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O homem encarava os documentos espalhados sobre a mesa, mas já não absorvia uma única linha. Tornou a conferir datas, assinaturas e números, numa tentativa inútil de se preparar para o caos que começaria assim que sua secretária partisse. Por fim, perdeu a paciência e lançou a pasta sobre o tampo de madeira.
Ema trabalhava para a família havia anos. Era eficiente, discreta e conhecia Peter melhor do que muita gente que compartilhava seu sobrenome. Sabia antecipar suas ordens, administrar seu temperamento e impedir que pequenos problemas se transformassem em desastres. Peter a recompensava com um salário generoso, não apenas por reconhecer sua competência, mas porque detestava imaginar aquele escritório sem ela.
No entanto, a filha única de Ema adoecera e precisaria passar por uma cirurgia. A jovem vivia do outro lado da cidade e não tinha ninguém em quem pudesse se apoiar naquele momento. Peter liberara sua secretária sem hesitar. Podia ser arrogante, impaciente e difícil, mas não era cruel.
Ainda assim, a ausência dela lhe custaria caro.
Ao descobrir que precisaria de uma substituta, telefonou para várias agências. Analisou currículos, recusou candidatas e encontrou defeitos em todas. Nenhuma lhe transmitira a confiança necessária. Cansado da busca, colocou a responsabilidade nas mãos de Ema.
Como sempre, ela resolvera tudo.
A profissional escolhida viajaria até Seant para trabalhar com ele durante duas semanas. Segundo Ema, era inteligente, experiente e tão competente que convencê-la a aceitar o emprego tinha sido uma batalha. Aquilo despertara a curiosidade de Peter. Ele gostava de pessoas difíceis de conquistar.
— Senhor Johnson?
Peter ergueu os olhos.
Ema estava parada à porta, impecável em seu vestido escuro. Entrou com passos tranquilos e deixou uma pasta transparente diante dele.
— Este é o contrato do seu último investimento. Basta assinar e enviá-lo aos seus pais. Eles estão esperando os documentos em casa.
— Obrigado.
Peter abriu a pasta e percorreu algumas cláusulas. Embora mantivesse os olhos no papel, sua voz perdeu parte da rigidez habitual.
— Como está sua filha?
— Melhor. A cirurgia será delicada, mas os médicos estão confiantes.
Ele assentiu, aliviado, embora não demonstrasse mais do que isso.
— E não precisa se preocupar comigo agora - continuou Ema. - Creio que deveria guardar essa preocupação para o seu casamento. Está cada vez mais próximo.
A mão de Peter parou sobre o documento.
Aos trinta e dois anos, Peter Johnson era o principal administrador da empresa construída por gerações de sua família. Tinha dinheiro, influência e uma reputação que fazia concorrentes medirem cada palavra diante dele. Também estava noivo, embora pensar no casamento lhe provocasse menos entusiasmo do que analisar um relatório financeiro.
Sua noiva era bonita, elegante e sabia agradá-lo. Para Peter, isso deveria bastar. Amor, companheirismo e afeto eram distrações que nunca tinham ocupado espaço em seus planos. Ele desejava uma mulher que combinasse com sua posição, se comportasse como ele esperava e satisfizesse seus desejos entre quatro paredes.
Nada além disso.
Fechou a pasta com firmeza.
— Não tenho interesse em falar sobre o casamento.
Ema soltou uma risada baixa. Conhecia aquele homem desde que ele era um menino impaciente, sempre tentando provar que não precisava de ninguém. Sabia reconhecer a frieza que ele exibia e também o vazio que escondia.
— Pois deveria ter. Todos esperam muito da sua união com a senhorita Miriam.
Peter respondeu com um sorriso sem humor.
— Todos, menos eu.
— Ela afirma que o ama.
— Afirma muitas coisas quando deseja usar meu cartão.
Ema conteve outro sorriso, mas seu olhar permaneceu sério.
— Ainda há tempo para pensar melhor. O senhor não deveria escolher a mulher com quem passará a vida apenas porque ela é bonita e sabe agradá-lo na cama.
Peter se levantou lentamente. Abotoou o paletó e contornou a mesa, impondo com sua altura uma presença que intimidaria qualquer funcionário. Ema, porém, não recuou.
— Sempre respeitei muito a senhora - disse ele, num tom controlado. - Mas não quero conselhos sobre a mulher que escolhi para ser minha esposa.
— Não estou preocupada com a esposa que escolheu. Estou preocupada com a vida que terá depois da escolha.
Por um instante, os dois se encararam.
Peter foi o primeiro a desviar os olhos.
— Sentirei sua falta - admitiu, mais baixo. - Este lugar será um caos sem você.
