FAZER LOGIN— Bom dia, senhor Johnson.
Aline saiu e fechou a porta, deixando Peter sozinho com o gosto amargo da provocação.
Depositou a bandeja sobre a própria mesa e correu para calçar os sapatos. O relógio marcava exatamente sete horas quando ela se acomodou diante do computador.
O telefone tocou no mesmo instante.
Aline atendeu.
— Sala de Peter Johnson.
— A sala de reuniões precisa ser preparada - disse ele, sem sequer cumprimentá-la.
Ela olhou para a porta fechada e sorriu.
— Já está pronta.
Houve um breve silêncio do outro lado.
— Tem certeza?
— Também organizei seu escritório, separei os documentos da reunião e confirmei sua reserva para o almoço com o senhor Araújo.
Peter girou lentamente na cadeira, intrigado.
— Vou almoçar com minha mãe hoje.
— Eu sei. A reserva com o senhor Araújo foi feita para amanhã, ao meio-dia.
O sorriso desapareceu do rosto dele.
Do lado de fora, Aline cobriu a boca para conter uma risada. Não precisava vê-lo para imaginar sua expressão.
— Nos encontramos na sala de reuniões em dez minutos, senhor Johnson.
A ênfase delicada no sobrenome foi intencional.
Ela desligou antes que ele respondesse.
Peter permaneceu com o telefone junto ao ouvido. Depois o colocou no gancho, devagar.
Aquela mulher era impossível.
Competente, atrevida e perigosamente consciente do efeito que produzia. Ele não tentara seduzi-la de verdade no dia anterior. Pelo menos, era o que dizia a si mesmo. Apenas deixara a porta aberta, tirara o paletó e observara sua reação.
Mas o bilhete mudara tudo.
Peter acordara mais cedo e levara tempo demais escolhendo o que vestir. Optara por um terno escuro de três peças: calça alinhada, colete ajustado e paletó impecável. O cabelo liso fora penteado com cuidado, embora alguns fios caíssem sobre sua testa, quebrando a formalidade da aparência.
Era a imagem perfeita de um homem de negócios.
Também era uma tentativa pouco digna de chamar a atenção de Aline Sobral.
Peter reconhecia isso, embora jamais admitisse em voz alta.
Passara boa parte da noite pensando nas flores tatuadas nas pernas dela. Não apenas na imagem, mas no mistério. Vira duas partes do desenho, separadas pela barra da saia, sem conseguir descobrir onde começavam ou até onde subiam.
Precisava saber.
A curiosidade se transformara em uma obsessão absurda. Agora, queria vencê-la no jogo que ela própria iniciara. Provocá-la até destruir aquela calma. Fazê-la desviar os olhos, perder uma resposta ou confessar que não era tão imune quanto fingia.
O problema era que, até aquele momento, quem estava perdendo o controle era ele.
Onze minutos depois, Peter saiu do escritório.
Encontrou Aline de pé, agora calçada. Os saltos alongavam suas pernas e completavam a elegância que já possuía sem esforço. Ela o recebeu com um sorriso pequeno, como se não tivesse passado a manhã inteira atacando seu ego.
— Está atrasado um minuto.
Peter olhou para o relógio.
— Está contando?
— É meu trabalho.
Ela caminhou em direção ao elevador. Peter a seguiu, observando a confiança de seus passos.
As portas se fecharam, confinando os dois num espaço silencioso.
Peter expirou devagar, tentando organizar os pensamentos. Então sentiu o perfume dela.
Era doce, mas não delicado. Havia alguma coisa intensa, quente e exótica por baixo da fragrância. O aroma parecia aderir à pele, invadir o ar e diminuir a distância entre eles.
Ele respirou outra vez antes de perceber o que estava fazendo.
Aquilo era perfume ou um instrumento de tortura?
Olhou de canto.
Aline mantinha os olhos no painel, aparentemente alheia ao tumulto que provocava. O rosto estava tranquilo, os lábios suavemente comprimidos e a postura impecável.
