MasukCapítulo 109 — Damian...Serafina correu até a cama e se ajoelhou ao lado de Damian, segurando o rosto dele entre as mãos.— Damian! Olhe para mim. Consegue me ouvir? Damian, abra os olhos! — chamou, acariciando-lhe as bochechas, tentando fazê-lo despertar.Ele soltou outro gemido abafado, mas não abriu os olhos. Sua respiração estava irregular, e o suor escorria pelas têmporas, deixando os cabelos negros grudados à testa. Serafina levou uma das mãos à sua testa e sentiu o calor intenso de sua pele. Seu coração apertou imediatamente.— Você está com febre...Ela afastou uma mecha úmida da testa dele e voltou a chamá-lo, observando a tensão dos músculos, a maneira como ele apertava o cobertor e os espasmos que percorriam suas pernas. Ela já tinha presenciado uma crise semelhante e conhecia os sintomas da dor neuropática que Damian desenvolvera depois do acidente. A febre, a sudorese e o estado de consciência alterado, porém, tornavam a situação mais preocupante. Ele provavelmente es
Alessandra chegou à mansão dos Castellano e não conseguiu evitar olhar ao redor com surpresa, admirando a propriedade. Ela sentiu os olhares dos seguranças acompanharem seus movimentos até que Dorian apareceu à entrada para recebê-la.— Professor! — A jovem apressou o passo até chegar ao homem e o abraçou, animada.— Aí...— Dorian reclamou, sorrindo.— me desculpe, me desculpe!— Alessandra se afastou, e olhou para o braço ferido. — Como o senhor está? Eu fiquei preocupada, eles levaram você naquele carro preto e eu não sabia se voltaria a ver você!Dorrian sorriu para tranquiliza-la. — Eu estou bem, venha, vamos nos sentar. Os dois seguiram juntos até a varanda do jardim, e se sentaram nos sofás.— O Senhor está vivendo em grande estilo hein, até parece que ganhou na loteria.Dorian lançou um olhar breve para a mansão.— Não me interessa nada disso. Esta não é a minha casa, e não considero nada daqui como meu.Alessandra franziu as sobrancelhas.— Então por que aceitou ficar aqui?D
Damian permaneceu em silêncio enquanto Frederico terminava de apresentar sua proposta, mantendo os olhos fixos na tela do computador. Frederico havia passado os últimos minutos explicando os detalhes do projeto, incluindo os investimentos necessários, os possíveis parceiros e as expectativas de retorno. Apesar de não confiar inteiramente no homem, Damian precisava admitir que a proposta era interessante e que, se fosse executada da maneira correta, poderia trazer bons resultados para ambas as partes.— Então, o que acha? — Frederico perguntou, inclinando-se ligeiramente para a frente na mesa de reuniões do escritório, à espera de uma resposta.Damian analisou mais alguns dados antes de afastar a mão do teclado e voltar o rosto para o sogro, que estava sentado ao lado.— A proposta tem potencial. O setor apresenta boas oportunidades de expansão, e o modelo de investimento pode gerar retornos interessantes, desde que os riscos sejam devidamente controlados. No entanto, acredito que pr
— O quê? — Damian perguntou, com uma hostilidade impossível de esconder.Caetano não pareceu se importar com a hostilidade na voz do neto. Pelo contrário, continuou sentado com a mesma tranquilidade, como se já esperasse aquela reação e tivesse preparado suas respostas antes mesmo de chegar à mansão.— A nossa relação com os Castellano é delicada. E, depois dos últimos acontecimentos, será importante esclarecer que tudo não passou de um mal-entendido. Portanto, vocês dois estarão presentes nesse jantar.— Nós não iremos a esse jantar — Damian declarou, encarando o avô.Caetano voltou a encarar o neto, sem se deixar abalar, como se já esperava aquela reação, e continuou.— A relação com os Castellano foi construída com muito esforço, e você sabe disso. Não podemos permitir que mal-entendidos destruam uma parceria de tantos anos.Damian fechou os punhos sobre os braços da cadeira.Mal-entendido? Aquele médico havia ajudado Serafina a fugir. E claramente desejava sua mulher. Não havia m
— Vou providenciar pessoalmente sua saída do país. Assim, você não precisará correr riscos nem será rastreada. E... Poderá viver longe de tudo isso.Serafina permaneceu imóvel, tentando assimilar aquelas palavras. Ele realmente pretendia deixá-la ir embora?Assim, de repente?Damian continuou a encarando, buscando sua ração, depois de dizer aquelas palavras que tanto lhe custaram a pronunciar. Havia passado os últimos dias pensando no que deveria fazer, dividido entre o desejo de mantê-la ao seu lado e a consciência de que não podia continuar prendendo-a a um casamento que ela já não queria. Por isso, finalmente decidiu oferecer-lhe a liberdade que ela tanto almejava, mesmo sem saber se seria capaz de suportar as consequências daquela escolha.Agora, esperava pela resposta dela, embora temesse ouvir qualquer coisa que confirmasse que Serafina estava apenas esperando por aquela oportunidade para desaparecer de sua vida. Não queria admitir, nem mesmo para si próprio, o quanto o assus
Dorian estava parado diante da grande janela de seu quarto na mansão dos Castellano, com o braço imobilizado em uma tipoia. Desde que recebera alta do hospital, havia sido praticamente obrigado a permanecer naquela propriedade por insistência de Domenico, que estabeleceu aquela condição como a única maneira de permitir que ele saísse do hospital mais cedo. Segundo o homem, Dorian precisava de cuidados constantes e não poderia se recuperar adequadamente se voltasse a viver sozinho.Embora não tivesse gostado da imposição, Dorian acabou cedendo, principalmente porque ainda sentia dores e não estava com vontade de iniciar uma briga. No entanto, isso não significava que estivesse disposto a se acomodar naquela casa.Durante aqueles dias, quase não saía do quarto. Fazia suas refeições ali, evitando qualquer contato desnecessário com os membros daquela família e, sobretudo, qualquer envolvimento que pudesse tornar sua situação ainda mais complicada. Nas poucas ocasiões em que decidia sair