A expressão de Ema se suavizou.
— Não será. Eu mesma conheci a mulher que ficará no meu lugar. É elegante, inteligente e possui um histórico profissional quase perfeito. Foi difícil convencê-la a aceitar.
Peter arqueou uma sobrancelha.
— Difícil?
— Muito. Ela não está desesperada por emprego, não se impressiona facilmente e não suporta homens que confundem autoridade com arrogância.
Agora Ema tinha toda a sua atenção.
— E por que acha que ela conseguirá trabalhar comigo?
— Porque é competente o bastante para enfrentá-lo.
Um sorriso lento surgiu no rosto de Peter.
— Espero que ela seja tão boa quanto diz.
— Ela é melhor.
A porta se abriu antes que ele respondesse.
Uma mulher loira entrou sem bater, envolta num vestido tão curto e justo que parecia ter sido pintado sobre seu corpo. Seus saltos ecoaram pelo escritório enquanto ela atravessava a sala com um sorriso possessivo.
— Meu amor, vim fazer uma surpresa.
Peter observou sua aproximação, sem esconder a irritação causada pela interrupção.
— Dafne?
A mulher ignorou Ema e parou diante da mesa.
— Não vai me dar um beijo?
Ema recolheu alguns papéis, pronta para sair.
— Bom dia, senhorita.
— Olá... - Dafne respondeu sem sequer olhar para ela.
Assim que a porta se fechou, a loira retirou um pequeno espelho da bolsa e examinou o próprio batom.
— Não sei como você suporta aquela velha circulando por aqui o dia inteiro.
O maxilar de Peter enrijeceu.
— Escolha melhor suas palavras quando falar de Ema.
Dafne percebeu o aviso e mudou de assunto imediatamente.
— Ela vai mesmo embora?
— A partir de amanhã, terei uma nova secretária.
O espelho se fechou com um estalo.
— Uma nova secretária?
Peter recostou-se na cadeira, observando a pontada de ciúme que atravessou o rosto da noiva. Aquilo o divertiu mais do que deveria.
— Uma substituta. Ficará apenas duas semanas.
— Espero que seja velha.
— Pelo que ouvi, ela é jovem.
Dafne estreitou os olhos.
— E bonita?
— Ainda não a conheço.
A resposta não pareceu tranquilizá-la. Ela contornou a mesa, sentou-se no colo dele e passou os braços por seu pescoço.
— Então precisa se lembrar de que já tem uma mulher.
Beijou-o com intensidade, marcando território. Peter retribuiu por instinto, segurando sua cintura. Desejava-a, mas não havia ternura no gesto. Entre eles, tudo sempre se resumira a atração, poder e conveniência.
Dafne afastou os lábios apenas o necessário para sussurrar:
— Vim convidá-lo para almoçar. E, depois, talvez eu possa ser sua sobremesa.
Peter sorriu de lado.
Era uma proposta que ele raramente recusava.
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Aline Sobral permaneceu imóvel diante da sacada, sentindo o vento do mar atravessar seus cabelos. A viagem fora longa, o corpo estava cansado e os pés latejavam dentro dos saltos, mas a vista compensava parte do desconforto.
Lá embaixo, a cidade se estendia até a praia. O oceano refletia a luz do fim da tarde e parecia muito mais tranquilo do que tudo o que ela deixara para trás.
— Espero que fique bem acomodada, senhorita Sobral - disse o administrador do prédio, aproximando-se mais do que o necessário. - Gostou?
Aline ignorou a intimidade do homem e manteve os olhos no horizonte.
— Gostei. Sempre gostei de ver o mar.
— Suas malas chegarão em alguns minutos. O carro que alugou também já está na garagem.
Ele lhe entregou um chaveiro, permitindo que os dedos demorassem um instante além do necessário sobre a mão dela.
Aline puxou as chaves com firmeza.
— Obrigada.
— Foi um prazer recebê-la.
— O prazer foi meu.
Ela o acompanhou até a porta e a trancou assim que ele saiu. Somente então soltou o ar que prendia. Retirou o cachecol, abandonou a bolsa sobre o sofá e arrancou os sapatos, fechando os olhos quando os pés tocaram o carpete macio.
— Não pode ser tão ruim assim - murmurou.
O apartamento era amplo e elegante, decorado em tons de cinza e branco. Um sofá curvo ocupava boa parte da sala, diante de uma televisão fixada na parede. No centro, uma mesa de vidro refletia a luz que entrava pela sacada.
O quarto era mais vivo. O branco dominava o ambiente, mas detalhes vermelhos quebravam a neutralidade. Outra sacada se abria para a praia, oferecendo uma vista capaz de fazê-la esquecer, ainda que por poucos segundos, a razão de estar ali.