Peter tentou imaginar se ela escolhera aquela fragrância por acaso.
Depois do bilhete, duvidava de qualquer coincidência.
— Senhor Johnson?
A voz dela o arrancou dos pensamentos.
— O quê?
Aline estava do lado de fora do elevador, segurando as portas abertas.
— Não vai me acompanhar?
Peter percebeu que já haviam chegado ao andar inferior.
— Naturalmente.
Saiu e seguiu atrás dela. Aline caminhava com uma elegância natural que atraía os olhares de praticamente todos no departamento. Não precisava exagerar os movimentos. A firmeza dos passos e o balanço discreto dos quadris bastavam.
Peter observou dois funcionários interromperem uma conversa para vê-la passar.
Sentiu uma irritação imediata.
Era ridículo. Aline não lhe pertencia. Não havia motivo para se incomodar com os homens que a olhavam.
Mesmo assim, lançou aos dois uma expressão tão severa que ambos voltaram ao trabalho.
Kevin estava saindo da sala de reuniões quando Aline chegou.
Ela passou por ele e se inclinou sobre a mesa para colocar os documentos de Peter em ordem. Kevin acompanhou o movimento, depois virou-se para o amigo com uma expressão quase ofendida.
— Você fez aquilo ontem?
Peter entrou sem tirar os olhos de Aline.
— Fiz.
— E o que aconteceu?
— Entrei numa guerra.
Aline contornou a mesa, organizando as pastas diante de cada cadeira.
— Uma guerra? - Kevin repetiu.
— E ainda não sei se posso vencer.
Aline parou atrás da cadeira de Peter, juntou as mãos diante do corpo e sorriu para os dois, como se não tivesse ouvido coisa alguma.
— Com licença. Preciso ir ao banheiro antes de começarmos.
Ela saiu.
Kevin esperou a porta se fechar.
— Você está perdido.
— Não estou.
— Escolheu esse terno para ela.
Peter lançou-lhe um olhar duro.
— Escolhi porque tenho uma reunião importante.
— E passou perfume demais porque o senhor Santos aprecia fragrâncias masculinas?
— Cale a boca.
Kevin riu.
Peter voltou-se para a sala e somente então reparou nas mudanças. Aline distribuíra pequenos arranjos de flores sobre o aparador e no centro da mesa. Abrira parcialmente as cortinas para permitir a entrada da luz da manhã e organizara garrafas de água, blocos de anotações e canetas diante de cada lugar.
O ambiente austero parecia mais acolhedor.
Também parecia feminino demais para seu gosto.
Quando Aline retornou, ele apontou para os arranjos.
— Foi você quem fez isso?
— Sim. Não gostou?
Ela abaixou ligeiramente a cabeça e fez um pequeno bico. O gesto era inocente demais para combinar com a mulher que escrevera aquele bilhete.
Peter colocou as mãos na cintura. O movimento abriu o paletó e deixou o colete ajustado completamente à mostra.
Os olhos de Aline desceram por um segundo.
Apenas um.
Mas ele percebeu.
Uma satisfação quente atravessou seu peito.
Finalmente.
— Está feminino demais - respondeu. — Não gosto de flores.
Aline tornou a olhar em seus olhos.
— Peço desculpas, senhor Johnson. Quis apenas deixar o ambiente mais agradável para a reunião. Não voltará a acontecer.
A resposta era profissional, mas o súbito distanciamento dela retirou parte do prazer da pequena vitória.
— Não precisa remover agora - disse ele.
— Eu não removeria. O senhor Santos já chegou.
Aline dirigiu-se para trás da cadeira de Peter. Ao ouvir passos no corredor, ele ocupou seu lugar. Kevin sentou-se à esquerda.
A porta se abriu.
Dois homens entraram. Um deles tinha cabelos escuros e carregava uma pasta. O outro era ruivo, alto e bronzeado. Vestia um terno branco que destacava ainda mais a pele e caminhava com a segurança de quem sabia ser bem recebido em qualquer lugar.
Mateus Santos.
Aline avançou para cumprimentá-lo.
