INICIAR SESIÓN— Parece uma boa profissional.
Peter baixou o currículo, ainda atento às experiências descritas no papel, e seu olhar encontrou primeiro um par de sapatos brancos. Depois, pernas elegantes delineadas por uma saia lápis cor de vinho.
A frase morreu em sua boca.
— Porra...
Levantou-se quase por reflexo.
Seu olhar subiu lentamente, traindo qualquer tentativa de discrição. A cintura fina era marcada pela saia, a camisa branca desenhava com delicadeza o corpo esguio e deixava à mostra parte do pescoço. Então ele viu os lábios cheios, cobertos pelo mesmo tom intenso da roupa.
Por último, encontrou os olhos dela.
Verdes.
Não um verde delicado, mas profundo, vivo, impossível de ignorar. Olhos que o encaravam com uma segurança silenciosa, como se Aline já tivesse percebido o efeito que causara e se recusasse a facilitar o constrangimento dele.
Peter limpou a garganta. Piscou duas vezes, olhou para Ema e encontrou a senhora sorrindo, satisfeita demais com a reação que provocara.
Voltou a encarar a jovem.
— Sou Aline Sobral, senhor Johnson.
Ela estendeu a mão.
Peter hesitou por um instante. Um gesto pequeno, quase imperceptível, mas incomum para um homem que raramente pensava antes de tomar aquilo que lhe era oferecido. Quando finalmente segurou a mão dela, sentiu a pele macia e o aperto firme.
Esperava delicadeza.
Encontrou força.
— Peter Johnson.
Aline arqueou discretamente uma sobrancelha, como se já soubesse quem ele era e considerasse desnecessária a apresentação.
— É um prazer conhecê-la - completou ele.
— O prazer é meu.
Não. É todo meu, pensou.
A ideia lhe arrancou um sorriso de canto. Aline soltou sua mão, levando o braço para junto do corpo. Quando cruzou os braços abaixo dos seios, Peter acompanhou o movimento por tempo demais.
Ema pigarreou.
— Certo, agora que já foram devidamente apresentados, podemos continuar.
Peter desviou o olhar, mas não rápido o bastante para esconder que havia sido flagrado.
— Expliquei a Aline os procedimentos básicos - disse Ema. — Também informei que, caso tenha alguma dúvida, ela poderá falar diretamente com o senhor.
— Claro. Sem problema algum.
Ele tornou a se sentar, recorrendo à postura autoritária para esconder o impacto que aquela mulher provocara.
— Seja bem-vinda à Johnson, senhorita Sobral.
— Obrigada, senhor Johnson.
Havia algo perturbador na forma como ela pronunciava seu sobrenome. Talvez fosse a voz segura. Talvez fossem aqueles lábios cor de vinho se movendo com lentidão. Ou talvez Peter estivesse há tempo demais acostumado a mulheres que tentavam seduzi-lo e não soubesse reagir diante de uma que apenas o tratava com profissionalismo.
— Vamos deixá-lo trabalhar - decidiu Ema. — Se precisar de alguma coisa, basta ligar para a mesa de Aline.
As duas se viraram.
Peter acompanhou a saída da nova secretária. Aline não caminhava para ser observada. Não exagerava os movimentos nem lançava olhares por cima do ombro. Ainda assim, a saia marcava a firmeza dos passos e fazia com que desviar os olhos exigisse mais autocontrole do que ele gostaria de admitir.
A porta se fechou.
Peter permaneceu imóvel, encarando a madeira.
Duas semanas.
Aquela mulher ficaria a poucos metros dele durante duas semanas inteiras.
Passou a mão pelo rosto e soltou o ar devagar. Pela primeira vez em muito tempo, percebeu que talvez Ema não estivesse deixando uma solução para seus problemas.
Talvez estivesse lhe entregando o maior deles.
-
-
Aline saiu do escritório com o coração acelerado.
Manteve a postura firme enquanto acompanhava Ema, mas sentia as próprias pernas trêmulas. Peter Johnson era ainda mais intimidador pessoalmente. Alto, largo nos ombros e dono de um olhar escuro que parecia tocar antes das mãos, ele tinha uma presença difícil de ignorar.
