Inicio / Romance / A Redenção do CEO / Epílogo - parte 1.

Compartir

A Redenção do CEO
A Redenção do CEO
Autor: Autora Nalva Martins

Epílogo - parte 1.

last update Fecha de publicación: 2023-01-21 01:26:17

Daniel

*Memórias.

Seis anos antes.

— Amor, acorda! A-aiiii! Daniel, por favor acorde, amor!

— Hum? — Acordo com a voz de Suzy levemente desesperada ao meu lado na cama. Ainda sonolento, olho as horas no despertador e percebo que ainda é madrugada. — O que foi, querida? — pergunto atordoado e me sento no colchão, esfregando os olhos para despertar.

— A-aaiii! Acho que está na hora, Dani. — Ela diz, eu franzo o cenho.

— Na hora?  

— Sim, Dani! A-acho que a bolsa... A-aaii! Oh, Deus a bolsa estourou! — Ela geme as palavras, contorcendo-se um pouco. Droga! Imediatamente acendo a luz do abajur e só então noto a cama molhada. Suzy volta a se contorcer de dor ao meu lado. Eu respiro fundo para tentar manter a calma e não a agitá-la ainda mais.

— Respire, querida — peço Lembrando-me dos exercícios de respiração que ensaiamos por meses. —A quanto tempo está sentindo as dores? 

— Aiii! Eu não sei. Só… está muito forte, Dani! Me leva para a maternidade agora, por favor! 

— Tudo bem, querida! Só tenta manter a calma, está bem? Vou pôr uma roupa rapidinho e pegar a malinha do Cris. Respira e expira… respira e expira… — falo, enquanto caminho apressado para o closet. Visto a primeira roupa que vejo na minha frente e pego a malinha do bebê que já está preparada há algumas semanas. — Pronto! Agora venha, querida, vou te ajudar a descer as escadas. — Ajudo-a a sair da cama, ajeitando a alça da mala no meu ombro e uma mão na sua cintura, e logo estamos andando pelo corredor. A previsão da chegada do nosso pequeno Christopher era para daqui há duas semanas, mas pelo visto o nosso garoto tem pressa de chegar. Com cuidado coloco Suzy nos braços e desço as escadas devagar, e logo estamos dentro do meu carro e a caminho da maternidade mais próxima. As contratações aumentam a cada minuto e percebo o quanto minha garota está sofrendo. Assim que chegamos ao hospital, ela passa por um rápido processo de triagem e não demora muito para estarmos na sala de parto. Como havíamos planejado, estou com uma câmera filmando cada segundo desse momento tão esperado. É doloroso vê-la sofrer assim e o tempo parece não passar nunca. Os minutos se arrastam e cada grito de dor que ela solta faz o meu coração se apertar no peito, porém, sei que ela é forte e que conseguirá trazer o nosso bebê ao mundo.

— Só mais um pouco, Suzy. Vamos, o seu filho quer vir ao mundo, querida. — Doutor Samuel pede, incentivando-a. Mas algo está errado, eu sei que sim, pois a minha esposa começa a ficar pálida e preocupado, eu largo a câmera para ficar ao seu lado.

— Eu não consigo, doutor! — Ela reclama. Parece cansada. Sua respiração agora está pesada e percebo que ela está quase sem forças também. Definitivamente Suzy não parece nada bem. Beijo calidamente o seu rosto suado e ela me olha com olhos molhados de lágrimas.

— Estou bem aqui com você, querida. Eu sei que você consegue — sibilo para encorajá-la, mas ela faz não com a cabeça.

— Eu não consigo Dani — sussurra e imediatamente encaro o médico do outro lado da cama.

— Suzy, se você desistir agora ou seu bebê morrerá. Você precisa lutar por ele! — Samuel insiste e ela concorda fazendo ainda mais força quando a contratação vem ainda mais forte. Meu coração acelera forte demais quando escuto o choro agudo do nosso bebê. Sorrio amplamente e seguro a câmera direcionando-a para nosso garoto que grita a todos pulmões em um choro compulsivo.

— Ele é lindo, meu amor! — falo emocionado, sem parar de filmar. Ele está todo sujo e lutando para sobreviver. Eu não podia estar mais feliz! Penso, olhando para o fruto do nosso amor. O filho que ela tanto quis e lutou por ele — comento virando a câmera agora para ela. Contudo, toda a minha alegria se transforma em dor quando vejo a minha luz transformar-se em escuridão. As máquinas que a monitoram começam a fazer um barulho irritante, avisando que algo está errado. A câmera vai ao chão e eu corro para perto da minha esposa desacordada. 

— Não consigo conter a hemorragia! — Samuel rosna com o seu tom profissional, porém, dá para sentir a sua preocupação diante desse quadro. — Depressa, chamem a doutora Carmem, diga que é urgente! — Ele ordena para uma enfermeira que sai apressada da sala de parto.