— Bom dia, senhor Santos.
— Bom dia.
Ele apertou a mão dela e demorou alguns segundos para soltá-la.
— Queira me acompanhar.
Aline caminhou à frente. Mateus a seguiu e examinou suas curvas sem nenhuma tentativa de disfarce.
Peter acompanhou o olhar dele.
A caneta em sua mão estalou.
Kevin baixou a cabeça para esconder um sorriso.
— Fique à vontade - disse Aline, indicando a cadeira.
Mateus se acomodou diante de Peter. Seu assistente sentou-se ao lado, enquanto Aline pegava o tablet e permanecia atenta.
— Bom dia, Peter. É um prazer estar aqui novamente.
— Mateus.
O ruivo olhou ao redor.
— Parece que temos algo diferente hoje.
Peter suspirou e lançou um olhar de canto para Aline. Esperava que Mateus criticasse as flores e provasse que aquela decoração não combinava com uma reunião importante.
— Gostei - declarou o convidado. — O ambiente está mais confortável. Parece que vamos conversar sobre negócios, não decidir o destino de um condenado.
Kevin tossiu para esconder uma risada.
Aline manteve a expressão neutra, mas seus olhos brilharam com uma vitória silenciosa.
Peter fechou o paletó.
— Ainda discutiremos a instalação de um cassino em seu hotel de Beathan. Não vejo motivo para conforto.
Empurrou uma pasta de couro pela mesa. Mateus a abriu e entregou alguns documentos ao assistente.
— Considere o projeto aprovado. A proposta é sólida, e sei que a Johnson fará um excelente trabalho.
Seu olhar percorreu a sala e parou em Aline.
— Vejo que também melhorou a equipe. Você é nova?
— Perdoe-me, senhor Santos, mas acredito que isso não seja relevante para a negociação.
A resposta foi acompanhada por um sorriso cordial. Mateus pareceu ainda mais interessado.
— Talvez não para a negociação. Para um jantar, certamente seria.
Aline ficou surpresa. Estava ali para trabalhar, não para ser cortejada durante uma reunião. Ainda assim, Mateus era elegante, direto e, ao contrário de Peter, estava aparentemente desimpedido.
Ela buscou uma saída profissional.
— O senhor solicitou este horário porque partiria às dez. Creio que não haverá tempo para um jantar.
— Posso adiar a viagem por um dia.
O sorriso dele era seguro, mas não invasivo.
Aline ergueu discretamente um canto da boca.
Antes que respondesse, Peter interveio:
— Não será necessário. Podemos almoçar todos juntos.
Kevin virou o rosto lentamente para o amigo.
Aline fez o mesmo.
— Concordo - disse Mateus, levantando uma das mãos, divertido.
— Então está decidido - concluiu Peter.
— Não exatamente - Aline corrigiu.
Peter apertou a mandíbula. Aquela voz calma já anunciava um problema.
— O que foi?
— Preciso lembrá-lo de que almoçará com sua mãe.
A pausa antes do sobrenome tornou a repreensão ainda mais evidente.
— Droga.
Peter olhou para ela, irritado. Aline sustentou o olhar, imune.
Mateus riu.
— Não se preocupe, Peter. Cuidarei muito bem da senhorita Sobral.
— Tenho certeza de que ela sabe cuidar de si mesma.
— Sei mesmo - confirmou Aline.
Mateus analisou os documentos pela última vez e assinou a autorização para o cassino.
— Sempre é bom negociar com você, Peter.
Os dois se levantaram e apertaram as mãos.
Em seguida, Mateus se voltou para Aline. Segurou delicadamente seus dedos e beijou o dorso de sua mão sem desviar os olhos verdes dela.
Peter ficou rígido.
— Até mais tarde, senhorita...
— Aline.
— Um nome lindo para uma mulher ainda mais bonita.
— Até mais tarde, senhor Santos.
Mateus sorriu e deixou a sala acompanhado pelo assistente.
O silêncio permaneceu por alguns segundos.