E a examinara como se quisesse arrancar todas as camadas de sua roupa.
Aline conhecia aquele tipo de olhar.
No passado, confundira-o com admiração. Depois, aprendera o quanto desejo e respeito podiam estar distantes um do outro.
Não cometeria o mesmo erro novamente.
— Esta será sua mesa - anunciou Ema, contornando o móvel. — Quase ninguém procura Peter sem avisar antes. As pessoas telefonam, pedem autorização e só então sobem. Ele é o dono deste prédio e gosta de controlar cada movimento que acontece aqui.
— Isso não me surpreende.
Ema riu baixo.
— Percebeu rápido.
A mesa ficava exatamente diante da porta do escritório. Aline sentou-se e pousou a bolsa ao lado do computador.
— Ele tem uma reunião às dez horas. Quero que o acompanhe com o tablet e registre tudo o que for decidido. Nomes, prazos, valores e responsabilidades. Não confie apenas na memória, principalmente quando os homens daquela sala começarem a falar ao mesmo tempo.
— Certo.
— Ao fim de cada expediente, Peter revisa a agenda do dia seguinte. Antes de sair, você deve entrar na sala dele, confirmar os compromissos e avisá-lo sobre qualquer alteração.
Aline assentiu.
— Ninguém entra no escritório sem ser anunciado - prosseguiu Ema. - Existe apenas uma exceção.
— A mãe dele?
— Quem dera. A noiva.
Aline tornou a olhar para a porta fechada. É claro que Peter Johnson tinha alguém. Um homem com aquela aparência, aquela fortuna e aquela confiança provavelmente jamais soubera o que era ficar sozinho.
— Ela tem acesso livre?
— Não exatamente. Só é mal-educada demais para pedir licença.
Aline conteve uma risada.
— Quem é?
— Dafne Miriam.
Ela se virou depressa.
— A modelo?
— A própria.
Aline já vira Dafne em dezenas de revistas. Sempre impecável, vestindo marcas de luxo e exibindo uma beleza fabricada nos mínimos detalhes. Era o tipo de mulher que entrava em um lugar consciente de que todos os olhares se voltariam para ela.
Também era o tipo de mulher que parecia capaz de destruir qualquer pessoa que ameaçasse aquilo que considerava seu.
— Entendi.
— Não se preocupe com Dafne. Apenas faça seu trabalho e evite aceitar provocações.
Ema conferiu o relógio e sua expressão mudou.
— Preciso ir. Meu ônibus parte em poucos minutos.
Aline levantou-se. A senhora se aproximou e beijou seu rosto com carinho.
— Cuide-se. Se tiver alguma dúvida, procure Peter. Não estarei disponível nem por telefone enquanto estiver com minha filha. E mande um beijo à sua mãe.
— Mandarei. Espero que a cirurgia corra bem.
— Obrigada, querida.
Ema caminhou até o elevador. Antes de entrar, olhou de Aline para a porta do escritório e sorriu de um jeito enigmático.
— Tenha paciência com ele.
— Vou tentar.
— Não tente demais. Peter precisa encontrar alguém que lhe diga "não" de vez em quando.
As portas se fecharam.
Sozinha, Aline voltou à mesa e respirou fundo.
O trabalho não parecia complicado. Atenderia telefonemas, organizaria reuniões e acompanharia o chefe em seus compromissos. Era praticamente a mesma função que exercera por quase cinco anos.
Antes de tudo desmoronar.
Afugentou a lembrança e examinou a mesa. Havia pastas, contratos e planilhas espalhados sobre a superfície. Um relatório de distribuição de investimentos chamou sua atenção.
Aline analisou os números durante alguns minutos e logo percebeu uma inconsistência. A empresa destinava uma quantia muito maior ao setor de entretenimento do que ao de comunicação e tecnologia.
Aquilo não fazia sentido.
