تسجيل الدخولNa mansão Falconi, à mesa do jantar estava o Don, sua esposa, Riccardo e Bianca.A mesa estava em silêncio, preenchida apenas pelo tilintar dos talheres, até que Delara decidiu deliberadamente fazer aquela pergunta.— Bianca, há alguma notícia da Serafina?Bianca ergueu os olhos do prato e encarou a mulher. — Por que está perguntando isso a mim?— Vocês eram tão próximas, praticamente amigas. Pensei que talvez, ela tivesse dito algo a você.Bianca franziu o cenho imediatamente, perdendo a pouca paciência que ainda tinha para aquelas insinuações. — Ainda não sabemos se ela foi sequestrada ou se foi embora por vontade própria. E, se quer tanto saber o que aconteceu, talvez devesse perguntar a si mesma. Afinal, você é quem deveria saber.O sorriso discreto de Delara desapareceu. Ela endireitou as costas e estreitou os olhos para a jovem.— O que quer dizer com isso?— Você sabe exatamente o que eu quis dizer.— Já chega! — Caetano interrompeu antes que a discussão se intensificasse. O Do
Serafina acabava de sair do banho, já vestida, quando ouviu batidas na porta.— Entre.A porta foi aberta, e o homem loiro apareceu parado à entrada.— Professor.Dorian sorriu. — Bom dia. Como você está?— Estou bem. — Serafina deu um leve sorriso.Dorian entrou no quarto e caminhou até ela. — Tem certeza? Eu trouxe alguns equipamentos. Podemos examiná-la se não estiver se sentindo bem.— Não é necessário. Estou bem.Dorian ficou em silêncio por um tempo, observando-a. — Hum... Se sentir alguma coisa ou precisar de algo, não hesite em me chamar.— Está bem. E... obrigada. Obrigada por ter me ajudado.Dorian sorriu e tocou o ombro dela. Era um gesto que costumava fazer naturalmente depois de uma conversa, mas, dessa vez, o toque demorou um pouco mais, e seu olhar parecia diferente.Serafina percebeu a maneira como ele a olhava e logo se lembrou das coisas que Alessandra havia dito."Acha mesmo que ele desafiaria a máfia por qualquer pessoa? Ele claramente não vê você como uma simples
Serafina acordou devagar, remexendo-se entre os lençóis antes de finalmente abrir os olhos. Por alguns segundos, ficou imóvel, ainda sonolenta, até perceber que aquele não era o quarto ao qual estava acostumada. As paredes eram brancas, as cortinas finas deixavam a luz do sol entrar suavemente, e o cheiro de lavanda tomava conta do ambiente. Não havia as cores escuras que dominavam o quarto de Damian, nem o cheiro dominante dele que ela reconhecia assim que acordava.Durante os últimos meses, o aroma dele tinha se tornado a primeira coisa que sentia todas as manhãs, a ponto de seu corpo quase esperar por aquilo antes mesmo de sua mente despertar.Ela virou o rosto e ficou olhando para o outro lado da cama por alguns segundos. Talvez por hábito. Talvez por sentir falta. Talvez porque, durante tanto tempo, aquela tivesse sido a primeira coisa que fazia ao acordar. Mas, dessa vez, a cama estava vazia. Não havia Damian ali. Não havia sua presença, sua voz, nem o som da cadeira de roda
Amélia estava no quarto de Serafina, arrumando a cama e organizando algumas coisas dentro do armário. Desde que soube que a filha poderia receber alta logo, decidiu preparar tudo para que ela voltasse para casa. Não queria que Serafina retornasse à mansão dos Falconi depois de tudo o que havia acontecido. Queria que, quando ela saísse do hospital, encontrasse um lugar onde pudesse descansar sem que ninguém lhe dissesse o que deveria fazer, e não a pressionasse com coisas absurdas.A porta se abriu, e Frederico entrou. Ele parou ao ver a esposa mexendo nas coisas da filha e franziu o cenho.— O que você está fazendo?Amélia nem sequer se virou.— Arrumando o quarto da minha filha para recebê-la quando ela tiver alta.Frederico fechou a porta atrás de si e caminhou alguns passos para dentro do quarto.— Você ainda está com isso? Já conversamos sobre esse assunto. A Serafina é casada e vai continuar na casa do marido.Amélia virou-se lentamente para ele, segurando uma peça de roupa nas m
“Eu quero ir embora desse lugar. Para sempre. Por favor. Me ajude a sair daqui.”Dorian ouviu a voz de Serafina do outro lado, apertando o celular em suas mãos. Sua expressão estava séria, e sua voz saiu sem hesitar.— Está bem. Hoje à noite, eu vou tirar você desse lugar.Serafina ficou em silêncio do outro lado, como se não esperasse uma resposta tão rápida, ou, como se estivesse hesitando.Dorian continuou.— Não precisa se preocupar com nada. Eu vou tomar todas as precauções. Agora descanse. Eu cuidarei de tudo e entrarei em contato quando chegar a hora. Entendeu?— Uhum... Professor, obrigada.— Eu disse que você podia contar comigo para tudo. Agora descanse.A ligação encerrou, e Dorian continuou encarando a tela.Já sabia do envenenamento, o que apenas o tinha deixado mais apreensivo; e agora, vê-la pedir por sua ajuda havia sido a gota de água. Precisava tirar ela de lá a qualquer custo.Ele entrou nos contatos do aparelho e discou para um número.Antes do segundo toque, o out
Damian permaneceu em silêncio por alguns segundos. O olhar de Serafina sobre ele não vacilou.— Eu perdi o nosso filho, e você não ficou aqui comigo para falar sobre isso! E agora eu descubro que fui envenenada, que alguém causou o aborto, e você já sabia disso e não me disse nada? Você continuou me evitando e escondendo coisas de mim depois de tudo isso?!Serafina segurou a voz para não desabar no choro, mas não pôde conter as lágrimas que já rolavam livremente.— Esse bebê também era seu! E você não estava aqui quando eu soube que ele se foi, não estava aqui para me dizer o que realmente aconteceu... Você... Você sequer se importava com esse bebê? Ou... Ou, assim como eu e esse casamento, para você ele também era um fardo que você foi obrigado a aceitar?!Damian apertou o punho sobre o braço da cadeira e fechou a cara, antes de mover a cadeira até a cama, ficando ao lado dela. — Você e esse bebê são as únicas pessoas com as quais eu me importo! — Então por que não esteve aqui?!







