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Capítulo 12

last update Data de publicação: 2025-12-19 20:37:51
A leveza que pairava na casa desde o shopping era uma coisa delicada, feita de sorrisos mais longos, pausas mais significativas e um olhar de Arthur que já não me escaneava como uma ameaça, mas me absorvia como um ponto de luz na penumbra dele. Eu me sentia diferente por dentro também. As roupas novas eram apenas um símbolo; a verdadeira transformação era essa estranha sensação de pertencimento, de ser vista, não só como funcionária, mas como Mauren.

Foi nesse clima, de esperança cautelosa, que
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Último capítulo

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Epílogo

    Epílogo A CartaEu estava sentada na varanda, com uma xícara de café esfriando ao meu lado e uma folha de papel em branco sobre o colo. Ao meu redor, o jardim respirava — as margaridas amarelas balançando suavemente na brisa, as luzinhas brancas ainda penduradas nas árvores (agora tão altas que mal dava pra vê-las de perto), a pedra do Mingau coberta de flores frescas como todas as manhãs.Hoje Bernardo faz dezoito anos.Meu menino. Minha margaridinha que enganou o pai e veio ao mundo como menino. Meu filho que cresceu sem que eu percebesse, que aprendeu a andar de skate, que coloca flores na pedra do Mingau toda semana, que um dia vai sair dessa casa pra construir a própria história.Mas antes que ele saia, eu preciso contar a dele a nossa.Peguei a caneta — a mesma caneta-tinteiro que a Larissa me deu de presente anos atrás — e comecei a escrever."Meu filho,Hoje você completa dezoito anos. E eu preciso te contar uma história.É uma história antiga. Começou muito antes de você exis

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Capítulo 79

    Dez Anos DepoisO sol da manhã de outubro entrava pela janela do mesmo jeito que sempre entrou — dourado, suave, preguiçoso. Mas a casa, aquela casa que um dia foi apenas uma mansão fria habitada por um homem rico e sua filha distante, agora respirava diferente.Eu estava na cozinha, aos quarenta anos, tomando café e observando o movimento da manhã através da janela. Fazia onze anos que eu tinha caminhado pelo tapete branco daquele jardim. Onze anos desde que me tornei Sra. Rocha. Onze anos desde que escolhi ficar.E olha só o que esse "ficar" tinha construído.No corredor, ouvi passos pesados — passos de gente grande, não de criança. Era Sophia, minha filha, minha flor, agora com dezoito anos, descendo as escadas com uma pilha de livros nos braços e uma expressão de quem não tinha dormido o suficiente.— Bom dia, mãe — ela disse, jogando os livros na mesa da cozinha com um baque surdo. — Se eu tiver que ler mais uma página sobre macroeconomia, eu juro que desisto da faculdade e viro

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Capítulo 78

    Foi numa manhã de terça-feira, enquanto eu amamentava Bernardo na varanda, que Arthur desceu as escadas com uma pasta debaixo do braço e aquele brilho nos olhos que eu já tinha aprendido a reconhecer — o brilho de quem está prestes a anunciar algo importante.— Amor — ele começou, sentando-se ao meu lado no banco de madeira. — A gente precisa conversar sobre a fundação.— A fundação? — perguntei, ajeitando Bernardo no meu colo. — A gente já tá conversando sobre isso há meses. Os documentos tão prontos, o prédio tá reformado e a equipe está contratada. O que mais tem para conversar?— O nome — ele respondeu, abrindo a pasta. — A gente ainda não decidiu o nome oficial.— Eu pensei que já tivesse decidido — respondi, confusa. — Fundação Rocha, né?— Não — ele disse, balançando a cabeça. — Fundação Rocha-Alves.Senti meu coração acelerar.— Rocha-Alves? — repeti, a voz embargada. — Arthur... Alves é o meu sobrenome de solteira.— É — ele confirmou, segurando minha mão. — Porque a fundação

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Capítulo 77

    Foi numa manhã de sábado, três meses depois da visita a Isabela, que tudo começou com um telefonema histérico.— MAUREN! — Mirielen gritou do outro lado da linha, às sete da manhã. — O GUSTAVO TÁ MALUCO!— Bom dia pra você também, Mi — respondi, bocejando e ajeitando Bernardo no meu colo. — O que o Gustavo fez?— ELE PLANEJOU ALGUMA COISA! — ela continuou, ofegante. — ELE DISSE QUE TINHA UMA SURPRESA PRA HOJE! E ELE TÁ COM UMA PASTA! UMA PASTA, MAUREN! GUSTAVO SÓ USA PASTA PRA COISA SÉRIA!— Mi, calma...— EU NÃO TÔ CALMA! — ela gritou. — E ELE MANDOU EU VESTIR UM VESTIDO BRANCO! BRANCO, MAUREN! QUEM MANDA MULHER VESTIR BRANCO SEM SER PRA CASAMENTO?!Senti meu coração acelerar.— Mi... você tem certeza que ele mandou você vestir branco?— TENHO! — ela respondeu. — E ele disse que era "casual"! Desde quando branco é casual?!— Mi... — comecei, tentando conter o riso. — Acho que...Mas ela já tinha desligado.Duas horas depois, Mirielen apareceu na minha porta, vestindo um vestido branc

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Capítulo 76

    Foi numa tarde de domingo, enquanto eu amamentava Bernardo na varanda, que Sophia apareceu com aquele olhar que eu já tinha aprendido a reconhecer — o olhar de quem está prestes a pedir algo importante.— Mãe Mauren — ela começou, sentando-se ao meu lado no banco de madeira. — Eu preciso te pedir uma coisa.— Pede, flor — respondi, ajeitando Bernardo no meu colo.Ela ficou em silêncio por um momento, brincando com a barra do vestido amarelo.— Eu quero visitar a minha mãe biológica — ela disse, finalmente. — A Isabela.Minha mão parou no meio do movimento. Bernardo, sentindo minha tensão, começou a resmungar.— Calma, pequeno — sussurrei, mudando ele de posição. — Sophia... por que você quer isso?Ela deu de ombros, mas seus olhos estavam sérios.— Porque eu tenho oito anos agora — ela respondeu. — E eu quero entender. Eu quero saber quem ela é. Eu quero saber por que ela fez o que fez. E... eu acho que eu quero perdoar ela.Senti um aperto no peito. Não de medo. Não de mágoa. Mas de o

  • A babá quase perfeita da herdeira do CEO   Capítulo 75

    O domingo amanheceu com um céu azul tão perfeito que parecia ter sido encomendado especialmente para aquele dia.Bernardo tinha completado três meses. E hoje, no nosso jardim de margaridas, ele seria apresentado ao Senhor.Eu tinha crescido ouvindo histórias da minha avó sobre a igreja do bairro, sobre o pastor que batizava pessoas no rio, sobre a fé simples e verdadeira que sustentava as pessoas nos momentos difíceis. Quando conheci Arthur, confesso que a religião ficou em segundo plano — a vida era corrida, os desafios eram muitos, e a fé, às vezes, parecia distante.Mas quando Bernardo nasceu, algo mudou dentro de mim.Uma necessidade antiga, adormecida, despertou. Não era sobre ritual. Era sobre gratidão. Era sobre dizer "obrigado" por tudo o que tínhamos conquistado. Era sobre entregar nosso filho àquele que, eu acreditava, tinha nos guiado até ali.— Você tem certeza? — Arthur me perguntou, numa noite, enquanto eu amamentava Bernardo. — Você quer uma cerimônia religiosa?— Quero

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