INICIAR SESIÓNCarl trabalhou arduamente durante toda a semana e já se passaram oito dias desde a última postagem de Isabella e, ele simplesmente deixou esse assunto de lado.
Repentinamente, numa sexta-feira, René entra na sala de Carl: "Com licença, posso entrar? Ia pedir para ser anunciado, mas sua secretária não está na mesa dela". - Rose, está grávida e tem sofrido com enjoos. Ela costuma sair para tomar um ar quando está passando mal. Mas me fale, o que deseja? - Carl, dediquei toda a semana avaliando o impacto da divulgação do nosso projeto nos noticiários de cada cidade e há alguns que me chamaram a atenção; separei-os aqui para avaliarmos: "Por exemplo, na cidade do Vedra, a notícia foi recebida com quase 100% de aceitação. Já na cidade dos Pontes, há muitas críticas. A população está dividida. Na cidade de Flowerville..." - Carl, que estava escrevendo em seu computador, parou de escrever e olhou para ele atento. René percebeu a reação do chefe, mas não falou nada a respeito e continuou: " Os noticiários falam muito bem do projeto e já pensam em ampliar os negócios por conta da nova tecnologia". -Quais noticiários? Pergunta Carl. - Os principais da cidade. Responde, René. Carl volta a baixar a cabeça e continua a escrever. - Alguma observação chefe? Carl responde de cabeça baixa: "Bom trabalho René. É importante ficarmos atentos as demandas de cada cidade. Para as cidades que falam positivamente, vamos a todo o vapor, para as cidades que criticam, vamos entender quais são as críticas e tentar tirar as dúvidas da maioria das pessoas. Talvez seja necessário criar subprojetos com a reinvindicação de cada cidade. Coloque uma equipe especializada para fazer esse trabalho, porque eu preciso de você a frente de coisas maiores". René anota as reinvindicações, concorda e se despede. Assim que René fecha a porta, Carl procura pelo blog de Isabella e para sua surpresa, ela escreveu sobre o projeto dele. Ele inspira profundamente e começa a ler. Enquanto lê o texto, ele experimenta várias sensações: raiva por ela afirmar que ele é empresário e quer vender os produtos da Yeon, e ela não está totalmente errada. Decepção por ela desafiar suas boas intenções e, por fim, alívio por ela afirmar que não pode julgá-lo. A frase conexão não é conectar, pegou ele em cheio mais uma vez e ele se lembrou que não chamou a filha para almoçar na semana passada, por que ele mesmo, não havia parado para se alimentar. Ele pega o telefone na mesma hora e liga para sua filha Marie: "Marie quer almoçar comigo hoje"? A menina incrédula pergunta: " Pai... está tudo bem"? - Sim, por quê? Marie responde que é estranho ele convidá-la para almoçar numa sexta-feira em horário comercial. Carl ri e diz estar com saudades filha. A menina se emociona e pergunta mais uma vez: “Pai você não está doente, né"? - Não meu bem, estou ótimo e com muita fome, além de saudades de você. Marie se despede do pai feliz e diz que o espera na porta da escola para almoçarem. Antes de ir para o almoço com a filha, Carl encaminha o texto de Isabella para René por e-mail e pergunta no corpo do e-mail: “ o que acha”? Rene leu o texto e pensou: “Por que Carl havia enviado um blog de uma psicóloga falando sobre o seu projeto Conectar?” René, sem compreender, diz: "É uma psicóloga!!! Não se trata de um blog de tecnologia, economia ou um grande site de notícias... é um blog minúsculo!!!" Após ler o texto, René responde no corpo do e-mail: "Carl é um blog sem alcance; a opinião dela não pode ser considerada um dado estatístico válido para nós. Não tem relevância comercial. Por que você me enviou isso?" Carl lê o retorno de René e expõe: "Exatamente por isso. Ela tem um outro olhar sobre nosso projeto, um olhar de saúde mental sobre tecnologia. Algumas falas nesse texto me fizeram refletir sobre estar conectado o tempo inteiro com as máquinas e menos com minha filha, por exemplo", respondeu Carl. Réne leu a resposta do