Kevin olhou para Peter.
Depois, para a porta.
— A guerra ganhou outro soldado.
— Cale a boca, Kevin.
Aline permaneceu na sala para organizar os papéis e recolher as garrafas. Peter e Kevin saíram antes dela, deixando para trás apenas a pequena desordem da reunião.
Enquanto trabalhava, tornou a observar as flores.
Peter dissera que não gostava delas. Aline deveria simplesmente respeitar a preferência e não colocá-las novamente. Mesmo assim, algo em sua teimosia despertou. Talvez ele apenas não estivesse acostumado a ambientes que não refletissem sua frieza.
Na próxima reunião, encontraria arranjos mais discretos.
A porta se abriu quando ela terminou.
Um dos auxiliares do escritório aproximou-se e lhe entregou um envelope vermelho.
— Para a senhorita Sobral.
— Quem enviou?
— Não disseram.
Aline agradeceu e guardou o envelope junto ao tablet. Ao caminhar até o elevador, percebeu vários funcionários observando-a. Alguns desviaram os olhos; outros continuaram sem qualquer vergonha.
As portas se fecharam.
Sozinha, Aline finalmente riu.
A expressão de Peter quando Mateus a convidara para jantar tinha sido ainda melhor do que a reação ao bilhete. A rigidez dos ombros, a mão fechada sobre a caneta e a rapidez com que se incluíra no almoço denunciavam tudo.
Ele estava com ciúme.
Peter Johnson, noivo de uma modelo famosa, estava incomodado porque outro homem demonstrara interesse por sua secretária temporária.
Era absurdo.
Também era perigosamente divertido.
Aline apoiou-se na parede do elevador. Sabia que Peter queria alguma coisa. Os olhares, a mesa trocada e as provocações tornavam isso evidente. Mas desejo não era suficiente. Ele tinha uma noiva e se casaria em poucos dias.
Aline não se envolveria novamente com um homem comprometido.
Não importava o quanto ele fosse atraente.
Não importava como seu corpo reagia quando ele se aproximava.
E, principalmente, não importava aquela parte estúpida de si mesma que desejava descobrir até onde aquela guerra poderia chegar.
Ao retornar ao andar da diretoria, Aline viu que a porta do escritório estava aberta.
Um sorriso surgiu em seu rosto.
Peter tentaria outra vez?
Talvez houvesse deixado o paletó de lado. Talvez estivesse com as mangas dobradas, fingindo trabalhar enquanto esperava que ela o observasse. Depois do que acontecera na noite anterior, Aline não descartaria nenhuma possibilidade.
Caminhou até a mesa.
Então viu a mulher dentro da sala.
O sorriso desapareceu.
Dafne estava de costas para a porta, usando um vestido vinho tão curto que mal cobria as nádegas. A peça deixava as pernas e quase toda a extensão das costas à mostra. Os cabelos loiros estavam presos num coque perfeito, revelando joias brilhantes junto ao pescoço.
Ela falava depressa, gesticulando com uma bolsa nas mãos.
Peter permanecia atrás da mesa, olhando para a noiva com uma expressão fechada.
Aline inclinou discretamente o corpo para enxergar melhor. Não conseguia ouvir a conversa, mas a tensão era evidente. Dafne parecia irritada. Peter, impaciente.
Ele desviou os olhos da loira.
Encontrou Aline à porta.
Por um instante, os dois ficaram imóveis.
O olhar de Peter se prendeu ao dela como se a presença de Aline tivesse alterado o ar da sala. Havia irritação em seu rosto, mas também algo mais intenso, quase como um pedido silencioso para que ela não fosse embora.
Aline se endireitou e sentou-se diante do computador.
Não era problema dela.
Peter tinha uma noiva. Uma mulher real, de carne e osso, que estava dentro da sala dele falando sobre um casamento que aconteceria em poucos dias.
Aquilo deveria bastar para acabar com qualquer jogo.
Aline abriu o envelope vermelho, decidida a esquecer a cena.
Dentro havia um cartão branco e uma única rosa prensada.
