FAZER LOGINO padre sorri com gentileza, dá um passo à frente e, com a voz firme, anuncia:— Agora, os noivos farão seus votos. Pietro, você gostaria de começar?Pietro respira fundo. Seus dedos apertam levemente os meus, como se precisasse de um último impulso de coragem. Então ele olha nos meus olhos — com aquele olhar sério que só ele tem quando vai dizer algo do fundo da alma.— Millena, você é fogo e calmaria. É desafio e abrigo. Me ensinou a rir quando eu só sabia trabalhar, me fez perder o controle… e me encontrar de novo nos seus braços. Me ensinou que o amor não é uma fraqueza. É o que me fortalece.Ele faz uma breve pausa, e percebo seus olhos marejados.— Prometo que vou te proteger, mesmo quando você disser que não precisa. Prometo respeitar sua liberdade, sua força e sua loucura, porque, convenhamos, você é um caos delicioso.Todos riem, inclusive eu, tentando conter as lágrimas.— Prometo que, mesmo nos dias difíceis, vou escolher você. Todos os dias. Porque amar você é o que dá sen
Os minutos seguintes são uma mistura de correria e emoção.Disfarço com alguma dificuldade as marcas que Pietro deixou no meu pescoço — consequências de um amor intenso demais para ser contido. Quando finalmente estou pronta e o vestido se ajusta ao meu corpo como se tivesse sido desenhado para mim, sinto o coração disparar.Escolhi um modelo aberto nas costas, que realça minha silhueta e valoriza cada curva. Ao me virar para o espelho, Thaila deixa escapar um sorriso enorme e fica com os olhos fixos em mim, encantada.Nesse instante, a porta se abre devagar. Minha mãe entra no quarto e para ao me ver. O silêncio dela diz tudo. Seus olhos percorrem minha imagem com ternura, até que ela caminha até mim e me envolve num abraço apertado.— Você está linda, filha… Quando você nasceu, eu imaginava tantas coisas para o seu futuro. Mas nenhuma delas chega perto da felicidade que estou vendo nos seus olhos agora — diz ela, com a voz embargada.Fecho os olhos, tentando conter as lágrimas. O ca
Só que a paz não dura muito.— Millena Almonte! Você vai se atrasar para o seu próprio casamento!A voz da minha mãe atravessa a porta como um trovão, acompanhada de batidas tão fortes que tenho certeza de que metade da casa ouviu.— Ai, meu Deus… — sussurro, arregalando os olhos.Pietro se assusta tanto que perde completamente o equilíbrio e despenca da cama, levando parte do lençol junto.— Que porra foi essa? — ele solta, confuso, com os olhos arregalados, nu e ainda meio sonolento.— Minha mãe! — digo entre risos e desespero. — Ela acha que estou no quarto sozinha. Se ela entrar aqui, você morre!— Já morri com o susto! — ele resmunga, tentando se levantar às pressas e procurando desesperadamente pelas suas roupas.— Esconde, Pietro! Vai para o banheiro! — sussurro entre risos, tentando controlar o pânico enquanto me enrolo no lençol.Ele sai tropeçando até o banheiro, ainda resmungando baixinho:— Um homem não tem paz nem depois de um banho divino…Bato na porta, fingindo natural
Meu corpo inteiro tremia — mas não de insegurança. Era antecipação. Era desejo.Ele percorreu meu corpo com os olhos antes de tocá-lo, como se me quisesse com calma e, ao mesmo tempo, com urgência crescente. Quando sua boca encontrou a base do meu pescoço, soltei um suspiro, me arqueando contra ele.— Pietro... — sussurrei, sem precisar de mais palavras.Ele sorriu contra minha pele, satisfeito com minha reação, e continuou explorando cada parte do meu corpo com beijos lentos que me faziam perder o fôlego. Suas mãos me seguravam pela cintura com firmeza, como se quisesse me gravar na memória.Cada toque era uma descoberta. Cada arrepio era novo.Eu não sabia que era possível sentir tanto só com a ponta dos dedos de alguém.E Pietro sabia exatamente o que fazer.Como me provocar.Como me acender.Seus beijos desceram pelo meu corpo, deixando minha pele acesa em cada ponto que tocavam. Senti o calor do hálito dele, o roçar dos lábios — e não consegui conter o gemido que escapou.— Relax
Como se tivesse me esperado a vida inteira. Ele abre um sorriso lento — daqueles que aquecem por dentro.— Você está... incrivelmente linda — diz, com a voz rouca, como se cada palavra tivesse gosto.— E você está perigosamente bonito — respondo, deslizando o olhar por ele de cima a baixo.Nos despedimos dos meus pais. Saio de casa com a mão dele segurando a minha.Chegamos ao carro e, sem dizer mais nada, ele abre a porta para mim. Durante o trajeto, não revela nada. Apenas coloca uma playlist suave que preenche o silêncio de forma confortável. Nossos dedos entrelaçados no apoio central, e a cada curva, meu coração bate mais rápido.Até que, depois de alguns minutos subindo uma estrada cercada por árvores, ele estaciona.Quando saio do carro, fico sem ar.Um chalé.Um sorriso involuntário surge nos meus lábios.Flores no caminho. Ele me estende a mão e seguimos juntos. Ele destrava a porta e o que vejo me deixa ainda mais surpresa: uma mesa para dois, coberta por uma toalha clara, lo
A expressão dela? Inacreditável.As portas se fecham. Faço de tudo para parecer tranquila. Mas por dentro... estou vibrando.Na garagem, caminhei até minha moto. Confesso que imaginei que Pietro desistiria da ideia no último segundo.Mas não.Pegou o capacete.Sorriu.E me beijou como se estivéssemos completamente sozinhos.Entrego o capacete extra. Ele sorri. Me puxa. Me beija.— Você vai ser a minha perdição, Mille... — sussurra, antes de deixar um beijo no meu pescoço.Meu corpo inteiro se arrepia. Luto contra o gemido que quase escapa. Coloco o capacete, subo na moto. Ele sobe atrás de mim, envolve minha cintura com os braços.E nesse momento, sei que, se ele sussurrar mais uma vez, paro a moto. E não responderei por mim.A moto cortava as ruas com a velocidade exata entre o perigo e a provocação. O corpo dele colado ao meu, os braços firmes na minha cintura — cada parada no semáforo era uma tortura silenciosa. Eu sentia o peito dele contra minhas costas, e toda vez que ele ajusta