chefe, riu e pensou: " Falou para eu não perder tempo com essas pesquisas, porque me quer a frente de coisas maiores e, ele mesmo perdendo tempo com blogs sem importância. René pensa e responde o chefe por e-mail para uma vez: "Carl deve ser uma senhora com idade para ser sua mãe, dando bronca nas pessoas por conta dos avanços tecnológicos. Ela não deve nem saber mexer direito nos recursos que estamos oferecendo. Ela tem um blog e posta sem frequência e nem se preocupa com o alcance de suas redes... Se é que ela tem redes sociais. Vai por mim, é uma senhora com papo de vó para cima da juventude. - Mas você não acha sensato o que ela fala? Pergunta Carl por e-mail. - Eu não. Parece minha vó dando bronca. Mesma conversa de sempre... "você vai queimar seus neurônios, sua vista vai ficar ruim e blá-blá-blá. René imita a avó. - Está com saudade da sua mãe, né? Marca um café com ela e ouve alguns conselhos, acho que você está em busca disso. Orienta, René. Carl respira fundo: - “Boa ideia". Carl não imaginava que Isabella pudesse ser uma senhora de idade; ele inclusive pensou que fosse uma senhorita, porque Isabella parece nome de pessoa mais jovem. Mas ele concordou com as observações de René. De qualquer forma, Carl resolveu curtir o texto de Isabella, mas não fez nenhum comentário. E pensou: “Eu te agradeço senhora Isabella Cartier por me fazer refletir. Vou tomar o seu conselho neste texto, como se fosse de minha mãe”. Carl, tem uma excelente relação com a mãe, dona Emma, ela sempre o orientou a não satisfazer todas as vontades do pai com relação a empresa. Mas Carl, explicou para a mãe, que a empresa era também uma vontade sua e por isso ele se dedicava tanto. Carl chegou a expor para a mãe que talvez goste mais da empresa do que o pai gostou um dia. Dona Emma concordou e relatou: " seu pai nunca me trocou pela empresa. Nós tivemos um casamento feliz".Três anos se passaram desde o primeiro aniversário de Benjamin, e a vida de Carl e Isabella continuava a florescer em todos os aspectos. Isabella, agora grávida de uma menina, sentia-se radiante e em paz, completando um ciclo que jamais imaginou vivenciar. Benjamin, com sua vivacidade e charme, era o reflexo exato do pai, não apenas na aparência, mas também no interesse precoce pela empresa que tanto transformou suas vidas. Desde pequeno, ele já demonstrava uma curiosidade aguçada pela Yeon, brincando de organizar reuniões imaginárias e repetindo palavras que ouvia Carl dizer em casa. Carl se orgulhava de Benjamin e voltava a sentir esperança de que um dia algum de seus filhos assumiria a presidência da Yeon.João, agora com nove anos, mantinha um interesse profundo por tudo que era vivo. Ele observava os pássaros, seus cantos, a natureza e os animais com uma paixão genuína, já afirmando com convicção que se tornaria médico veterinário. Carl, emocionado, dizia que toda vez que via Joã
A cerimônia de entrega do prêmio finalmente chegou. O evento era grandioso, com repórteres de todos os cantos do mundo. Carl estava mais elegante do que nunca, vestindo um terno impecável. Ao seu lado, Isabella brilhava com sua simplicidade e graça, uma combinação perfeita de beleza e sofisticação que encantava a todos.O salão estava lotado. Na primeira fila, a equipe de Carl, junto com Isabella, Marie, Emma, e os pais de Isabella, assistiam com expectativa. Quando o apresentador chamou o nome de Carl, sua voz reverberou pelo salão com entusiasmo:"Este prêmio vai para o majestoso Carl Strong, o homem que, além de revolucionar a tecnologia, fez com que ela chegasse aos menos abastados. Carl, o seu projeto ‘Conectar a Todos’ é um marco em inovação e inclusão. Hoje, o prêmio ‘Star Technology’ é merecidamente seu!"Carl subiu ao palco com aplausos incessantes que ecoaram por mais de um minuto. Flashs constantes capturando cada ângulo de sua expressão. Quando Carl se aproximou do microfo
