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Capítulo 8

Autor: Ell Marioti
last update Fecha de publicación: 2026-02-15 09:52:20

Talvez eu fosse louca o suficiente para entrar no carro sozinha com um homem que eu nunca tinha visto na vida.

Mas mais louca ainda seria se eu recusasse aquele emprego.

Então, mesmo com medo, eu decidi seguir minha intuição.

E ela dizia que Arthur era um homem carregado por algo no passado… algo que o deixou com aquele semblante frio.

Mas, no fundo…

ele parecia ser uma pessoa boa.

Eu só esperava que minha intuição não falhasse dessa vez.

Entrei no carro sem olhar para trás.

Mas, quando a porta
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Último capítulo

  • A babá do viúvo    Capítulo 106

    Fim de tarde…O sol descia devagar.Sem pressa.Como se também tivesse decidido ficar mais um pouco.A luz entrava no quintal em tons dourados.Quente.Suave.As sombras se alongavam na grama.E o ar… parecia mais leve.Eu estava sentada na cadeira de sempre.Aquela que já tinha virado meu lugar sem que eu percebesse.Respirei fundo.Pela primeira vez no dia…não tinha nada me puxando pra frente.Nem lista.Nem relógio.Nem urgência.Só… aquele momento.— PEGA!— NÃO VALEU!— VALEU SIM!As vozes vinham do fundo do quintal.Sophia correndo.Rápida.Segura.Já com aquele jeito decidido que não precisava mais provar nada pra ninguém.Mateo logo atrás.Rindo alto.Errando o caminho.Mas nunca desistindo.— EU GANHEI!— NÃO GANHOU!— GANHEI!— NÃO GANHOU!Sorri.Algumas coisas…não mudavam.E, sinceramente…ainda bem.Arthur se aproximou sem fazer barulho.Eu não ouvi os passos.Só senti.Ele sentou ao meu lado.Perto o suficiente pra encostar.Natural.Como se o corpo já soubesse exatamen

  • A babá do viúvo    Capítulo 104

    De manhã…O despertador nem sempre tocava.Mas a casa… acordava mesmo assim.— Mãe!— Mamãe!— Já tô indo!Abri os olhos antes de levantar.Um segundo de silêncio…e depois o mundo voltando.Virei o rosto.Arthur já não estava na cama.Claro que não.Sentei devagar.O corpo ainda lembrava que o dia começava cedo demais.Mas o som lá fora…valia a pena.— NÃO É ASSIM!— É SIM!— NÃO É!Sorri sozinha.Levantei.Fui até a cozinha.E encontrei o cenário de sempre.Mateo em cima da cadeira.Tentando passar manteiga no pão.Mais na mesa do que no pão.Sophia ao lado.Observando.Julgando.— Você tá fazendo errado.— Não tô!— Tá sim.— Eu sei fazer!Arthur, atrás deles…segurando o riso.— Bom dia — falei.— BOM DIA! — Mateo respondeu, alto demais.— Bom dia — Sophia disse, mais controlada.Arthur se aproximou.— Bom dia.Encostou um beijo leve na minha testa.Rápido.Natural.Como se sempre tivesse sido assim.— Ele tá desperdiçando comida — Sophia comentou.— Eu tô aprendendo! — Mateo reb

  • A babá do viúvo    Capítulo 103

    Algum tempo depois… — Não é assim! — É sim! — Não é! — É! Respirei fundo da cozinha. Olhei pra Arthur. — Quer apostar? Ele nem tirou os olhos do notebook. — Não. Eu já sei quem tá certo. — Quem? — Nenhum dos dois. Sorri. Justo. Fui até a mesa da sala. E lá estavam eles. Sophia, concentrada demais pra alguém da idade dela. E Mateo… com a língua levemente pra fora, segurando um lápis como se fosse uma missão de vida ou morte. No meio da mesa… um caderno aberto. Com várias tentativas. “Mateo” escrito de todos os jeitos possíveis… menos do jeito certo. — O que tá acontecendo aqui? — perguntei. Sophia nem olhou. — Ele não sabe escrever o nome dele. — Sei sim! — Mateo rebateu na hora. — Isso aí não é seu nome. — É sim! Olhei pro caderno. “MAETO” — Quase — falei. Mateo me olhou. — Eu falei! — Quase — repeti. Sophia bufou. — Eu já expliquei cinco vezes. — Ela explica rápido demais — Mateo reclamou. — Eu explico normal! — Não explica! — Ei — chamei, cal

