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last update publish date: 2026-02-17 04:46:20

Entrei no quarto com o coração ainda acelerado, como se algo importante estivesse prestes a acontecer. Talvez já estivesse acontecendo.

A primeira coisa que notei foi o silêncio diferente. Depois, o detalhe que me fez parar por um segundo a mais do que o normal.

A mesinha de cabeceira estava vazia.

A foto não estava lá.

Não perguntei nada. Não naquele momento. Apenas respirei fundo e caminhei até a cama. Leonardo fechou a porta atrás de nós. O quarto dele parecia o mesmo, mas não era. Ou talvez
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  • A babá contratada pelo CEO viúvo   Epílogo

    Alana*5 anos depoisAbro a porta do escritório depois de bater.O mesmo escritório.A mesma mesa de madeira. A mesma janela ampla. O mesmo homem atrás do computador.Mas nada ali me intimida mais.Cinco anos atrás, eu sentei naquela cadeira com as mãos suando e o coração acelerado, com medo de não ser suficiente.Hoje eu entro com um sorriso no rosto, uma taça de vinho na mãe e uma vida inteira construída ao lado dele.Na mesa, entre relatórios e o notebook aberto, há uma foto.Nós quatro.Leonardo sorrindo sem reservas. Lívia já quase da minha altura. E o pequeno Heitor, de dois anos, rindo com os olhos apertados.Meu coração aperta do jeito bom.Heitor.Ainda consigo ouvir minha própria voz trêmula naquele dia.Flashback:— Eu preciso te contar uma coisa.Leonardo levantou os olhos do computador. O mesmo gesto de anos atrás. Só que o olhar já não era frio.Era casa.— O que foi? Que cara é essa?Eu coloquei uma caixinha na mesa, sem conseguir falar.Ele olhou pra caixa, olhou p

  • A babá contratada pelo CEO viúvo   94

    Leonardo*Se alguém tivesse me dito, que eu me casaria de novo e ainda estaria jogando sinuca eu o mandaria embora o chingando.Mas lá estava eu.Pedro gritando porque perdeu de novo. Marcos dizendo que a culpa era da “falta de estratégia emocional”. Meu pai observando tudo com aquele sorriso contido de quem já viu muita coisa na vida. E Fernando, genro do Marcos, defendendo que videogame era treino de coordenação, não fuga da realidade.O espaço reservado para os homens tinha sinuca, videogame, pebolim e até jogos de tabuleiro. Era quase infantil.E talvez fosse exatamente isso que eu precisava.Leveza.— Você está calmo demais — Pedro comentou, encostando o taco de sinuca na mesa. — Isso me preocupa.— Eu estou tranquilo.Ele riu.— Mentiroso.Eu não estava nervoso.Estava meio apavorado. Queria que tudo saisse perfeito, a Alana merecia isso, nós mereciamos.Marcos se aproximou, segurando um copo de água.— Nem parece que você já fez isso antes.— Pois é, pra mim é como se fosse a p

  • A babá contratada pelo CEO viúvo   93

    Oito meses depois*Eu achei que no dia do meu casamento estaria calma.Equilibrada. Centrada. Serena.Mentira.Eu estava chorando desde a hora que acordei.— Eu devia cobrar um extra, olha só como a base não borra mesmo você chorando tanto — a maquiadora avisou, rindo.— Desculpa — eu funguei, segurando o riso e as lágrimas ao mesmo tempo.O estúdio de beleza estava cheio. Cheiro de laquê, café fresco e ansiedade boa.Elaine estava sentada perto da janela, fazendo as unhas e me observando como quem vê um milagre acontecendo devagar. Rafaela se equilibrava para segurar o pequeno Erick e deixar a maquiadora trabalhar em paz. Minha sogra conversava animada com Débora, falando sobre o sabor do bolo que eu e Leonardo escolhemos com amor.E, por um segundo, eu só observei.Essa era a minha sala agora.Minha gente.Minha história.— Você vai me fazer chorar de novo se continuar olhando assim — Rafaela avisou.— Eu só estou… me lembrando — eu respondi.— Lembrando do quê? Que você vai casar c

  • A babá contratada pelo CEO viúvo   92

    Alana*Eu passei o dia com a Rafaela no espaço em que ela alugou pra ser seu atelie. Livia ficou com a gente na parte da tarde, eu e Leonardo ainda vamos visitar escolas para escolher uma e fazer a matricula dela. Quando cheguei em casa eram cinco e vinte da tarde, dei banho na minha menina e depois eu tomei banho e me arrumei, quando desci Leonardo estava com Regina sentado no sofa.— Oi amor — Ela falou me olhando e vindo até mim— Olá — Vamos sair. — Ele simplesmente fala depois de me dar um selinho.— Sair pra onde?— Surpresa.Desconfiei. Mas fui.Lívia já estava de tênis, animada como se fosse viajar para outro país. Leonardo havia a arrumado novamente enquanto eu estava no meu quarto.No fim, era só o parque. Toalha xadrez. Cesta. Comida e bebida.Simples.Perfeito.O sol estava suave, o vento bagunçando meu cabelo e a risada da Lívia preenchendo tudo. Existia grama.Existia família.E existia ele me olhando de um jeito diferente.Eu voltei a atenção para Lívia tentando alim

  • A babá contratada pelo CEO viúvo   91

    Leonardo*Quando entramos em casa e vi Verônica na sala, respirei fundo tentando me manter calmo.Ela estava diferente. Menos armada. Ou talvez eu só estivesse cansado demais para medir cada expressão dela como fazia antes.— Eu vim conversar — ela disse.Eu não pedi para sentar. Não ofereci café. Fui direto ao ponto.— Sobre o quê?Ela olhou para Lívia. E, pela primeira vez em muito tempo, eu não vi cálculo no olhar dela. Vi algo mais simples.— Ela é minha sobrinha. E é sua filha, apesar de tudo eu ainda amo você. Eu quero fazer parte da vida dela.O silêncio se espalhou pela sala.Alana ficou ao meu lado. Não interferiu. Mas também não recuou.Verônica continuou:— Eu sei que nunca fui… fácil. E dificultei ainda mais com minhas ultimas atitudes.Ela olhou pro lado, não sei bem se era arrependimento, ou só orgulho porque nada deu certo.— Mas eu gosto da Lívia. Mesmo que eu não saiba demonstrar. Mesmo que não tenha parecido. Eu não quero tirá-la de vocês. Só… não quero ser excluída

  • A babá contratada pelo CEO viúvo   90

    Leonardo dirigia em silêncio.Eu também.Minhas mãos estavam frias, mesmo com o sol da manhã atravessando o vidro do carro. Eu estava bem. Minha vida estava organizada. Eu tinha amor, trabalho, planos.Eu não era mais a menina que precisava que alguém ficasse.Mas, ainda assim, havia uma parte minha que tremia.Não pelo passado.Pela possibilidade de ser rejeitada outra vez.— Você não precisa fazer isso hoje — Leonardo disse, mantendo os olhos na estrada.— Preciso sim.Não porque eu devia algo a ela.Mas porque eu devia a mim.Eu não queria mais que essa história ficasse aberta dentro de mim como uma janela batendo no vento.A mansão era enorme. Antiga. Muros altos. Portão imponente.Leonardo estacionou.Meu coração acelerou.Ele segurou minha mão por um segundo antes de soltar.— Eu aperto.Assenti.Ele tocou o interfone.— Viemos falar com a dona Célia.Houve um chiado breve.— Quem deseja?Leonardo olhou para mim.Eu respirei.— Diga que é a Alana.Silêncio.Longo demais.Então a

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