— O que está acontecendo, Samuel? — Procuro saber em meio ao meu desespero.

— Tirem-no daqui! — ordena.

— Não! Não vou sair daqui, Samuel! Me diga o que houve! — exijo ainda mais alto.

— Mas, que droga, tirem esse homem da sala, porra! — Ele berra para a sua equipe. Dois homens me puxam bruscamente para fora da sala, embora eu lute e grite por minha esposa. Entretanto a porta se fecha, mas o som do bip arrastado ainda está zunindo nos meus ouvidos. Nervoso, ligo para os meus pais e para os pais de Suzy, e aviso do nascimento do Cris, mas com pesar conto aconteceu após o parto. As horas passam e nenhuma notícia da minha esposa chega, e isso me deixa ainda cada vez mais angustiado. 

— Calma, meu filho, ela vai ficar bem! — Meu pai interpele, sentando-se ao meu lado, pois eu não sinto que tudo ficará bem, porque a vi quase sem vida.

— Por que não me deixam ir vê-la, pai? Por que eles não falam nada? — questiono e seco as lágrimas que insistem em cair.

— Já viu o seu filho, querido? Ele é tão lindo! — Minha mãe pergunta. Eu sei que ela quer me distrair e tentar me tranquilizar, mas nesse momento o meu foco é a mulher da minha vida. Meneio a cabeça fazendo um não para ela.

— Ainda não, mãe. Quando ela estiver bem, o veremos juntos. 

— Filho, quem sabe se você for vê-lo um pouco… talvez se acalme e… — Meu pai insiste.

— Eu já disse que não, pai! — rosno ríspido dessa vez. — Não quero vê-lo enquanto não tiver notícias dela! — repito áspero. Papai respira fundo e troca olhares com a minha mãe.

— Alguma notícia da minha filha?  — Magdala indaga assim que entra na sala de espera. Ela não esconde o seu desespero— Em resposta, apenas meneio a cabeça negativamente.

— Já tem quase uma hora que estão lá dentro com ela — resmungo contendo a minha aflição.

— Ou, meu Deus! — Ela geme abraçando o marido que tem uma cara fechada para mim.

— Se alguma coisa acontecer com a minha filha, a culpa é sua, Daniel! Eu disse para não insistir com essa m*****a gravidez! — Paulo rosna entre dentes.

— Paulo, por favor! Não é culpa do Dani, você sabe que a Suzy insistiu com isso desde o início. — Magdala o repreende.

— Não ouse defender esse homem! Ele sabia que ela não podia engravidar, era responsabilidade dele ter evitado isso!

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • A Redenção do CEO   223

    Christopher Ávila— E aí cara? — Ele diz e bebe direto no gargalo, enquanto observa o movimento do salão. — Me ignorou o dia inteiro, está pensando em fugir do país? — Ele brinca e me olha, mas, continuo sério.— Podemos tomar uma, só nós dois?— Hi, olha só! Cara, se está pensando em se declarar para mim, já vou avisando que estou noivo — fala, mostrando-me a aliança de ouro branco em seu anelar. Engulo em seco e outra vez perco a ação. — Estou brincando, cara! — ralha, dando altas gargalhadas. — Menos a parte de estar noivo. — Ele mexe a mão e o anel ofusca e diante da luz acesa. — Encontrei coragem e pedi a Bianca em casamento — confessa abrindo um sorriso largo demais. Forço um sorriso, seguido de uma animação e peço uma cerveja ao barman.— Nesse, meus parabéns, meu amigo! — Entrego-lhe uma garrafa e ergo a minha para um brinde. — Desejo toda a felicidade ao casal, vocês se merecem. — As garrafas batem de leve e tomo o líquido todo em dois goles, depois, me levanto do banco alto

  • A Redenção do CEO   222

    Christopher Ávila— Porque era para ser você… o tempo todo. — Ela sussurra inebriada. Confuso, eu uno as sobrancelhas.— Como assim? O que quer dizer com…— Nada, esquece. — Me interrompe e ousadamente se agacha na minha frente. PUTA QUE PARIU! Arfo. Ela não vai fazer o que eu estou pensando vai? Caralho, sim, ela vai.Logo sou envolvido por sua boca quente como o inferno, fazendo sucções lentas e sua língua habilidosa desliza lentamente pela pele fina e delicada com destreza. Merda! Merda! Merda! Estou perdido! O meu mundo está girando e girando sem parar. Bianca se concentra nas sucções e nos movimentos de sua mão e me pego assistindo o seu espetáculo sexy. Inevitavelmente seguro os cabelos negros e começo a mexer o meu quadril de encontro a sua boca atrevida. Ela geme, chupa, ordenha e eu sinto que estou arrastado para as águas agitadas do abismo. Sem qualquer aviso saio da sua boca, livro-me da parte de cima do seu biquíni, depois da minissaia de tecido e da calcinha. E, Deus, eu