A letra era firme, elegante:
Adiei minha viagem. O jantar continua de pé.
Mateus.Aline passou os dedos pela pétala, surpresa.
No mesmo instante, a voz de Dafne atravessou a porta aberta:
— Quem é aquela mulher?
A mão de Aline parou sobre o cartão.
Peter demorou a responder.
Quando falou, sua voz saiu grave e controlada:
— Minha nova secretária.
Dafne virou-se.
Seus olhos encontraram Aline.
A loira a examinou dos cabelos aos sapatos, demorando-se na saia curta e no envelope vermelho sobre a mesa. Depois, olhou para Peter.
— Demita-a.
Aline ergueu o rosto.
Peter não respondeu imediatamente. Seu olhar voltou a ela, escuro e indecifrável.
Dafne tornou a falar, mais dura:
— Eu disse para demiti-la.
Peter se levantou.
— E eu ouvi.
Contornou a mesa e fechou a porta do escritório.
O gesto deveria ter encerrado a questão.
Em vez disso, intensificou o silêncio.
Aline ficou sozinha do lado de fora, encarando a porta fechada e sentindo o cartão de Mateus entre os dedos. Disse a si mesma que não se importava com a decisão que Peter tomaria.
Era apenas um emprego de duas semanas.
Apenas um homem comprometido.
Apenas uma brincadeira que já tinha ido longe demais.
Mesmo assim, pela primeira vez desde que chegara à Johnson, Aline sentiu medo de perder.
Não o emprego.
A guerra.
Quando o avião pousou, ela apertou a mão de Peter com força, os dois entenderam aquilo como um começo. A, podiam está exagerando? Sim, podiam. Mas quem não conhece o passado deles, por favor, fiquem calados. Peter veio de uma família rica, mas desunida, ganhou fama e dinheiro e logo se juntaram, ele cresceu e construiu um império, namorou, terminou, namorou e se enrolou, achou que tinha amado e namorou de novo.Apaixonou-se por uma modelo e se acomodou na vida que ela lhe dava, pensou que aquilo era o máximo que podia conseguir, até dar de cara com Aline Sobral, uma mulher que veio de uma família pobre, mas fez de tudo pra crescer na vida, passando por cima das dificuldades e alçando seus sonhos porque nunca deixou de sonhar. Namorou e foi enganada, e depois se envolveu com quem não devia achando que aquele sim era o amor que precisava, se entregou completamente sem ter medo do pior, e acabou com seu coração mais na frente.Ela devia ter medo de se deitar com Peter, de tentar novament
— Isso seria perfeito – riu de lado — mas primeiro pode me deixar conseguir um emprego? Não quero que as pessoas olhem pra mim e ache que sou completamente eficiente para cuidar da sua empresa só porque Peter Johnson é meu namorado, não quero isso.— E que tal eu conseguir um emprego pra você na minha empresa? – Aline estreitou os olhos — lembra-se do meu escritório embaixo? Precisa de um administrador nas partes dos recursos e design. Você é linda e sexy, tem um histórico escolar muito bom, um currículo ótimo. E não estou falando isso porque é minha namorada, é porque é a mais pura verdade.— Eu posso mesmo trabalhar na sua empresa? – ela ficou pensativa. — Ai você seria meu chefinho, eu adoraria ser uma de suas funcionárias.— Só que com atributos melhores, e com um sorriso perfeito. Pernas maravilhosas e uma boca sensual demais – ela jogou o cabelo pra trás concordando com tudo que ele disse.— Eu aceito a oferta de emprego, mas quero que pague pra mim, a mesma quantia que paga a t