O ramo do entretenimento era lucrativo, mas instável. Em contrapartida, as pessoas dependiam cada vez mais de meios rápidos para conversar, trabalhar e se deslocar. A Johnson estava despejando dinheiro numa tendência passageira enquanto negligenciava um mercado que poderia crescer por décadas.
— Algum problema?
A voz masculina surgiu tão perto que Aline se levantou de repente.
Peter estava parado diante da mesa. Não ouvira a porta abrir nem os passos dele se aproximarem. Tinha o paletó aberto, uma das mãos no bolso e a atenção fixada no documento diante dela.
— Não, senhor. Desculpe.
Aline fechou a pasta.
Peter pousou a mão sobre o papel antes que ela o afastasse.
— Estava analisando meus investimentos?
Não havia irritação evidente em sua voz. Ainda assim, o olhar dele a mantinha alerta.
— Eu apenas vi o relatório sobre a mesa.
— E encontrou alguma coisa errada.
Não era uma pergunta.
Aline hesitou.
— Não sou a pessoa adequada para opinar.
— Isso significa que tem uma opinião, mas não sabe se deve expressá-la.
— Significa que fui contratada como secretária, não como consultora.
Um brilho inesperado atravessou os olhos dele.
— E também significa que não deseja me contrariar no primeiro dia.
— Prefiro esperar pelo segundo.
Peter soltou uma risada baixa.
Aline se arrependeu imediatamente da resposta. Sua língua sempre ultrapassava os limites que o bom senso tentava impor.
Ele abriu novamente o relatório.
— Entretenimento oferece às pessoas uma fuga da rotina. Filmes, jogos, experiências, qualquer coisa que torne o mundo menos cinzento. Principalmente para as crianças. Não considera isso importante?
Aline voltou a se sentar, tentando controlar a tensão.
— Considero.
Peter inclinou o corpo, apoiando uma das mãos na mesa.
— Mas?
A proximidade dele a incomodou. Não apenas porque invadia seu espaço, mas porque o perfume amadeirado trouxe à sua memória sensações que ela não pretendia reviver.
— Não existe "mas", senhor Johnson.
— Acabou de revirar os olhos.
— Não revirei.
— E agora está mentindo.
Aline ergueu o rosto. Peter estava perto o suficiente para que ela distinguisse pequenas manchas castanhas em seus olhos escuros.
— Acredito que deveria investir naquilo que oferece mais retorno - disse ela.
— Isso já é melhor.
Ele baixou os olhos até sua boca. Aline percebeu o movimento e apertou os dedos sob a mesa.
— Continue.
— O setor de comunicação tem maior potencial de crescimento. As pessoas sempre precisarão se conectar. Um novo aplicativo, um aparelho mais eficiente ou uma plataforma integrada pode se tornar indispensável. Entretenimento é desejável. Comunicação é necessária.
Peter permaneceu em silêncio.
— Além disso - continuou ela, incapaz de parar -, sua projeção de retorno parece otimista demais. Se o lançamento principal atrasar ou tiver uma recepção negativa, a empresa perderá uma parte considerável do investimento.
— Finalmente.
Aline franziu a testa.
— Finalmente o quê?
— Disse o que realmente pensa.
Ele fechou a pasta e a colocou diante dela.
— Revise as projeções. Quero um relatório com os riscos, as oportunidades e uma proposta de redistribuição dos recursos.
— Senhor Johnson, essa função não consta no meu contrato.
— Ficou assustada?
Aline se levantou devagar. Mesmo de salto, ainda precisava erguer o rosto para encará-lo.
— Não. Apenas não gosto de trabalhar de graça.
O sorriso de Peter cresceu.
— Se o relatório for bom, receberá por ele.
— Quanto?
A pergunta direta pareceu surpreendê-lo.
— Ainda nem começou e já quer negociar comigo?
— Não trabalho com promessas vagas.
Por alguns segundos, nenhum dos dois recuou. A tensão entre eles se tornou densa, elétrica. Peter não estava acostumado a ser desafiado, e Aline reconheceu no olhar dele o momento exato em que deixou de ser apenas uma mulher bonita.
Agora, ela era um obstáculo.
E ele parecia gostar disso.
