LOGINsKY É UMA PESSÍMA MENTIROSA. KKKKKKKKKKKK
POV/ ROCCOEla hesitou.O canto da boca quase se mexeu.Quase.Mas a raiva ganhou.Jogou a almofada mesmo assim.Peguei no ar.— Acabou o estoque?— Infelizmente.Coloquei as duas no chão.— Se quiser continuar, é melhor bater em mim.Sky arregalou os olhos.— O quê?— Com a mão.— Você está me dando autorização para te bater?— Estou começando a achar que não deveria autorizar mais nada hoje.— Finalmente uma decisão inteligente.Ela esfregou o rosto.A raiva estava diminuindo, mas os olhos continuavam brilhando.— A comida chegou — falei.Sky balançou a cabeça.— Não quero.— Você estava morrendo de fome.— Perdi.— Pedi exatamente aquela mexicana apimentada que você queria.— Meu estômago morreu, junto com meu humor.Aquilo tirou qualquer vontade que eu ainda tivesse de brincar.Aproximei-me devagar.Dessa vez, Sky não me impediu.Passei os braços pela cintura dela.O corpo ficou duro contra o meu por um segundo.Depois cedeu.Sky enterrou o rosto no meu peito e soltou o ar.Abrace
POV: ROCCO BLACKWOODDeixei o envelope pardo sobre o aparador da entrada e caminhei pelo corredor em direção à suíte.A comida mexicana continuava fechada nas sacolas sobre a bancada. O cheiro de pimenta e temperos já tinha começado a se espalhar pela cozinha, mas eu não estava com cabeça para comer.Parei diante da porta do quarto.Bati duas vezes com os nós dos dedos.— Sky?Nenhuma resposta.Esperei alguns segundos.— Amor, abre para mim, por favor.Ouvi um movimento abafado do outro lado. Depois, a voz dela veio rouca:— Não.Apoiei uma das mãos na madeira.— Sky...— É melhor você não entrar agora, Rocco.— Por quê?Silêncio.— Porque se você entrar agora, eu acho que sou capaz de te matar.Pisquei.Justo.— Tá bom.Afastei a mão da porta.— Então eu vou ficar aqui fora.— O quê?— Vou esperar.— Rocco...— Não vou entrar sem você deixar. Fica aí, xinga a parede, conversa com você mesma, faz o que precisar fazer. Eu espero.Olhei para os dois lados do corredor.Depois sentei no c
POV/ ROCCOJussara retirou um envelope pardo grosso da bolsa e o jogou sobre a mesa de centro.O papel caiu entre os restos da nossa tarde: cartas espalhadas, peças de jogo e uma almofada torta no chão.Olhei para o envelope.— O que é isso?— O cronograma definitivo do alinhamento público. Fundação social, divisão dos fundos, garantias, exposição das duas famílias e as próximas aparições.— Você atravessou dois continentes para me entregar papel?— Eu mandei por e-mail há três dias.Olhei para ela.— Então devia ter esperado eu responder.— Você não abriu.— Isso não transforma minha casa em protocolo de correspondência.Jussara sorriu sem humor.— Continua arrogante.— E você continua aqui.— Porque o seu tempo acabou.Meu olhar voltou para ela.— Explica.Jussara ajeitou a manga do sobretudo.— Você tem sete dias.O tom dela mudou.Não havia mais provocação.Era negócio.— Os seus avós deram um novo prazo até domingo — Jussara disparou, sem rodeios. — Na próxima segunda-feira eles
POV: ROCCO BLACKWOODO clique seco da fechadura do quarto ecoou pelo corredor.Sky tinha trancado a porta por dentro.Fiquei parado no meio da sala por um segundo, olhando na direção da suíte.Merda.Ela estava tentando se segurar.Eu sabia exatamente o tamanho do esforço que aquela ruiva estava fazendo para não explodir, não fugir e não transformar o medo em uma decisão precipitada. Menos de uma hora antes, estava ajoelhada comigo naquele tapete, dizendo que me amava e me pedindo em casamento.Agora tinha Jussara dentro da minha casa chamando a mim de noivo.Voltei o rosto devagar.A mulher continuava parada a poucos metros de mim.Jussara não se abalava com facilidade. A pele negra brilhava sob a iluminação indireta da sala, os cabelos volumosos caíam em cachos impecáveis pelas costas e o sobretudo de alta costura reforçava aquela postura de quem tinha crescido cercada por dinheiro velho de Londres, reuniões privadas e gente acostumada a obedecer.Não tinha um fio fora do lugar.Eu
POV: SKY BITTENCOURTFiquei plantada diante da porta aberta, sem conseguir mover um músculo do corpo.A mulher parada no hall parecia ter saído direto de um catálogo de moda: casaco impecável de corte reto, maquiagem intacta, cabelo perfeitamente escovado e um par de saltos que a deixavam uns bons centímetros mais imponente do que eu.Olhei para baixo de relance.Pernas grossas. Descalça. A camiseta preta do Rocco batendo na metade das minhas coxas. Cabelo ruivo úmido grudado no pescoço.E sem calcinha.Maravilha.Uma sensação gelada de repetição bateu no fundo do meu estômago. O mesmo roteiro torto do meu passado voltando para me assombrar: a noiva legítima, fina e rica, batendo na porta para reivindicar o homem que estava na minha cama.Não.Não, não, não.Eu não ia fazer aquilo de novo.Jussara ajeitou a alça da bolsa de couro no antebraço e me mediu de cima a baixo, os olhos apertados em um desdém que ela nem se deu ao trabalho de esconder.— Tá tudo bem? Posso entrar?Dei um pass
POV/ ROCCOEla deu uma gargalhada solta, me empurrando pelos ombros:— Agora vamos tomar banho.— Agora não.— Vamos sim! — ela me deu um empurrão mais forte, soltou o corpo e levantou num salto. — Quem chegar primeiro decide!Sky saiu em disparada em direção à suíte.— Ei! Isso não valeu! — gritei, correndo atrás dela.Ela entrou no banheiro e bateu a mão no batente da porta:— Valeu sim, cheguei primeiro!Entrei logo atrás, encurralando a ruiva contra a bancada de mármore. Puxei a cintura dela para colar no meu corpo:— Que tal um sexo rápido aqui dentro do chuveiro?— Nada disso, Blackwood. A gente acabou de transar!— E daí? Eu quero mais. Quero você o tempo todo.Inclinei a cabeça e beijei a boca dela com vontade, sentindo a língua dela responder antes de ela virar o rosto:— Não! Eu ganhei a corrida. Eu tô morrendo de fome agora. Comida primeiro, sobremesa depois.Soltei um suspiro derrotado:— Tá bom. Mas eu vou cobrar essa sobremesa mais tarde com juros.— Pode cobrar. Agora l







