distante, como se eu não fosse mais do que um obstáculo indesejado a bloquear o caminho.Engoli em seco a tentar estabilizar-me apesar da dor afiada a espalhar-se por todo o peito.«Theo, por favor, podem
Fitei em branco o cartão-chave inútil a descansar na mão enquanto uma sensação pesada e dolorosa se espalhava lentamente pelo peito. Não compreendia porque é que doía tanto.Talvez no fundo uma parte de mim ainda acreditasse que, por mais zangado que ele estivesse ou por mais que eu o tivesse magoado, haveria sempre um lugar para mim aqui ao lado dele. Mas a ficar sozinha diante de uma porta que se recusava a deixar-me entrar, finalmente apercebi-me do quanto tudo entre nós tinha mudado.A garganta apertou-se com uma dor afiada e latejante. Ele realmente me tinha apagado da vida assim tão facilmente?Apertei os lábios com firmeza a tentar conter as lágrimas que ameaçavam cair ali mesmo no corredor, mas a sensação de queimadura nos olhos só crescia mais forte. Tudo se sentia avassalador e as emoções tinham-se tornado tão frágeis desde que descobri que carregava o filho dele.Encostei-me devagar à parede perto do elevador e fechei os olhos por







