Mag-log inPietro Vincenzo Ferrara
Bati duas vezes na porta do apartamento e, como não ouvi resposta, empurrei a maçaneta e entrei sem cerimônia. Estava irritado demais para protocolos.
O ambiente tinha aquele cheiro característico de incenso barato misturado com café requentado, típico de Paulo. As cortinas estavam semi abertas, deixando a
Sophia JonesMeus olhos se fecharam e um gemido escapou, enquanto cravava meus dedos em seus ombros, tentando me ancorar àquele momento que parecia não ter fim. Era como se o mundo tivesse desaparecido e só restassem nossos corpos, nossos suspiros, a necessidade de um pelo outro.O ritmo entre nós se intensificou, e era como se cada segundo que passava queimasse sob a pele. Pietro me prendia pela cintura, enquanto o corpo dele se movia com força e precisão. Eu sentia os músculos do seu abdômen contraindo a cada estocada profunda. O som abafado dos nossos corpos se chocando preenchia o escritório, misturado aos meus gemidos entrecortados e à respiração pesada dele.— Pietro… — o nome escapou dos meus lábios como um suspiro, um pedido, quase um grito abafado.Ele ergueu o rosto, com os olhos cravados nos meus, uma tonalidade de azul que ainda não tinha visto. Seu olhar luxurioso, fazia até minha alma arrepiar. O maxilar dele estava tenso, e um músculo na lateral do pescoço pulsava forte
Sophia JonesO silêncio entre nós durou apenas alguns segundos, mas parecia um abismo inteiro. Minhas palavras ainda ecoavam no ar:— O que foi, professor? Está com ciúmes?Vi o maxilar dele endurecer, toda a musculatura do seu corpo contrair, e algo mudou no olhar de Pietro. Não era apenas raiva, não era apenas desejo, era posse.Ele respirou fundo, fechando os olhos por um breve instante, como se estivesse tentando conter algo muito maior do que queria mostrar. Mas quando voltou a me encarar, aquele controle perfeito que ele sempre exibia estava prestes a ruir.— Ciúmes? — ele repetiu, com a voz baixa, rouca, com um peso que fez meu estômago revirar. — Ciúmes não descreve o que sinto, Sophia.Ele se aproximou de mim com uma lentidão calculada, e eu senti cada nervo do meu corpo reagir, como se o ar tivesse ficado mais denso. A madeira fria atrás das minhas costas parecia me prender tanto quanto o olhar dele.— Quer saber o que eu sinto? — ele murmurou, inclinando o rosto até ficar t
Sophia JonesO corredor parecia mais longo do que nunca. Cada passo que eu dava ecoava no piso de madeira, misturado ao som da minha própria respiração pesada. O peso da mensagem que havia recebido ainda queimava na minha mente:“No meu escritório. Daqui a vinte minutos."Só aquilo. Nada mais. Sem explicações, sem contexto, sem espaço para recusas. Era uma ordem, uma sentença.Parei diante da porta fechada, com o coração martelando forte demais dentro do peito, como se meu corpo soubesse o que estava prestes a acontecer antes mesmo de eu compreender. Minhas mãos estavam frias, mas suadas. Os dedos trêmulos seguravam com força a alça da minha bolsa, como se aquele simples gesto fosse suficiente para me manter de pé.Fechei os olhos por um instante, tentando puxar o ar para dentro dos pulmões, mas ele parecia preso na garganta. Minha mente gritava para ir embora, mas minhas pernas… não se mexiam.Por fim, respirei fundo, reunindo a pouca coragem que me restava, e girei a maçaneta devaga
Sophia JonesO corredor estava cheio, mas eu não ouvia nada.As vozes dos alunos, os passos apressados, o burburinho constante… tudo soava distante, abafado, como se eu estivesse debaixo d’água. Meu corpo ainda carregava o impacto de ter visto Pietro e Annabelle sentados lado a lado, tão próximos, tão envolvidos.Tentei respirar fundo, mas o ar parecia pesado demais.Anne Marie agora caminhava ao meu lado, falando sobre qualquer coisa, provavelmente sobre Ethan, ou sobre a prova de Direito Empresarial, mas as palavras dela entravam e saíam da minha cabeça sem se fixar. Tudo o que eu conseguia ver, mentalmente, era a cena na lanchonete.O jeito como Annabelle se inclinava sobre os artigos.A forma como Pietro a olhava, sério, concentrado, como se todo o resto ao redor não existisse. E, pior, o sorriso dela, confiante, quase íntimo, como se soubesse de coisas que eu não sabia.Um aperto atravessou meu peito, quente e desconfortável, e senti minha mandíbula travar. Ciúmes. A palavra que
Annabelle LancasterA xícara de café ainda estava sobre a mesa, intocada, enquanto eu observava Pietro Ferrara se afastar com passos longos e firmes. Por mais que eu tentasse, meus olhos se recusavam a desviar dele.Era sempre assim.Desde o primeiro dia em que nos conhecemos, Pietro tinha essa… presença. Um tipo de magnetismo silencioso que não pedia atenção, mas a exigia mesmo assim.Ele não precisava levantar a voz, não precisava forçar nada. Bastava existir. E, de alguma forma, eu sempre acabava olhando. Sempre.Mas hoje… hoje havia algo diferente.A forma como ele recolheu os papéis. O jeito como se levantou, o blazer caindo perfeitamente sobre os ombros largos. O silêncio que pesava entre nós, um silêncio que não estava ali quando começamos a revisar os artigos.Ele me disse que estava com dor de cabeça e eu acreditei, ou quis acreditar.Mas, olhando agora, vendo-o caminhar pelo corredor até desaparecer pela porta, percebi que não era só isso.Havia algo nele que estava diferen
Ethan ElliotSaí da universidade com o peito em chamas. As palavras de Sophia ecoavam na minha cabeça como lâminas afiadas:"Não te interessa com quem estou trepando, Ethan."Aquela frase não parava de me atravessar, queimando por dentro. O vento frio batia no meu rosto, mas nem isso era suficiente para acalmar o turbilhão de raiva que fervia no meu corpo. Cada passo que eu dava pela calçada parecia ecoar o som do meu orgulho esmigalhado.Eu a perdi. E, pior do que isso, perdi para alguém que nem sei quem é. A ideia de outro homem tocando nela, beijando aquele pescoço que já foi meu, ouvindo os gemidos que antes só eu ouvia… Deus, aquilo me consumia.Foi então que a vi. Sabrina Clark.Sabrina saía de uma boutique do outro lado da rua, equilibrando-se nos saltos altos, os cabelos loiros perfeitamente alinhados, a maquiagem impecável. Quando me viu, os olhos dela brilharam e um sorriso imediato surgiu no rosto, aquele sorriso animado, quase ensaiado, que eu conhecia bem.— Ethan! — cham







