FAZER LOGINLuna SmithA primeira coisa que vi quando Ari e eu entramos na área VIP, à qual nossos cartões prateados davam acesso, foi Sebastian cercado por três mulheres exuberantes. Uma delas estava abraçada ao pescoço dele.Travei no lugar. Meus olhos se encheram de lágrimas, e apertei a mão de Ari com força, chamando sua atenção e fazendo-a olhar para mim.Ela logo percebeu a direção do meu olhar e entendeu tudo.Ariana — Calma, amiga. Ele não parece nem um pouco interessado.Falou, tentando me acalmar.Luna — Não? Então por que está deixando aquela mulher tocar nele?Perguntei, sem desviar os olhos da cena.Ariana — Ela não passa de uma oferecida.Comentou, observando a situação com desgosto, embora não tanto quanto eu.Sebastian não demorou a notar minha presença. Provavelmente, o escândalo que Brandon estava fazendo com Poul acabou me denunciando.Ele se afastou das três mulheres imediatamente, e seus olhos verdes, completamente chocados, encontraram os meus.Ari sorriu e aproximou a boca
Sebastian CallahanNão tinha mais nenhuma desculpa para dar a Brandon para recusar sair com ele, e também não podia deixar de prestigiar Poul na inauguração de sua nova casa noturna. Sabia o quanto ele vinha trabalhando nessa nova filial.A ideia era que fosse a maior e melhor de todas. Aquela seria um teste para expandir sua rede por todo o país, com uma estrutura maior e mais moderna.Mas não foi para apoiar meu amigo que aceitei vir esta noite, nem porque outra recusa poderia despertar a desconfiança de Brandon. Vim para provocar Luna. Queria que ela entendesse que, se para o resto do mundo eu não tinha ninguém, precisava agir como um homem livre, sem amarras.Queria ver o ciúme e a incredulidade naqueles olhos dourados quando eu confirmasse ao irmão dela que viria com ele e aproveitaria a noite.Não era isso que eu queria, a menos que pudesse trazê-la comigo, como minha mulher. Mas, enquanto Luna não aceitasse revelar a verdade a Brandon, isso não seria possível.Mason — Cara, iss
Luna SmithLuna — Por que mesmo eu concordei em sair com você?Perguntei já dentro do táxi, com Ari sentada ao meu lado.O vestido dourado marcava o meu corpo muito mais do que eu gostaria. Escolha da Ari. Segundo ela, combinava perfeitamente com os meus olhos.O problema era que ele era justo demais, tinha um decote enorme nas costas e ainda era bem curto.Posso ter mudado meu estilo, mas não tanto assim.A verdade é que parecia haver pele demais à mostra, e eu simplesmente não estava acostumada com aquilo.Ariana — Porque você não teve escolha. Além disso, é uma boa amiga e não me deixaria sair sozinha em um sábado à noite.Bufei, irritada, mas não discuti. Até porque, se a minha intenção era viver novas experiências, aquela com certeza era uma ótima oportunidade.Só havia um problema: eu tinha saído de casa meio escondida. Não queria o segurança na minha cola. Ele com certeza ligaria para o meu irmão, contando cada passo que eu desse.Não que Brandon fosse controlador ou algo do ti
Luna SmithAinda estava um pouco dolorida por causa do que havia acabado de acontecer entre mim e Sebastian no quarto, mas era diferente da primeira vez. Meu corpo parecia estar mais acostumado com ele e, apesar do desconforto, consegui aproveitar muito mais a experiência.Sebastian também havia cuidado de outra questão antes de viajar. Ele marcou uma consulta para mim com um ginecologista e, na quarta-feira, fui ao consultório e tomei uma injeção que ele disse ser importante para evitar uma gravidez. O médico me explicou algumas coisas, mas confesso que ainda não entendia muito bem sobre esses assuntos. Apenas confiei que Sebastian sabia o que era melhor e achei que deveria seguir aquelas orientações direitinho. Agora precisava tomar outra injeção dali a três meses.Depois de fugir do quarto de Sebastian, voltei para o meu e fiquei por lá até a hora do jantar, ainda me sentindo um pouco culpada por não ter conseguido conversar com ele.Brandon — Que milagre foi esse? Você chegou e nã
Sebastian entrou devagar, com cuidado para não me machucar, mas dava para perceber o quanto estava se controlando.E, mesmo que eu achasse aquele gesto doce e atencioso, queria que ele fosse com tudo. Sabia que iria doer, mas queria ver quem ele era quando não tivesse nada o segurando.Luna — Não precisa ir devagar.Falei baixinho, vencendo a minha timidez.A verdade é que eu já não me sentia tão envergonhada. Sebastian me fazia sentir à vontade. Com ele, eu podia ser eu mesma, sem medo de represálias ou de qualquer julgamento.Sebastian — Não quero te machucar, princesa.Ele respondeu, beijando-me em seguida.Luna — Não está me machucando. Eu só quero que seja você mesmo.Consegui dizer quando nossos lábios se afastaram.Sebastian — Tem certeza?Perguntou, e eu fiz que sim com a cabeça, puxando-o para mais um beijo.Sebs não perdeu tempo. Se enterrou todo em mim com uma única estocada, e tive que conter o grito de dor que ameaçou escapar dos meus lábios. Porque, sim, doeu muito, quas
Sebastian CallahanDurante o voo para Hong Kong, fiquei me perguntando em que momento se tornou tão difícil para mim ter que viajar.A resposta veio imediatamente: no momento em que Luna entrou em minha vida. Eu não queria mais ficar longe dela. Queria tê-la em meus braços todas as noites, sentir seu cheiro, aquele maldito perfume de flores do campo que tanto mexe comigo.Queria tê-la trazido comigo. Ela ficaria fascinada ao conhecer a cultura de um país tão diferente do nosso, e eu adoraria ver aquele brilho inconfundível em seus olhos, o de quem está descobrindo o mundo. Nunca me canso de admirá-lo.Mas, infelizmente, enquanto Brandon não souber a verdade, não posso trazê-la comigo em minhas viagens. E isso é uma merda.Está ficando cada vez mais difícil esconder a verdade dele. Sinto-me culpado pra caralho, além de ter que esconder meus sentimentos pela irmã dele e ficar me policiando para não tocá-la o tempo todo quando Brandon está por perto.Quando voltar, vou ter uma conversa c