— Prepare o relatório - disse Peter. - Depois discutiremos seu valor.
— Discutimos o valor primeiro.
— Está me dando uma ordem, senhorita Sobral?
— Estou estabelecendo uma condição.
Peter inclinou-se um pouco mais. A sombra dele caiu sobre Aline, mas ela se recusou a dar um passo para trás.
— Tenha cuidado - murmurou. - Algumas pessoas podem interpretar essa sua coragem como insolência.
— E algumas mulheres poderiam interpretar sua proximidade como intimidação.
O sorriso desapareceu do rosto dele.
Peter se afastou.
— Darei uma resposta depois da reunião.
— Nesse caso, começarei depois da reunião.
Antes que ele pudesse reagir, o elevador se abriu.
Um homem loiro surgiu no corredor, vestido com um terno azul-escuro e falando ao telefone.
— Finalmente! Já estava indo buscá-lo. Cheguei há dez minutos.
Ele encerrou a ligação e se aproximou de Peter.
— Pronto para mais uma parceria, meu amigo?
Então virou o rosto para cumprimentar a secretária.
Parou.
Seu olhar percorreu Aline sem qualquer discrição.
— Meu Deus.
Ela se levantou, profissional.
— Olá. Sou Aline Sobral, a nova secretária do senhor Johnson.
Estendeu a mão.
— Kevin Araújo.
Em vez de apertá-la, Kevin levou seus dedos aos lábios e depositou um beijo demorado sobre sua pele.
— É um enorme prazer conhecê-la, Aline.
Ela retirou a mão com delicadeza.
— Imagino.
Kevin olhou para Peter. A expressão do amigo misturava surpresa, admiração e uma pergunta que não precisou ser pronunciada.
— Precisamos conversar.
Agarrou Peter pelo braço, puxou-o para o escritório e fechou a porta.
— Quem é essa mulher?
— Acabou de ouvir. Minha nova secretária.
Kevin olhou pela pequena faixa de vidro ao lado da porta.
— Ema foi embora e deixou isso no lugar dela?
Peter acompanhou o olhar do amigo e sentiu uma irritação súbita.
— "Isso" tem nome.
Kevin virou-se lentamente.
— Está defendendo a honra dela? Você a conhece há cinco minutos.
— Estou exigindo respeito por uma funcionária.
— Claro. Respeito.
O sorriso debochado de Kevin o incomodou ainda mais.
— Ela é linda - continuou o sócio. - E sabe disso. Dafne vai perder a cabeça quando descobrir.
— Aline ficará aqui por duas semanas para trabalhar. Não me interessa se Dafne vai gostar ou não.
— E você? Gostou?
Peter encarou o amigo.
— Procure algo útil para fazer.
Abriu a porta e saiu antes que Kevin pudesse responder.
Aline já estava em pé, com o tablet nas mãos. O rosto dela não revelava se escutara parte da conversa.
— Precisa de alguma coisa? - perguntou Peter.
— Ema informou que eu deveria acompanhá-lo à reunião das dez.
Ele lhe entregou a agenda.
— Vamos.
Os três caminharam até o elevador. Aline entrou primeiro e se posicionou do lado esquerdo. Peter ficou à direita, enquanto Kevin permaneceu à frente deles.
As portas se fecharam.
O silêncio tornou o espaço menor.
Peter entrelaçou os dedos, soltou-os e tornou a cruzá-los. Ao seu lado, Aline mantinha os olhos fixos no painel, séria e imóvel. O perfume suave dela misturava-se ao ar frio do elevador.
Kevin respirou fundo, indiscreto.
Peter lançou-lhe um olhar de advertência.
Aline não percebeu ou fingiu não perceber.
Um movimento do elevador a fez perder o equilíbrio por um instante. O ombro dela tocou o braço de Peter, e o contato breve espalhou calor pela pele dos dois.
Aline afastou-se imediatamente.
— Desculpe.
— Não foi nada.
Mas foi.
Peter sentiu o corpo reagir à proximidade e odiou a perda de controle. Desviou os olhos para o painel, tentando se lembrar de Dafne, do casamento, dos compromissos e de todas as razões pelas quais não deveria olhar novamente.