  • A babá do viúvo    Capítulo 102

    Alguns anos depois… — NÃO EMPURRA! — EU NÃO EMPURREI! — EMPURROU SIM! — NÃO EMPURREI! Suspirei. — Cinco minutos — murmurei. Arthur, ao meu lado, cruzou os braços. — Eu dei três. — Otimista. A discussão vinha do quintal. Alta. Intensa. Familiar. — EU SOU MAIS RÁPIDO! — EU SOU MAIS INTELIGENTE! Arthur arqueou a sobrancelha. — Quem você acha que é quem? Inclinei a cabeça. — Fácil. Um segundo depois… — EU SOU A CHEFE! Arthur assentiu. — Sophia. — Exato. Saímos pra fora. E lá estavam eles. Sophia, agora maior. Braços cruzados. Postura firme. E Mateo… cabelo bagunçado. joelho sujo. respiração acelerada. Claramente culpado. — O que aconteceu? — perguntei. Silêncio. Os dois olhando pra gente. — Ele empurrou — Sophia disse. — Eu só passei na frente — Mateo rebateu. — Correndo! — Era corrida! Arthur passou a mão no rosto. — Ok. Vamos organizar isso. Ele apontou. — Um de cada vez. Sophia levantou o dedo na hora. — Eu estava ganhando. — Não tava — M

  • A babá do viúvo    Capítulo 101

    Alguns meses depois…A casa estava barulhenta de novo.Mas agora… de um jeito diferente.Não era só risada.Nem só conversa.Era… vida pequena acontecendo o tempo todo.— NÃO PODE COMER ISSO!A voz da Sophia ecoou pela sala.Eu nem precisei levantar.— Sophia… — comecei, da cozinha.— ELE IA COMER!Suspirei.— Ele não come sozinho ainda.— Mas ele tentou!Arthur apareceu ao meu lado.— Ele tem seis meses — murmurou.— Eu sei — respondi.— Mas ele tentou.Olhei pra ele.— Você também vai defender?— Sempre.Revirei os olhos.Claro.Fomos até a sala.E lá estavam eles.Sophia sentada no tapete.Com expressão séria.Braços cruzados.E no meio…ele.Mateo.Sentado com ajuda de almofadas.Cabelinho bagunçado.Olhos atentos demais pra alguém tão pequeno.E um pedaço de brinquedo… na boca.— Tá vendo?! — Sophia apontou.Arthur segurou o riso.— Criminoso.— Ele ia comer! — ela insistiu.Me abaixei.— Ele tá explorando.— Com a boca!— É assim que bebê faz.Ela ficou em silêncio.Processando.

  • A babá do viúvo    capítulo 100

    Naquela madrugada…O choro veio baixo.Mas suficiente.Eu abri os olhos devagar.Demorei um segundo pra lembrar onde estava.Outro… pra lembrar de tudo.Hospital.Quarto.E… ele.O som veio de novo.Pequeno.Insistente.Virei o rosto.O berço ao lado da cama.Movimento leve.Braços pequenos se mexendo no ar.Meu peito apertou.— Ei… — sussurrei.Tentei me levantar.O corpo protestou na hora.Pesado.Dolorido.Real.Antes que eu insistisse…Arthur já estava de pé.Eu nem vi ele acordar.Só… estava.— Eu pego — disse baixo.A voz ainda rouca.Mas firme.Fiquei parada.Observando.Ele foi até o berço devagar.Como se cada movimento precisasse ser pensado.Mas não por dúvida.Por cuidado.Pegou o bebê com uma delicadeza que…doeu de tão bonita.— Calma… — murmurou.O choro diminuiu.Quase imediato.Meu coração… apertou de novo.Diferente dessa vez.Arthur olhou pra ele.De perto.Como se ainda estivesse tentando entender.— Você é pequeno, hein…Um sorriso leve apareceu no canto da boca d

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