SABOTEI O CASAMENTO ERRADO E O NOIVO BILIONÁRIO VIROU MEU

SABOTEI O CASAMENTO ERRADO E O NOIVO BILIONÁRIO VIROU MEU

last updateLast Updated : 2026-09-13
By:  Kayla SangoUpdated just now
Language: Portuguese
goodnovel16goodnovel
Not enough ratings
15Chapters
99views
Read
Add to library

Share:  

Report
Overview
Catalog
SCAN CODE TO READ ON APP

— Se alguém tiver alguma objeção a este casamento, fale agora ou cale-se para sempre. Era isso. O momento havia chegado. Era o meu momento. Eu só não podia imaginar que, ao invadir aquela capela para impedir o homem mais filho da puta que já pisou na Terra de se casar, uma lente de contato esquecida e alguns drinks a mais fariam com que eu arruinasse o casamento do homem errado! — É isso mesmo, Beto. Eu estou grávida de um filho seu. Ele me olhou por alguns segundos, como se estivesse tentando decidir se eu era louca, perigosa ou apenas muito burra. — Quem raios é Beto? Ele não era o Beto. — Er... capela errada. Foi mal. Continua aí! Mas ele não continuou, é claro. Porque, por algum motivo, aquele homem estava esperando um milagre cair dos céus para impedir seu casamento. E esse milagre veio em forma de... mim. Prazer, Chiara. O problema é que agora todo mundo achava que eu era a amante daquele homem e ele era alguém importante. Tipo, herdeiro bilionário de uma marca de carros de luxo. Só algo assim. — Olha... eu posso voltar lá e dizer a todos que... — O quê? — ele interrompeu. — Porque, sinceramente, estou curioso para saber do que se tratava aquilo tudo. — Foi um... hum... pequeno mal-entendido que posso esclarecer. — Pequeno? — Talvez moderado. — Trezentas pessoas naquela capela acham que sou um canalha que abandonou uma mulher grávida para se casar com outra. — Tá, tudo bem — resmunguei. — O que você precisa que eu faça agora? Benício me encarou por alguns segundos. — Preciso que se case comigo. Casar? Casar? CASAR? — E, Chiara... só mais uma coisa. O bebê é imprescindível nesse negócio. Vou registrá-lo como meu filho.

View More

Chapter 1

Capítulo 1

— Se alguém tiver alguma objeção a este casamento, fale agora ou cale-se para sempre — ouvi o padre dizer.

Era isso, o momento havia chegado. Era o meu momento.

Eu esperava para arruinar esse casamento desde que descobri que meu namorado não era... bem, não era exatamente meu namorado. Ou, pelo menos, não apenas meu namorado.

Meu namorado tinha uma noiva.

Uma noiva linda, de boa família — alguém que antecipava todos os desejos dele e que provavelmente passara os últimos meses escolhendo flores, provando vestidos e decidindo entre guardanapos cor de marfim ou branco-pérola, tudo isso enquanto eu dormia com o futuro marido dela, sem a menor ideia de que eu era a amante dele.

Aliás, você conhece aquela música sobre a Amélia, a “mulher de verdade”? Pois é exatamente isso que me vem à cabeça sempre que penso naquela noiva.

E não me leve a mal, eu não queria criar rivalidade entre mulheres. Eu não a culpava. Depois do choque inicial, na verdade, senti até um pouco de pena dela. Nós duas tínhamos sido enganadas pelo mesmo canalha. A única diferença é que uma de nós descobriu a tempo de evitar se casar com ele.

E eu queria garantir que a outra também tivesse essa chance.

O único problema é que eu estava bem bêbada naquela hora. E gente bêbada faz besteira.

Não besteiras do tipo invadir o casamento de um ex e gritar objeções quando o padre pergunta, é claro, mas sim algo mais no estilo de mandar uma mensagem de texto da qual certamente se arrependeria no dia seguinte.

Mas eu estava bêbada, parada diante das portas da capela do Hotel Milani e, naquele momento, estava muito inclinada a elevar significativamente a média das minhas loucuras movidas a álcool. Respirei fundo, segurei a maçaneta e empurrei a porta.

— Eu tenho!

Tudo bem. Eu só não esperava já entrar tropeçando direto no tapete vermelho.

Mas, além de estar bêbada, eu também tinha esquecido minhas lentes de contato. Eu as tinha deixado na pia do banheiro de casa, depois de passar a maior parte da manhã chorando e o resto procurando maneiras de arruinar a vida de um homem sem ser presa (e acredite em mim: as pessoas na internet podem ser bem criativas!). Sem elas, eu enxergava o suficiente para andar por aí sem esbarrar em postes, mas, pelo visto, não o bastante para notar uma pequena ondulação no carpete, bem na entrada da capela.

Meu salto enganchou, fui projetada para a frente e precisei esticar os braços para não cair de cara no chão e dar início à minha grande vingança do jeito mais humilhante possível.

Ajeitei o vestido e ergui a cabeça com toda a dignidade que uma mulher bêbada e traída — que acabara de quase ir parar de quatro no meio de uma capela — conseguia reunir. Não era muita coisa, tenho que admitir.

Apertei os olhos para ver melhor o altar. Consegui distinguir o padre, um mar de flores brancas, a noiva e, ao lado dela, um homem alto de terno escuro.

Aquele canalha!

— Senhoras e senhores... — Limpei a garganta como se estivesse diante de uma plateia de circo, e não no meio de uma capela. Bem, em minha defesa eu estava prestes a apresentar uma aberração para aqueles que provavelmente o achavam perfeito. — Este homem é um traidor! Ele estava construindo uma vida comigo, enquanto ela provavelmente estava organizando um casamento e escolhendo entre brigadeiros e... ou... brigadeiros! Porque, vamos ser sinceros, quem não quer brigadeiros no casamento? Mas, enfim...