A campainha tocou.
Aline recebeu as malas, trancou novamente a porta e decidiu dormir. Na manhã seguinte, começaria a trabalhar na empresa Johnson, sobre a qual sabia pouco além do que constava no dossiê enviado por Ema.
Aceitara o emprego por consideração à velha amiga de sua mãe. Também porque precisava se afastar da cidade onde vivera sua última humilhação.
Perdera o emprego depois de se envolver com o próprio chefe.
Durante quase cinco anos, acreditara nas promessas dele, nos encontros escondidos e nas declarações sussurradas quando ninguém podia ouvi-los. No fim, descobriu que sentimentos não tinham valor diante de um conselho administrativo, uma esposa influente e uma reputação a proteger. Ele permaneceu com a empresa.
Aline saiu carregando a culpa.
Duas semanas em Seant deveriam ser suficientes para ajudá-la a respirar. Trabalharia, recuperaria o controle e voltaria para casa sem permitir que outro homem poderoso ultrapassasse os limites profissionais.
Era o que repetia para si mesma.
Ela ainda não sabia que Peter Johnson transformaria aquela promessa em uma guerra.
O sol atravessou as cortinas e aqueceu o corpo de Aline. Ela abriu os olhos lentamente, desorientada pelo quarto desconhecido. Sentou-se, afastou o lençol e percebeu que deixara a janela aberta.
Ao sair para a sacada, encontrou o céu tingido por tons dourados. O mar se confundia com o horizonte, e o barulho distante das ondas trouxe uma serenidade que ela não sentia havia meses.
Permitiu-se respirar.
Depois do banho, encarou o próprio reflexo. Tinha vinte e nove anos, pele clara, olhos verdes intensos e lábios cheios. Os cabelos longos caíam por suas costas, emoldurando um rosto delicado que muitas vezes fizera homens subestimarem sua inteligência.
Ela aprendera a transformar essa impressão em vantagem.
Vestiu uma saia lápis vinho, ajustada sem perder a elegância, e uma camisa branca de mangas compridas. Calçou sapatos da mesma cor da blusa e escolheu um batom escuro, próximo ao tom da saia. O resultado era profissional, feminino e seguro.
Era exatamente a imagem que queria transmitir.
Na cozinha, serviu uma pequena xícara de café e abriu o dossiê da empresa. A Johnson era uma das organizações mais influentes de Seant. Fundada por Madara Johnson, crescera de geração em geração até chegar às mãos de Peter.
O relatório o descrevia como ambicioso, metódico e extremamente exigente.
Ema, porém, usara outra palavra:
Insuportável.
A campainha tocou antes das sete e meia.
Aline abriu a porta e encontrou uma senhora muito bem-vestida, usando um elegante vestido vermelho.
— Ema?
— Aline?
As duas sorriram.
— É um prazer conhecê-la. Minha mãe fala muito sobre a senhora.
— Espero que apenas coisas boas.
— Nem sempre.
Ema riu, e a tensão da manhã diminuiu um pouco.
— Está pronta?
Aline apanhou a bolsa e uma pasta preta.
— Estou.
— Então vamos. O senhor Johnson não tolera atrasos.
— Nem eu.
A resposta pareceu agradar à senhora.
— Está de carro?
— Aluguei um. Assim não preciso depender do metrô nem de táxi.
— Ótimo. Siga-me e tente memorizar o caminho. Este será meu último dia antes da licença.
Aline trancou a porta e acompanhou Ema até o estacionamento.
Enquanto entrava no carro, fez a si mesma uma última promessa: não importava o quanto Peter Johnson fosse rico, poderoso ou arrogante, ela cumpriria seu trabalho sem se deixar intimidar.
Duas semanas.
Nada além de duas semanas.
Peter chegou à empresa com os músculos tensos e uma dor incômoda nas costas. A noite anterior fora intensa, mas nem o prazer nem o cansaço haviam silenciado sua mente. Dormira pouco, acordara irritado e agora se perguntava por que uma tentativa de relaxar sempre terminava com o corpo parecendo ter sobrevivido a uma luta.
Ao atravessar o corredor, olhou para a mesa diante de seu escritório.
Vazia.
Nem Ema nem a substituta haviam chegado.
Ele conferiu o relógio e entrou na sala. Tinha uma reunião às dez e pretendia levar uma das duas. Encontrou a agenda sobre a mesa e começou a folheá-la, percebendo o quanto dependia da organização de Ema. Havia contatos, compromissos e anotações que somente ela compreendia por completo.
A nova secretária precisaria aprender rápido.