  • A Redenção do CEO   221

    Christopher Ávila— Vai tomar seu café da manhã agora menino?— Gostaria de tomar na piscina, Jô. Será que você pode— Pode deixar, menino, eu preparo uma bandeja e já deixo lá para você.— Obrigado! — Passo o resto da manhã na piscina, tomo o meu desjejum por lá mesmo. As três da tarde os rapazes do time começam a chegar e de cara escuto um assobio apreciativo atrás de mim.— Caraca, essa casa é um show de linda! — Edu resmunga, olhando para todos os lados ao mesmo tempo. Ignoro os seus comentários.— É, e eu quero que ela continue fazendo o seu show depois dessa festa — retruco com tom seco. Ele dá de ombros e pula na piscina com roupa e tudo.— Piscina liberada, galeraaaa! — Edu grita, agitando a rapaziada, que pula na água em seguida.Perto das cinco da tarde, a casa está cheia e acredite, metade dos convidados eu nem conheço, e boa parte deles, está bem animada, falante, rindo e bebendo atoa. Convidei pouco mais de vinte pessoas, contudo, controlar quase cem é o cúmulo da loucura

  • A Redenção do CEO   220

    Christopher ÁvilaÀ noite, estou em casa e como sempre seguimos com a nossa rotina familiar e uma das normas da mamãe é jantar todos reunidos a mesa. O mesmo acontece no café da manhã e no almoço. Nada de negócios, trabalho ou assuntos de escola. É o nosso momento sagrado em família. E acredite, mesmo após tantos anos, ainda olho a mesa farta e a família linda com extrema satisfação. Como sempre, Daniel Ávila se senta em uma das pontas da mesa, e meu avô Dam na outra ponta. Em sequência vem a minha mãe do lado direito do meu pai e minha avó Sara do lado esquerdo do meu avô. Eu me sento de frente para a minha eterna Sorvetinho. A minha irmã Victória com seus dez anos de idade se senta do meu lado esquerdo e ao lado dela está Alice de cinco anos. Pois é, os homens dessa casa estão rodeados de lindas mulheres. Vick, como a chamamos carinhosamente está se tornando uma linda garota. Ela tem os traços fortes do meu pai. É morena, tem os cabelos negros e lisos, mas são curtos, com um corte m

  • A Redenção do CEO   219

    Christopher ÁvilaOnze anos antes...De vez em quando eu paro no tempo e começo a pensar na minha vida. Eu sei. Jovem demais para olhar para trás, mas as vezes é preciso. É algo inevitável, preciso rever o que eu fiz de bom e de ruim. E eu me perco as vezes nos bons atos. Os ruins procuro deletar ou consertar para seguir em frente. Caminho pela calçada a procura de um banco para me concentrar nas provas de final de ano.Desculpa, estou sendo evasivo com vocês, não é?Olho ao meu redor, observando a estrutura moderna do prédio de cinco andares. As paredes de tijolos amarronzados e as grandes janelas de vidros transparentes. Estou rodeado por um belo gramado e poucas árvores frondosas, e alguns alunos espalhados pelo perímetro. Estou no colégio e está quase na hora de iniciar o segundo horário. Me sento em um dos bancos de madeira branca e tiro o caderno de dentro da mochila. Amanhã faço dezoito e como presente dos meus pais, farei uma viagem sozinho. Isso é instigante, estou empolgado,

  • A Redenção do CEO   218

    IsabellyLogo estamos entrando no belíssimo restaurante e inevitavelmente observo as suas paredes cor de tabaco, iluminado por suas luzes amareladas dando ao lugar um ar rústico e romântico ao mesmo tempo. Os arranjos florais então por quase toda parte, ornamentados por minúsculas luzes brancas. No centro das mesas tem alguns castiçais com velas acesas e um arranjo de rosas vermelhas complementa o quadro romântico que mencionei. Contudo, um coração trançado por fios dourados com o nome LOVE dentro dele me chama a atenção e me pergunto se é um baile temático. Sabe, tipo Dia dos Namorados ou coisa assim. — Boa noite, senhora! — O maitre diz assim que damos dois passos para dentro do prédio. — Por aqui por favor. — Ok, isso não parece um tanto estranho? Quer dizer, ele não deveria perguntar pelas nossas reservas? Não contesto, apenas seguimos o homem a nossa frente e somos acomodados em uma das mesas bem perto de um palco que só percebi agora. Caramba, onde a Emily me trouxe a final? C

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status