Fracassou.
Observou Aline de canto. A postura firme, a curva discreta da cintura e os lábios comprimidos formavam uma imagem perigosamente atraente. Não era apenas sua beleza que o perturbava. Era a resistência. A maneira como o enfrentava sem elevar a voz, como sustentava seu olhar e se recusava a ceder apenas porque ele esperava obediência.
Peter estava acostumado a dominar qualquer ambiente.
Aline parecia decidida a não ser dominada.
Ela sentiu o olhar e virou o rosto.
Os olhos dos dois se encontraram.
Por um segundo, todo o resto desapareceu: Kevin, a reunião, o elevador, o ruído distante da empresa. Havia somente aquela tensão silenciosa, pesada e imprudente.
Aline foi a primeira a desviar.
Peter sorriu de lado, embora soubesse que não havia vencido coisa alguma.
As portas se abriram.
— Depois da reunião, discutiremos o valor do relatório - disse ele.
Aline saiu sem diminuir o passo.
— Depois da reunião, o senhor fará uma proposta. Eu decidirei se vale meu tempo.
Kevin abafou uma risada.
Peter permaneceu parado por um instante, observando-a seguir pelo corredor.
Dois problemas ficaram claros naquele momento.
O primeiro era que Aline Sobral não se intimidava com ele.
O segundo era que Peter já desejava descobrir até onde poderia provocá-la antes que ela perdesse o controle.
O que ele ainda não compreendera era que, naquela disputa, talvez fosse o próprio controle que acabaria perdendo.
Quando o avião pousou, ela apertou a mão de Peter com força, os dois entenderam aquilo como um começo. A, podiam está exagerando? Sim, podiam. Mas quem não conhece o passado deles, por favor, fiquem calados. Peter veio de uma família rica, mas desunida, ganhou fama e dinheiro e logo se juntaram, ele cresceu e construiu um império, namorou, terminou, namorou e se enrolou, achou que tinha amado e namorou de novo.Apaixonou-se por uma modelo e se acomodou na vida que ela lhe dava, pensou que aquilo era o máximo que podia conseguir, até dar de cara com Aline Sobral, uma mulher que veio de uma família pobre, mas fez de tudo pra crescer na vida, passando por cima das dificuldades e alçando seus sonhos porque nunca deixou de sonhar. Namorou e foi enganada, e depois se envolveu com quem não devia achando que aquele sim era o amor que precisava, se entregou completamente sem ter medo do pior, e acabou com seu coração mais na frente.Ela devia ter medo de se deitar com Peter, de tentar novament
— Isso seria perfeito – riu de lado — mas primeiro pode me deixar conseguir um emprego? Não quero que as pessoas olhem pra mim e ache que sou completamente eficiente para cuidar da sua empresa só porque Peter Johnson é meu namorado, não quero isso.— E que tal eu conseguir um emprego pra você na minha empresa? – Aline estreitou os olhos — lembra-se do meu escritório embaixo? Precisa de um administrador nas partes dos recursos e design. Você é linda e sexy, tem um histórico escolar muito bom, um currículo ótimo. E não estou falando isso porque é minha namorada, é porque é a mais pura verdade.— Eu posso mesmo trabalhar na sua empresa? – ela ficou pensativa. — Ai você seria meu chefinho, eu adoraria ser uma de suas funcionárias.— Só que com atributos melhores, e com um sorriso perfeito. Pernas maravilhosas e uma boca sensual demais – ela jogou o cabelo pra trás concordando com tudo que ele disse.— Eu aceito a oferta de emprego, mas quero que pague pra mim, a mesma quantia que paga a t