Peter sentou-se e mergulhou no trabalho. Gostava de chegar cedo, quando os corredores ainda estavam silenciosos. O trabalho era uma das poucas coisas que conseguia controlar sem concessões. Negociações, investimentos e estratégias obedeciam à lógica.
Pessoas, não.
Vinte e dois minutos depois, ouviu a risada baixa de Ema do outro lado da porta.
Ela havia chegado.
E trouxera a substituta.
Peter tentou identificar a voz da outra mulher, mas ouviu apenas silêncio. A ausência de qualquer comentário despertou sua curiosidade. Voltou a atenção ao projeto de aquisição de um terreno onde pretendia construir a casa desejada por sua noiva, embora as letras já não prendessem seu olhar como antes.
— Com licença, senhor Johnson?
Ema abriu a porta e entrou com o café de que ele gostava.
— Desculpe interrompê-lo. Trouxe minha substituta.
Ela colocou um currículo diante dele.
Peter leu o nome no alto da página.
Aline Sobral.
Vinte e nove anos. Fluente em outros idiomas. Experiência em empresas de grande porte. Excelente domínio de planilhas, organização executiva e gestão de crises. Permanecera quase cinco anos no último emprego antes de ser dispensada sem uma justificativa clara.
Um currículo impressionante.
— Parece competente - comentou.
— Eu disse que era.
Peter abaixou o documento.
Primeiro viu os sapatos brancos. Depois, as pernas elegantes, a saia vinho marcando curvas discretas e a postura firme de quem não precisava se exibir para dominar um ambiente.
Seu olhar subiu lentamente.
A camisa branca contrastava com o batom escuro. Os cabelos longos caíam sobre os ombros, e os olhos verdes o encaravam sem submissão, curiosidade ou deslumbramento.
Apenas o avaliavam.
Peter sentiu algo apertar em seu peito.
Desejo, talvez.
Ou o aviso silencioso de que aquela mulher seria um problema.
Aline sustentou o olhar, impassível.
Ele estava acostumado a provocar nervosismo, fascínio ou medo. Nela, não encontrou nenhum dos três.
E isso o atingiu com mais força do que deveria.
— Senhor Johnson - disse Aline, oferecendo-lhe a mão. — Espero que possamos trabalhar bem juntos.
Peter se levantou e segurou seus dedos.
O contato foi breve, mas uma descarga quente percorreu seu braço. Pela primeira vez naquela manhã, ele esqueceu a dor nas costas, a reunião, a noiva e os documentos sobre a mesa.
Esqueceu tudo.
Aline retirou a mão antes que ele quisesse soltá-la.
Peter tornou a encará-la, tomado por uma certeza perigosa.
Aquelas duas semanas não seriam tranquilas.
E ele já não tinha certeza de que queria que fossem.
Quando o avião pousou, ela apertou a mão de Peter com força, os dois entenderam aquilo como um começo. A, podiam está exagerando? Sim, podiam. Mas quem não conhece o passado deles, por favor, fiquem calados. Peter veio de uma família rica, mas desunida, ganhou fama e dinheiro e logo se juntaram, ele cresceu e construiu um império, namorou, terminou, namorou e se enrolou, achou que tinha amado e namorou de novo.Apaixonou-se por uma modelo e se acomodou na vida que ela lhe dava, pensou que aquilo era o máximo que podia conseguir, até dar de cara com Aline Sobral, uma mulher que veio de uma família pobre, mas fez de tudo pra crescer na vida, passando por cima das dificuldades e alçando seus sonhos porque nunca deixou de sonhar. Namorou e foi enganada, e depois se envolveu com quem não devia achando que aquele sim era o amor que precisava, se entregou completamente sem ter medo do pior, e acabou com seu coração mais na frente.Ela devia ter medo de se deitar com Peter, de tentar novament
— Isso seria perfeito – riu de lado — mas primeiro pode me deixar conseguir um emprego? Não quero que as pessoas olhem pra mim e ache que sou completamente eficiente para cuidar da sua empresa só porque Peter Johnson é meu namorado, não quero isso.— E que tal eu conseguir um emprego pra você na minha empresa? – Aline estreitou os olhos — lembra-se do meu escritório embaixo? Precisa de um administrador nas partes dos recursos e design. Você é linda e sexy, tem um histórico escolar muito bom, um currículo ótimo. E não estou falando isso porque é minha namorada, é porque é a mais pura verdade.— Eu posso mesmo trabalhar na sua empresa? – ela ficou pensativa. — Ai você seria meu chefinho, eu adoraria ser uma de suas funcionárias.— Só que com atributos melhores, e com um sorriso perfeito. Pernas maravilhosas e uma boca sensual demais – ela jogou o cabelo pra trás concordando com tudo que ele disse.— Eu aceito a oferta de emprego, mas quero que pague pra mim, a mesma quantia que paga a t