Após a cerimônia de casamento, Carl e Isabella posam para os fotógrafos. O responsável pelas fotos era o fotógrafo oficial da Yeon, que capturou momentos lindos do casal. Carl já planejava escolher algumas dessas fotos para enviar ao The Guardian e anunciar oficialmente seu casamento com Isabella. No entanto, o fotógrafo já sabia qual imagem o casal escolheria: a foto do olhar cúmplice entre eles, que, na opinião dele, era a mais poderosa de todas.Os pais de Isabella estavam radiantes, e Emma também não conseguia conter a emoção. A felicidade era visível nos rostos de todos.Durante a festa, Heitor se aproxima de Mia e comenta, encantado com o trabalho dela: — "Que decoração espetacular, Mia. Quanta delicadeza em cada detalhe." Ele beija a mão dela, e Mia se derrete pelo gesto cavalheiresco. Seu sorriso entrega o impacto que as palavras de Heitor tiveram.Do outro lado da festa, Paul olha nos olhos de Hannah e murmura: — "Um dia seremos nós." Hannah sorri, seus olhos brilhando de
Na manhã seguinte, Carl chegou à Yeon e, ao abrir seus e-mails, foi surpreendido pela mensagem confirmando o prêmio que receberia em breve. Havia uma solicitação para alterar a data da cerimônia de entrega, e ele achou a mudança perfeita. Estava ansioso para focar no casamento e imaginava como seria especial usar a ocasião do prêmio para apresentar Isabella oficialmente ao mundo.Quando terminou de ler o e-mail, ouviu uma batida leve na porta. Ao abri-la, deparou-se com Victor e August, os filhos de René, ambos irradiando entusiasmo. August já conhecia bem a Yeon, mas para Victor era apenas a segunda vez explorando todos os departamentos. Carl notou algo diferente em René, que parecia mais alto astral do que o normal. Ria de tudo, até das paredes, e falava com uma animação quase infantil.— E esse sorriso, René? É só por causa das crianças? — Carl provocou, com um sorriso malicioso.René respondeu com um brilho nos olhos.— Não, Carl... é por causa da Lisa. Estamos nos acertando.Carl
Após desembarcar em Landscape, Isabella caminhou em direção ao carro, onde Carl a aguardava ansiosamente. Assim que a viu no estacionamento, o coração dele acelerou, batendo descompassado. Ele sabia que aquela mudança não era apenas uma simples transição; era o marco de uma nova vida, uma vida que ele já havia perdido a esperança de reconstruir, até aquele momento.Quando seus olhares se cruzaram, Carl não resistiu. Ele a abraçou com tanta intensidade que Isabella quase perdeu o fôlego. O afeto transbordava, como se ele quisesse que ela sentisse o quanto a havia esperado. Benedict, ao perceber o momento, pigarreou, chamando atenção para João, que observava tudo com curiosidade. Carl riu, afastando-se um pouco, ajoelhando-se na frente do menino:— "Amanhã vou te levar para conhecer meu trabalho, o que acha?"— "Eu quero sim!" respondeu João, animado.Com sorrisos trocados, eles entraram no carro. Durante o caminho, Carl lançou um olhar afetuoso para Isabella e comentou:— "Assim que Jo
Quinze dias se passaram e Lisa desembarca no aeroporto de Landscape, junto com seu filho Victor. René estava lá, esperando por eles pessoalmente. Quando os viu em sua cidade natal, seu coração disparou e ele não conseguiu segurar as lágrimas. Aquele momento representava tanto na vida dele; ele tinha esperança de que, um dia, ainda formariam uma família completa.Ao longe, ao vê-lo emocionado, Lisa também se comoveu. Ela sabia que voltar para Landscape era como se estivesse abrindo a guarda para uma possibilidade. Mas havia tantos medos dentro dela, que não pretendia facilitar as coisas para René. Antes de mais nada, ela queria recuperar a confiança nele.Victor, ao ver o pai, correu e pulou em seu colo, radiante. Sempre sonhara em correr para os braços de um pai, e aquele momento para ele era sublime.René, ainda segurando Victor, aproximou-se de Lisa. Olhou-a com um misto de paixão e vulnerabilidade, e beijou seu rosto demoradamente. Em seguida, murmurou em seu ouvido, com a voz emba