— Oi – ela riu e ele apenas cruzou os braços depois de abrir a porta — poxa vida, pode ficar feliz em me ver? Por favor. Só um pouquinho – ele riu dando passagem pra ela entrar.— A que devo a honra da minha amiga que não consigo resistir? – Henrique perguntou abraçando ela por trás e depositando um beijo no seu rosto que desceu para o pescoço e ela soltou sua bolsa virando pra ele dando vários beijos em sua boca, ele a pegou com mais força a deixando soltar um gemido entre o beijo quando sua pegada foi mais forte, ele adorava fazer isso com ela, Dafne era uma mulher incrível, ele gostava dos seus toques e principalmente do seu gemido chamando por ele, ou o mandando ir mais rápido.— Eu quero te convidar pra sair – ela disse e encarou os olhos negros — é de noite pensei que podíamos sair pra jantar – falou e abaixou à cabeça se afastando, Henrique percebeu uma coisa estranha.— Tem alguma coisa que precisa me contar? – Perguntou cruzando seus braços e ela riu de lado.— Tem Henrique,
Na segunda-feira parecia mais animada para todo mundo, principalmente para Joana. Levantou cedo pra se arrumar, a última coisa que queria era ficar dentro de casa quando tinha o caminho livre para o coração de Peter. Brigar com Dafne e ainda ser expulsa da sua sala por Aline não era nada comparado a ligação que ela tinha com Peter, ele a amava, de todo o coração, sempre a amou, porque por causa de uma vadia do cabelo cor de rosa chegaria de repente e ele se apaixonaria, isso não era certo. Tomou um banho e vestiu um vestido azul com decote e curto, tubinho colado em seu corpo, tinha aquele vestido há muito tempo só porque foi Peter quem deu a ela e ela era louca por ele. Fez uma maquiagem simples e deixou seus lábios bem marcados. Saiu de carro indo direto pro seu carro, queria o quanto antes chegar à empresa e falar com Peter, jamais desistiria daquele homem, jamais. — Bom dia Ema – Joana cumprimentou a mulher assim que as portas do elevador se abriram, Ema ficou de pé e sorriu ao v
— Mãe? – Aline murmurou colocando o casaco e abriu a porta enquanto Peter procurava por suas roupas — O que esta fazendo aqui? – ela perguntou arrumando o cabelo e tentando fechar o casaco.— Não sei. Ouvir gemidos, barulhos e depois a porta estava aberta. Eu fiquei preocupada e procurei por esses barulhos. E sei lá, tem quartos na minha casa e minha filha não precisava ficar fazendo essas coisas dentro de um carro com um estranho. – Peter saiu do carro arrumando o cabelo — e o estranho aí.— Mãe – Aline riu e foi para o lado do Peter — desculpa a culpa foi minha. E não seja tão inconveniente. – os dois suspiraram — Esse é Peter.— Eu sei, depois de ouvir tantos gemidos seus – ela estendeu a mão e Peter hesitou em tocá-la. — Eu não mordo. – Aline deu uma tapa em seus ombros o forçando a cumprimentá-la. — Eu vou entrar, aguardo os dois amanha no café – deu as costas. Ela entrou e Aline foi pra frente de Peter.— Isso não era pra ter acontecido.— Foi bem mais excitante saber que tinha
— Vai passar o dia nesse computador mesmo? – Ele olhou pra cima vendo Dafne chegar da Academia colocando as chaves em cima da mesa de centro da sala.— Vou. Preciso encontrar um apartamento novo para me liberar este pra você. – Mangou e ela deu língua.— Porque não fica em um dos seus? Você tem tantos – era verdade, mas Peter não era tão fã do luxo que eles ostentavam, gostava de estar em um lugar confortável, sem muito luxo e aparelhos — Já sei, são grandes demais e cheios de coisas.— Você me conhece bem.— Claro que conheço – ela pensou um pouco e depois riu — Já sei de um lugar.— Que lugar?— Você se lembra do prédio da Aline, né? Claro. Era tão bonitinho, de frente pra praia, sem muito glamour, coisa que eu detesto, prefiro o luxo – se jogou no sofá.— Você tem razão.— Claro que eu tenho razão.— Pelo menos dessa vez – ela fez careta e levantou do sofá, Peter riu tirando seu pé no meio e olhou pro rosto dela e seguiu direto pro pescoço quando uma mancha chamou sua atenção. — Ha