— Oi – ela riu e ele apenas cruzou os braços depois de abrir a porta — poxa vida, pode ficar feliz em me ver? Por favor. Só um pouquinho – ele riu dando passagem pra ela entrar.— A que devo a honra da minha amiga que não consigo resistir? – Henrique perguntou abraçando ela por trás e depositando um beijo no seu rosto que desceu para o pescoço e ela soltou sua bolsa virando pra ele dando vários beijos em sua boca, ele a pegou com mais força a deixando soltar um gemido entre o beijo quando sua pegada foi mais forte, ele adorava fazer isso com ela, Dafne era uma mulher incrível, ele gostava dos seus toques e principalmente do seu gemido chamando por ele, ou o mandando ir mais rápido.— Eu quero te convidar pra sair – ela disse e encarou os olhos negros — é de noite pensei que podíamos sair pra jantar – falou e abaixou à cabeça se afastando, Henrique percebeu uma coisa estranha.— Tem alguma coisa que precisa me contar? – Perguntou cruzando seus braços e ela riu de lado.— Tem Henrique,
Na segunda-feira parecia mais animada para todo mundo, principalmente para Joana. Levantou cedo pra se arrumar, a última coisa que queria era ficar dentro de casa quando tinha o caminho livre para o coração de Peter. Brigar com Dafne e ainda ser expulsa da sua sala por Aline não era nada comparado a ligação que ela tinha com Peter, ele a amava, de todo o coração, sempre a amou, porque por causa de uma vadia do cabelo cor de rosa chegaria de repente e ele se apaixonaria, isso não era certo. Tomou um banho e vestiu um vestido azul com decote e curto, tubinho colado em seu corpo, tinha aquele vestido há muito tempo só porque foi Peter quem deu a ela e ela era louca por ele. Fez uma maquiagem simples e deixou seus lábios bem marcados. Saiu de carro indo direto pro seu carro, queria o quanto antes chegar à empresa e falar com Peter, jamais desistiria daquele homem, jamais. — Bom dia Ema – Joana cumprimentou a mulher assim que as portas do elevador se abriram, Ema ficou de pé e sorriu ao v
— Mãe? – Aline murmurou colocando o casaco e abriu a porta enquanto Peter procurava por suas roupas — O que esta fazendo aqui? – ela perguntou arrumando o cabelo e tentando fechar o casaco.— Não sei. Ouvir gemidos, barulhos e depois a porta estava aberta. Eu fiquei preocupada e procurei por esses barulhos. E sei lá, tem quartos na minha casa e minha filha não precisava ficar fazendo essas coisas dentro de um carro com um estranho. – Peter saiu do carro arrumando o cabelo — e o estranho aí.— Mãe – Aline riu e foi para o lado do Peter — desculpa a culpa foi minha. E não seja tão inconveniente. – os dois suspiraram — Esse é Peter.— Eu sei, depois de ouvir tantos gemidos seus – ela estendeu a mão e Peter hesitou em tocá-la. — Eu não mordo. – Aline deu uma tapa em seus ombros o forçando a cumprimentá-la. — Eu vou entrar, aguardo os dois amanha no café – deu as costas. Ela entrou e Aline foi pra frente de Peter.— Isso não era pra ter acontecido.— Foi bem mais excitante saber que tinha
— Vai passar o dia nesse computador mesmo? – Ele olhou pra cima vendo Dafne chegar da Academia colocando as chaves em cima da mesa de centro da sala.— Vou. Preciso encontrar um apartamento novo para me liberar este pra você. – Mangou e ela deu língua.— Porque não fica em um dos seus? Você tem tantos – era verdade, mas Peter não era tão fã do luxo que eles ostentavam, gostava de estar em um lugar confortável, sem muito luxo e aparelhos — Já sei, são grandes demais e cheios de coisas.— Você me conhece bem.— Claro que conheço – ela pensou um pouco e depois riu — Já sei de um lugar.— Que lugar?— Você se lembra do prédio da Aline, né? Claro. Era tão bonitinho, de frente pra praia, sem muito glamour, coisa que eu detesto, prefiro o luxo – se jogou no sofá.— Você tem razão.— Claro que eu tenho razão.— Pelo menos dessa vez – ela fez careta e levantou do sofá, Peter riu tirando seu pé no meio e olhou pro rosto dela e seguiu direto pro pescoço quando uma mancha chamou sua atenção. — Ha