— Oi – ela riu e ele apenas cruzou os braços depois de abrir a porta — poxa vida, pode ficar feliz em me ver? Por favor. Só um pouquinho – ele riu dando passagem pra ela entrar.— A que devo a honra da minha amiga que não consigo resistir? – Henrique perguntou abraçando ela por trás e depositando um beijo no seu rosto que desceu para o pescoço e ela soltou sua bolsa virando pra ele dando vários beijos em sua boca, ele a pegou com mais força a deixando soltar um gemido entre o beijo quando sua pegada foi mais forte, ele adorava fazer isso com ela, Dafne era uma mulher incrível, ele gostava dos seus toques e principalmente do seu gemido chamando por ele, ou o mandando ir mais rápido.— Eu quero te convidar pra sair – ela disse e encarou os olhos negros — é de noite pensei que podíamos sair pra jantar – falou e abaixou à cabeça se afastando, Henrique percebeu uma coisa estranha.— Tem alguma coisa que precisa me contar? – Perguntou cruzando seus braços e ela riu de lado.— Tem Henrique,
Na segunda-feira parecia mais animada para todo mundo, principalmente para Joana. Levantou cedo pra se arrumar, a última coisa que queria era ficar dentro de casa quando tinha o caminho livre para o coração de Peter. Brigar com Dafne e ainda ser expulsa da sua sala por Aline não era nada comparado a ligação que ela tinha com Peter, ele a amava, de todo o coração, sempre a amou, porque por causa de uma vadia do cabelo cor de rosa chegaria de repente e ele se apaixonaria, isso não era certo. Tomou um banho e vestiu um vestido azul com decote e curto, tubinho colado em seu corpo, tinha aquele vestido há muito tempo só porque foi Peter quem deu a ela e ela era louca por ele. Fez uma maquiagem simples e deixou seus lábios bem marcados. Saiu de carro indo direto pro seu carro, queria o quanto antes chegar à empresa e falar com Peter, jamais desistiria daquele homem, jamais. — Bom dia Ema – Joana cumprimentou a mulher assim que as portas do elevador se abriram, Ema ficou de pé e sorriu ao v
— Mãe? – Aline murmurou colocando o casaco e abriu a porta enquanto Peter procurava por suas roupas — O que esta fazendo aqui? – ela perguntou arrumando o cabelo e tentando fechar o casaco.— Não sei. Ouvir gemidos, barulhos e depois a porta estava aberta. Eu fiquei preocupada e procurei por esses barulhos. E sei lá, tem quartos na minha casa e minha filha não precisava ficar fazendo essas coisas dentro de um carro com um estranho. – Peter saiu do carro arrumando o cabelo — e o estranho aí.— Mãe – Aline riu e foi para o lado do Peter — desculpa a culpa foi minha. E não seja tão inconveniente. – os dois suspiraram — Esse é Peter.— Eu sei, depois de ouvir tantos gemidos seus – ela estendeu a mão e Peter hesitou em tocá-la. — Eu não mordo. – Aline deu uma tapa em seus ombros o forçando a cumprimentá-la. — Eu vou entrar, aguardo os dois amanha no café – deu as costas. Ela entrou e Aline foi pra frente de Peter.— Isso não era pra ter acontecido.— Foi bem mais excitante saber que tinha
— Vai passar o dia nesse computador mesmo? – Ele olhou pra cima vendo Dafne chegar da Academia colocando as chaves em cima da mesa de centro da sala.— Vou. Preciso encontrar um apartamento novo para me liberar este pra você. – Mangou e ela deu língua.— Porque não fica em um dos seus? Você tem tantos – era verdade, mas Peter não era tão fã do luxo que eles ostentavam, gostava de estar em um lugar confortável, sem muito luxo e aparelhos — Já sei, são grandes demais e cheios de coisas.— Você me conhece bem.— Claro que conheço – ela pensou um pouco e depois riu — Já sei de um lugar.— Que lugar?— Você se lembra do prédio da Aline, né? Claro. Era tão bonitinho, de frente pra praia, sem muito glamour, coisa que eu detesto, prefiro o luxo – se jogou no sofá.— Você tem razão.— Claro que eu tenho razão.— Pelo menos dessa vez – ela fez careta e levantou do sofá, Peter riu tirando seu pé no meio e olhou pro rosto dela e seguiu direto pro pescoço quando uma mancha chamou sua atenção. — Ha