Tentei voltar ao assunto principal quando percebi que estava divagando. Não era o momento certo para falar de doces, embora eu tivesse uma opinião bem forte sobre o assunto.

— Traidor! Babaca! Filho da puta! Você prometeu que ficaria comigo para sempre! Disse que não íamos nos casar ainda porque você tinha outros planos... — Soltei uma risada amarga. — Mas o plano era se casar com outra, não é?

Todos pareciam tão chocados com a situação que ninguém disse uma palavra. Estavam paralisados ​​e, sinceramente, eu queria poder ver os rostos deles em vez de apenas vultos borrados que mal conseguia distinguir. Mas, pelo visto, eles estavam se divertindo muito. Afinal, todo mundo adora um bom escândalo, desde que seja sobre a vida de outra pessoa.

Então, continuei e dei alguns passos em direção ao altar.

—  Você me fez abrir mão de um emprego em outro estado por sua causa! Só para ficar aqui com você!

Tudo bem, eu tinha sido bem estúpida nessa. Eu admito. Mas cresci assistindo a Friends, e a Rachel Green abriu um precedente.

— Você sumia nos finais de semana e dizia que estava trabalhando, mas era para ficar com ela, não era? NÃO ERA? — Dei mais um passo. — Fala alguma coisa! Se defenda!

— Não tem defesa...

Ouvir a voz vinda do altar.

Por um instante, alguma coisa me pareceu estranha. A voz estava diferente. Não era muito diferente. Só... diferente.

Mas, se a bebida já estava interferindo na minha visão, não via porque não poderia estar interferindo na minha audição também. Além disso, aquele não era o momento de questionar o timbre de voz do homem. Eu finalmente consegui fazer com que ele assumisse na frente de todo o mundo que era uma canalha.

Avancei mais um pouco em direção ao altar. Ninguém tentou me impedir, continuavam todos imóveis, acompanhando a cena com uma atenção que eu sinceramente esperava que nunca tivessem dedicado a uma série da N*****x.

— Sabe o que ele me dizia? — Dessa vez, eu viro para a noiva.

Ela era uma mancha branca ao lado dele. Uma mancha branca muito bem-vestida, pelo que eu consegui perceber.

— Que ele amava a pinta que eu tenho na bunda. Que era sexy. Que ele não conseguiria viver sem ela.

Um burburinho começou entre os convidados. Ótimo. Agora estavam participando.

— Aposto que diz uma dessas besteiras para você também. Mas não acredita, tá? — Aviso, apontando na direção dela. Ou pelo menos espero estar apontando. — Não acredita em uma só palavra que saia dessa boca. Quer saber por quê? Eu te digo por quê...

Avancei um pouco mais, fazendo um cálculo dramático.

— Porque esse filho da puta disse que queria ter um filho comigo. E agora... Agora eu estou grávida e ele está se casando com outra.

Finalmente houve um “oooh” coletivo vindo dos convidados.

Era esperado, gravidez sempre mexia com as pessoas. E eu queria o drama mesmo, então continuei.

Dei os últimos passos que me separaram do altar, estiquei a mão, agarrei a gravata dele e o puxei na minha direção. Só então percebi que ele era um pouco mais alto do que eu me lembrava. Ou talvez eu tenha ficado mais baixa por causa do álcool. Não sei se o álcool diminuiu alguém, mas naquele ponto eu também não descartei essa possibilidade.

Aproximei o rosto do dele e disse bem baixinho, para que só ele pudesse ouvir:

— É isso mesmo, Beto. Eu estou grávida de um filho seu.

Ele me olhou por alguns segundos, como se estivesse tentando decidir se eu era louca, perigosa ou apenas muito burra. Então, franziu a testa.

— Quem raios é Beto?

Eu queria dizer “você”. Juro que queria. A palavra chegou até a ponta da minha língua, mas acontece que, agora que eu estava perto, realmente perto, e se forçasse bastante a vista...

Bom...

Parecia o Beto.

Quer dizer, era moreno. Alto. Forte. Terno escuro.

Homem.

Definitivamente homem.

Só que Beto não tinha olhos azuis, tinha?

Soltei a gravata devagar.

Pisquei algumas vezes, como se isso tivesse alguma chance de melhorar uma miopia que eu tratava com lentes de contato havia anos e uma bebedeira que eu tratava com mais bebida por cima há horas.

Não melhorou.

Inclinei o corpo um pouco para a frente e apertei os olhos.

Não.

Não, não, não.

Aquele nariz também não era do Beto.

E o maxilar...

Meu Deus!

— Quem é Beto? — ele repetiu, agora um pouco mais devagar.

Olhei para a noiva. Depois para o padre. Depois novamente para o homem cuja gravata eu ainda segurava entre os dedos.

Ah, céus. O que eu fiz?

Larguei a gravata como se ela tivesse começado a pegar fogo.

— Er...

Minha mente procurou desesperadamente por alguma explicação que pudesse transformar os últimos cinco minutos em algo minimamente aceitável e não encontrou.

Então dei dois tapinhas no peito dele, alisando a gravata que eu tinha acabado de amarrotar.

— Capela errada. Foi mal.

Fiz um pequeno gesto com a mão na direção do padre.

— Continua aí.

Dei meia volta e saí praticamente correndo.

Expand
Next Chapter
Download

Latest chapter

More Chapters

To Readers

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


No Comments
15 Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status